Psicodélico: MESCALINA - A MOLÉCULA MÁGICA DO PEIOTISMO

segunda-feira, 22 de junho de 2009

MESCALINA - A MOLÉCULA MÁGICA DO PEIOTISMO

Dos antigos êxtases xamânicos visionários aos relatos de Aldous Huxley ou Carlos Castaneda, a mescalina representa uma das mais velhas substâncias psicodélicas utilizadas pelo homem. Isolada pela primeira vez em 1896 pelo químico alemão Arthur Heffter a partir de uma espécie de cacto – o peiote – este poderoso e secular alcalóide carrega uma história impregnada de folclore, batalhas, ciência e religião.

A mescalina (3,4,5-trimetoxifeniletilamina), substância pertencente à família das feniletilaminas, é o mais antigo composto químico psicodélico já isolado e sintetizado pelo homem. Antes mesmo do LSD, consagrado como a substância expoente do grupo, invadir os laboratórios e as mentes inquietas de um sem-número de pesquisadores, ela já havia ocupado uma diversidade de frentes de investigação. Aproximadamente 50 anos antes da descoberta do ácido lisérgico pelo químico suíço Albert Hofmann, uma estranha e misteriosa substância foi isolada a partir de um cacto nativo da região norte mexicana e parte dos Estados Unidos.

Arthur Heffter, um químico farmacologista alemão, desenvolvia uma investigação que procurava identificar os princípios ativos do cacto conhecido como peiote (Lophophora williamsii, na época ainda Anhalonium williamsii), uma planta cuja ingestão produzia efeitos alucinógenos e era há muito utilizada por uma diversidade de comunidades indígenas mexicanas e estadunidenses. Durante tal investigação, que só foi possível em função de um primeiro estudo do cacto desenvolvido pelo farmacologista alemão Ludwig Lewin, o cientista pôde isolar uma série de alcalóides: anhalonina, anhanolidina, pelotina, loforina e mescalina. Para a continuidade da pesquisa, Heffer administrou doses dos agentes em experimentos com animais e até mesmo em auto-experimentos. Como resultado dos exames clínicos (que inclusive valeram a Heffer o título de primeiro psiconauta da história) o químico obteve a descoberta da primeira molécula psicodélica conhecido pelo homem: a mescalina. Mais tarde o mesmo químico foi identificado, em menos concentração, em outras espécies, como o cacto San Pedro (Trichocereus pachanoi) e o wachuma (Trichocereus peruvianus), encontrados na América do Sul e Central.


A publicação das pesquisas, em 1896, concedeu a Heffer um notório respeito na comunidade científica da época, e o alemão – primeiro cientista a estudar psicodélicos sistematicamente – abriu as portas dos laboratórios para conseqüentes frentes de investigação. Além do interesse farmacológico, sob o qual, em 1919, o químico austríaco Ernst Späth sintetizou a substância pela primeira vez, a substância também despertou um interesse significativo das ciências humanas. Jaensch, um psicólogo alemão, investigou a mescalina em suas pesquisas sobre a psicologia conhecida como eidética: um braço da psicologia cujo modelo foca-se na identificação de essências da consciência e na análise indissociável à experiência subjetiva. Personalidades científicas como o psicólogo britânico Havelock Ellis, o médico e escritor estadunidense Silas Weir Mitchell e o neurologista e psicólogo germano-americano Heinrich Klüver desenvolveram diversas linhas de pesquisas e experimentos com o composto, representando um avanço científico subsidiado por uma grande onda de interesse investigativo. Toda a gama de novas informações e apontamentos identificados no decorrer deste período foi publicada pelo médico psiquiatra alemão Kurt Beringer na obra Der Meskalinrausch (algo como Os Efeitos da Mescalina), em 1927. A escassez de apontamentos medicinais (medicamentos), no entanto, fez com que o interesse pela substância declinasse.

Embora a mescalina representasse um universo inteiramente novo diante dos olhos da ciência, detinha uma antiga história de íntima familiaridade com um número considerável de comunidades arcaicas de origem indígena em território norte-americano (México e Estados Unidos). Tais comunidades, das quais há manifestações remanescentes contemporâneas, desenvolviam uma relação com a mescalina, através do consumo ritual do cacto peiote (in natura ou na forma de bebidas), cuja existência era anterior à época da colonização colombiana. Há também registros da cultura mescaleira entre povos equatorianos e peruanos, através do cacto San Pedro.

O primeiro relato sobre o peiote, cujo nome origina-se do termo asteca (náuatle) peyotl, pode ser encontrado na obra Historia General de las Cosas de Nueva España, de 1560, escrita pelo cronista da Nova Espanha, o frei franciscano Bernardino de Sahagún. Em tal relato, o autor descreve o uso do cacto pelas tribos Tolteca e Chichimeca: “Há outra planta, que se apresenta como um fruto da terra, se chama peyotl, é branca, se encontra no norte do país; aqueles que a comem ou bebem, tem visões terríveis ou cômicas; a intoxicação dura de dois a três dias; é comumente consumida pelos Chichimecas, pois os mantém acordados e os dá ânimo para lutar e não ter medo, nem sede, nem fome e dizem que os guarda de todo perigo”. Bernardino de Sahagún estimou que a utilização do cacto pelas tribos poderia datar em mais de 2 mil anos.

Esta forma de peiotismo encontrada pelos conquistadores espanhóis caracterizava-se como um complexo comportamento de padrões étnicos e culturais ancestrais onde a figura do xamã – o mestre do conhecimento e dos poderes da tribo – era bastante enfatizada. Em tal configuração de sociedade, o xamã é a fonte da sabedoria transcendental, assim como o personagem que assume o papel do curandeiro – ele detém todo o conhecimento sobre as plantas e sobre como relacionar-se com elas, principalmente quando são utilizadas como portais para realidades extraordinárias, freqüentemente mais valorizadas do que a própria realidade “comum”. Neste contexto, havia uma variedade de mecanismos de consumo do cacto – pasta, infusão, mascagem, além de uma intrincada atribuição de valores a todas as etapas envolvidas (anterior e posteriormente) pelo momento da ingestão: colhimento, feitura etc.

Aos olhos da colonização colombiana, porém, o consumo ritual do peiote encheu-se de significados satânicos. A despeito da profunda carga representada por um antigo e rico sistema de crenças e cultura, a intolerância do clero católico levou os conquistadores espanhóis a proibirem e a combaterem violentamente a utilização cerimonial do cacto. Os índios passaram a ser perseguidos e julgados pelos tribunais da Santa Inquisição como disseminadores da obra do demônio.

Em 1760, aproximadamente um século após a proibição oficial pelo Santo Ofício Espanhol, as denúncias e julgamentos prosseguiam. Os manuais da Inquisição se proliferavam, instruindo aos conquistadores como os processos deveriam ocorrer, e incluíam perguntas com: “Você tem comido carne de homem? Você é um advinho? Tem anunciado eventos futuros mediante a leitura de presságios, interpretando sonhos ou traçando figuras na água? Você tem chupado o sangue de outras pessoas? Você tem caminhado pela noite invocando a ajuda de demônios? Tem bebido peiote ou dado de beber a outras pessoas para descobrir segredos ou o lugar onde se encontram objetos perdidos ou roubados?”. O consumo do peiote ainda resistiu às primeiras e veementes investidas da colonização ocidental, passando a incluir elementos da cultura e religião espanhola como forma de sincretismo: uma tática para a sobrevivência. No entanto, os povos que praticavam o peiotismo passaram por um trágico momento de desfiguração e desintegração.

Como medida para preservar a antiga cultura mescaleira, no final do séc. XIX, algumas tribos onde o peiote desempenhava o papel central nas manifestações religiosas, como os huichóis (descendentes dos astecas), kiowas e comanches, passaram a disseminar o uso do cacto até o sudeste dos Estados Unidos, de onde espalhou-se até mesmo ao território canadense. Há relatos, a partir de 1867, da utilização do peiote inclusive entre tribos apache. Índios como o líder comanche Quanah Parker influenciaram massivamente neste processo.

Este novo peiotismo, já distinto da sua configuração original, fez ressurgir com força o costume de utilizar o cacto no contexto do transcendental, mas invocou novamente a impetuosidade dos missionários. Como única alternativa para não ver completamente dizimada uma manifestação legítima e representante de uma cultura tão antiga cujas raízes estavam sendo duramente arrancadas, diversas tribos, inclusive através da articulação política com os descendentes integrados à cultura “branca”, optaram por uma unificação: nascia, em 1906, a Igreja Nativa Americana.

Sob o dispositivo constitucional que garantiu, e garante até os dias de hoje, o direito ao uso do peiote enquanto ritual religioso, a Igreja Nativa Americana tornou-se a mais forte manifestação do uso contemporâneo remanescente das culturas arcaicas indígenas norte-americanas – e transformou-se na religião oficial de aproximadamente 70 tribos nativas.

Após a conturbada história de sobrevivência da utilização do peiote e dos primeiros estudos científicos através das quais a mescalina foi identificada e investigada, o composto voltou às páginas da história apenas a partir da segunda metade do séx. XX.

A descoberta da dietilamida do ácido lisérgico por Albert Hoffman, em 1943, iniciou um fervor científico interessado nas pesquisas sobre um grupo de substâncias até então carregado de lacunas e promessas: os psicodélicos. Em um curto espaço de tempo uma variedade de alcalóides, entre eles a mescalina e a psilocibina – substância encontrada em algumas espécies de cogumelo – invadiram os laboratórios de maneira espetacular e tornaram-se protagonistas de linhas e linhas de investigação sistemática da ciência moderna, principalmente daquelas ligadas à psiquiatria e psicologia. Pesquisadores como o psiquiatra norte-americano Humphrey Osmond, que inclusive supervisionou o político Christopher Mayhew em um teste com mescalina televisionado em 1955, desenvolveram experimentos onde puderam verificar a proximidade molecular entre a mescalina e a adrenalina, fato que deu novo ânimo à análise dos distúrbios psicóticos à luz da natureza psicodélica.

Duas publicações, mundialmente conhecidas, foram, contudo, as principais responsáveis pela divulgação do químico oriundo do peiote. As Portas da Percepção (The Doors of Perception), de Aldous Huxley, em 1954, e A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge), de Carlos Castaneda, em 1968, levaram a mescalina ao conhecimento do cidadão comum nos quatro cantos do globo.

Em As Portas da Percepção, o ensaísta filosófico e autor inglês Aldous Huxley, após ter sido apresentado à molécula por Osmond, faz um diagnóstico pormenorizado de seus auto-experimentos com o alcalóide. Baseado nestas observações em constante cruzamento com as novas informações sobre a emergente epistemologia dos psicodélicos, Huxley traça um ensaio filosófico delineado pela análise dos estados alterados de consciência. Tal análise leva o autor à teoria que dá nome à obra: agentes químicos como a mescalina e o LSD possuiriam a capacidade de expandir os limites da percepção humana, que se encontram naturalmente fechados por um mecanismo de filtros. Tais drogas ligariam a chave da consciência abrindo as “portas” para uma percepção de mundo diferenciada em experiências capazes de transformar significativa e positivamente a relação do homem com o mundo.

Já em A Erva do Diabo, Carlos Castaneda, um antropólogo brasileiro radicado nos Estados Unidos, traça uma análise detalhada de suas próprias experiências iniciatórias vividas sob a tutela de um velho índio brujo de tradição mescaleira – Don Juan. Castaneda acaba por afastar-se da investigação antropológica, visto que ele mesmo está incluído no objeto de estudo, mas nos traz os registros de uma cultura xamânica e ancestral com uma riqueza ímpar. Durantes suas experiências, Castaneda é apresentado a três diferentes plantas do poder com propriedades psicodélicas: o cogumelo, a erva-do-diabo (trombeta, datura) e o peiote – tratado por Don Juan como uma respeitável e poderosa entidade: o Mescalito.

Nos anos 50 e 60, durantes os quais as moléculas psicodélicas lideraram diversas séries de investigação, a mescalina, porém, não desempenhou papel tão expoente quanto outras substâncias como o LSD e a psilocibina. Durante as quase três décadas que se seguiram à completa abolição das pesquisas científicas (ação complementar à violenta tática governamental de Guerra às Drogas e resposta às indagações e movimentos da Contracultura), a análise da mescalina pela ciência resumiu-se a observações antropológicas da cultura mescaleira.

A partir dos anos 90, no entanto, podemos verificar uma retomada investigativa dos psicodélicos. Dentro deste novo panorama, a mescalina tem voltado às frentes de estudos, dentre as quais a do psiquiatra norte-americano John Halpern, da Universidade de Harvard. Halpern desenvolve uma pesquisa onde procura estabelecer o uso terapêutico da substância em pacientes diagnosticados com alcoolismo ou outros tipos de drogadição. O psiquiatra ainda espera pela aprovação de um estudo da mescalina no tratamento da ansiedade em pacientes terminais com câncer, trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo psiquiatra Charles Grob, da Universidade da Califórnia, com a psilocibina.

EFEITOS E RISCOS:

Os efeitos da mescalina iniciam-se após cerca de 60 a 90 minutos após a ingestão (chá, pasta, mascagem ou consumo dos botões de peiote – como são conhecidas as fatias desidratadas do cacto). Já os efeitos da mescalina administrada por via intravenal iniciam-se entre 10 e 20 minutos após a aplicação. Os efeitos desencadeados pelo consumo do peiote possuem algumas distinções dos efeitos produzidos pelo mescalina pura, visto que há uma série de outros alcalóides psicoativos no cacto.

A dose ativa é de cerca de 150mg (a mescalina é aproximadamente 4.000 vezes menos potente que o LSD – isto é, sua dose ativa é 4.000 vezes maior do que a dose ativa do ácido lisérgico).

A gama de alterações cognitivas (efeitos psíquicos) produzidas pela adição do composto, assim como para os demais psicodélicos, varia de acordo com o ambiente (condição externa) e o estado de espírito e personalidade (condição interna) do usuário: as experiências ruins e potencialmente danosas são freqüentes entre os usuários recreacionais (ilícitos) enquanto o uso positivo é sumamente verificado no contexto religioso (lícito). Os efeitos são similares aos efeitos desencadeados pelos químicos pertencentes ao mesmo grupo: alterações na percepção visual que podem incluir visões caleidoscópicas, hiper-coloridas e zoons em texturas ou padrões de formação dos objetos; sensibilização sensorial; experiências de despersonalização onde o indivíduo perde a identidade com seu próprio corpo e com os limites do próprio corpo; alteração da noção temporal e espacial; sensação de plenitude consciencial, de unicidade com o universo (cosmovisão); sensações tanto de paz suprema quanto de intenso terror que pode levar a quadros de pânico (má viagem, bad trip); taquipsiquismo (pensamento rápido); pensamento confuso e desordenado; perda do controle emocional etc.


Apesar de podermos delinear um certo universo de efeitos, a definição dos mesmos torna-se essencialmente dificultada devido a natureza subjetiva e idiossincrásica da experiência psicodélica.

Há dois trechos, no filme Blueberry (2004), que simulam uma experiência vivida através do consumo de uma infusão de peiote no contexo religioso de uma tribo apache (chirikahua).

Já os efeitos fisiológicos incluem alterações variáveis como o aumento da pressão sanguínea, taquicardia, midríase (dilatação da pupila) e atividades eméticas (vômito).

A mescalina não é capaz de desenvolver relação de vício com o usuário e não possui toxicidade cerebral suficiente para acarretar problemas, distúrbios ou danos neurológicos. O grande problema encontrado no uso de substâncias como a mescalina não recai em seus mecanismos fisiológicos, mas sim nos efeitos imprevisíveis que esta adição pode causar no indivíduo psiquicamente (principalmente quando utilizada com fins recreativos).

MECANISMO DE AÇÃO:

Os mecanismo de ação de psicodélicos como a mescalina, assim com os de outros químicos deste grupo, apresentam, ainda hoje, uma série de lacunas preenchidas apenas por teorias. Os últimos estudos têm encontrado diversos indícios da natureza química interativa no cérebro humano.

Sabe-se que a mescalina possui estrutura semelhante aos neurotransmissores cerebrais dopamina, noradrenalina e serotonina (especialmente à dopamina, enquanto o LSD, por exemplo, assemelha-se mais à serotonina). Em função de tal afinidade, a molécula liga-se aos mesmo locais (receptores) em que estas substâncias se conectam, onde passam a desenvolver a função de neurotransmissores, neste caso, de origem externa. Os neurocientistas acreditam que a ativação de determinados grupos destes receptores é o mecanismo responsável pelas alterações perceptivas e cognitivas produzidas pela adição destes químicos.

RELATOS:

Richard Heffern, autor de Secrets of the Mind Altering Plants of Mexico, de 1974, faz, na obra, um relato detalhado sobre uma experiência com mescalina:

"Queria que minha primeira experiência com peiote fosse perfeita em cada detalhe, assim a planejei cuidadosamente o quanto pude. Meu colega e eu decidimos dormir a maior parte do dia para estar alerta durante a noite. Deliberadamente escolhemos uma noite de lua cheia para não precisar de luz artificial. Aproximadamente uma hora antes de entardecer, ingerimos cada um o equivalente a 500mg de mescalina. Aproximadamente 40 minutos depois caminhei costa abaixo até um campo onde tive a estranha sensação de que seria muito desrespeitoso passar perto do cacto sem o saudar. Neste momento a planta era tão importante como eu. Ambos – a planta e eu – estávamos nesta terra juntos, e me embargava um sentimento de que existia um vínculo entre nós. Estávamos "nisto" juntos. Durante toda a experiência senti um regozijo pronunciado. Sentia que estava parado mais ereto do que de costume; sentia um grande orgulho por ser uma criatura vivente. Nestes momentos, a consciência de estar vivo me parecia suficiente para ser completamente feliz. Ao mesmo tempo, parecia que me restava muito pouco do ego; sentia que era uma pequena parte de um todo muito maior. Estava na Terra para viver, experimentar e aprender. O mundo ao redor era um grande lugar sagrado - um lugar que devia ser reverenciado e respeitado. Me pergunto se as coisas teriam sido diferentes caso estivesse rodeado por um ambiente urbano em que prevalecessem as coisas feitas pelo homem. De alguma maneira, senti um grande desamparo. Me senti como uma criança num mundo estranho, pouco familiar e fascinante. Senti que estava aprendendo tudo de novo. O ápice da experiência pareceu vir depois de quatro horas, apesar da dificuldade em estar consciente do tempo. Em algum ponto, parecia que eu podia sentir a rotação da Terra sobre seu próprio eixo. Era uma noite de neblina, e esta neblina parecia tomar a forma de um enorme dragão, iluminado pela lua. Em algum ponto, um tipo de retrospectiva se tornou no aspecto dominante da experiência. Era como se a minha mente estivesse buscando avidamente encontrar o significado da experiência completa. Eu tinha um conhecimento intuitivo de que a experiência tinha um grande significado e eu não estava sendo capaz de captar a totalidade do seu significado. Nos dias que se seguiram, pensei muitas vezes em tudo o que havia passado, já que se leva algum tempo para compreender tudo.”

Neste outro relato, encontrado no livro PiHKAL: A Chemical Love Story (1991), dos autores Alexander e Ann Shulgin, um viajante anônimo descreve sua experiência:

"Eu estava esperando ter um dia de excitação visual, mas parece que fui incapaz de escapar da auto-análise. Aprendi muitas coisas sobre eu mesmo e sobre o meu interior. Comecei a perceber um ponto, uma luz branca brilhante, que parecia ser por onde Deus estava entrando, e era inconcebivelmente maravilhoso percebê-la e estar cercado por ela. E eu desejava, com todo o coração, o que se aproximava. Pude entender por que as pessoas sentam e meditam durante horas sozinho com a esperança de que um pouco desta luz as contate. Supliquei que ela continuasse a me circundar. Mas ela não o fez. Desvaneceu-se e não regressou nesta forma particular durante o resto do dia. Escutando o Requiem, de Mozart, encontrei magníficos ápices de beleza e glória. O mundo estava tão distante de Deus, e nada era mais importante do que voltar a entrar em contato com ele. Pude ver como criamos o fiasco nuclear para amenizar a existência no planeta, como se fosse só através das armas e da aniquilação completa que as pessoas pudessem começar a se preocupar com os demais. Um efeito destacável desta droga é a extrema empatia que te faz sentir pelas coisas pequenas: uma pedra, uma flor, um inseto. Creio que seria impossível levar alguém a cometer um ato destruidor sobre alguém ou algo neste estado, nem se quer se pode cortar uma flor. Terminei a experiência sentindo que havia passado por muitas coisas, e que havia aprendido algo importante. Me sentia maravilhosamente livre.”

STATUS POLÍTICO ATUAL:

A mescalina é considerada uma droga ilícita pelas Nações Unidades, através da Convenção de Substâncias Psicotrópicas, de 1971. Devido à aceitação internacional da convenção, é uma substância proibida em todos os territórios mundiais, exceto sob condições rituais e religiosas, como o contexto da Igreja Nativa Americana, onde os adeptos possuem o direito garantido de utilizar o peiote em suas cerimônias.

A produção e cultivo do peiote, assim como a sintetização, produção, comercialização e consumo da mescalina são proibidos sob pena de se fazer valer as medidas constitucionais cabíveis em cada federação.

Apesar do atual status, a mescalina tem sido consumida ilegalmente por uma diversidade de grupos urbanos. A droga (street mescaline) é produzida e sintetizada em laboratórios ilegais e inapropriados para os processos químicos implicados, oferecendo, assim, o risco de conter substâncias perigosas e outros tipos de impureza, além de já oferecer os riscos normais enquanto substância utilizada para fins recreativos.

Extraído do Blog : http://projetoultralice.blogspot.com/

7 comentários:

freefun0616 disse...

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Ronni henrique disse...

Quero experimentar mescalina

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Unknown disse...

Gostaria de provar..Desde q li o livro do Carlos cast sou curioso pra isso

Grazy Winchester disse...

Nossa, quero muito experimentar, li q Hitler usou isso pra ter visões de suas vidas passadas, e queria ver se eu também consigo ver, se tem alguém q pode me dizer alguma coisa sobre isso, me mandem msg no email, Ok?
grazybloodcrazy@gmail.com

Grazy Winchester disse...

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PuLJones disse...

Muito mais importante do que descobrir ou se iludir com histórias de vidas passadas , é pensar em soluções mundiais .. Muitos estudos usando tais psicoativos , era pra que as pessoas pensem em questões de problemas mundiais , assim elevando muito mais o pensamento , e não entrando em bad de si mesmo .. Por isso os hippies também pensavam tanto na paz mundial.