Psicodélico

domingo, 22 de abril de 2012

MARIJUANA E A BÍBLIA

OFERECIMENTOS DE DEVOÇÃO.
 

 
Com oferecimentos de devoção, navios vindos das ilhas irão se encontrar para verter (fluir) as riquezas das nações e trazer tributos aos seus pés. A Igreja Copta Etíope de Sião acredita inteiramente nos ensinamentos da Bíblia, e como tal nós temos nossas obrigações diárias, e oferecemos nossos sacrifícios, feitos através do fogo até o nosso Deus com cantos e Salmos e hinos espirituais, levantando as mãos sagradas e fazendo melodia em nossos corações. 

Erva (marijuana) é uma criação de Deus do começo do mundo. É conhecida como A Erva da Sabedoria, Comida dos Anjos, A Árvore da Vida e até mesmo como "A Velha e Malvada Árvore de Ganja". Seu propósito na criação é como um sacrifício feito através do fogo a ser oferecido ao nosso Redentor durante as obrigações. As organizações políticas mundiais forjaram danos quanto a ela (marijuana) e a chamaram de droga. Para mostrar que ela não é uma droga perigosa, deixe-me informar aos meus leitores que ela é usada como comida para a humanidade, e como uma cura medicinal para diversas doenças. Ganja não é para o comércio; ainda por causa da opressão das pessoas, ela foi alçada como a única libertadora do povo, e a única estabeleçedora da paz entre toda a criação. Ganja é o direito sacramental de todo homem do mundo e quaisquer leis contra isso são apenas conspirações organizadas das Nações Unidas e dos governos políticos que dão assistência e tem interesses no mantimento dessa conspiração. 

A Igreja Copta não é politicamente originada, e isso foi firmemente expressado quando nós nos encontramos com a diretoria política dessa terra durante o período de pré-incorporação. Nós não apoiamos nenhuma organização política, religião pagã, ou instituição comercial, vendo que Religião, Políticas, e Comércio são os três espíritos sujos que separam as pessoas de seu Deus. Por causa de nossa posição apolítica, a igreja tem recebido tremenda oposição dos políticos, os quais não querem que os olhos das pessoas sejam abertos. Através de sua agência, a força policial, a igreja tem sido perturbada, vitimada e descriminada. Nossos membros tem passado por rígidos atos de brutalidade polícial, nossas propriedades legais maliciosamente destruídas, membros falsamente aprisionados, serviços divinos quebrados e todas essas atrocidades atuadas sobre a Igreja, sob o nome de leis políticas e suas justiças.

Walter Wells -- Padre Ancião da Igreja Copta Etíope da Jamaica, Índias Ocidentais.
 
O USO DE MARIJUANA EM TEMPOS ANTIGOS

O uso de marijuana é tão velho quanto a história do homem e data ao período pré-histórico. Marijuana está conectada de perto com a história e o desenvolvimento de algumas das mais antigas nações na Terra.
Representou um papel significativo nas religiões e culturas da África, Oriente 
Médio, Índia, e China. Richard E. Schultes, um pesquisador relevado no campo de plantas psicoativas, disse em um artigo que ele escreveu entitulado "Homem e Marijuana":

"... que o homem antigo tendo experimentado todos os materiais de plantas que ele pudesse mastigar, não poderia ter evitado o descobrimento das propriedades da cannabis (marijuana), pois em sua busca por sementes e óleo, ele certamente comeu os pegajosos topos da planta. Ao comer a maconha os aspectos eufóricos, extáticos (empolgação) e alucinógenos podem ter introduzido o homem a um outro plano terreno de onde emergiram crenças religiosas, talvez até o conceito de divindade. 
A planta se tornou aceita como um presente especial dos deuses, um intermediário sagrado para a comunhão com o mundo espiritual e assim ela tem permanecido em algumas culturas até os tempos presentes". 

Os efeitos da marijuana foram provas aos anciãos de que o espírito e o poder de (dos) Deus (es) existiam nessa planta e que ela era literalmente uma mensageira (anjo) ou realmente a Carne e Sangue e/ou o Pão de (dos) Deus (es), e era e contínua a ser um Sacramento Sagrado. Considerada sagrada, marijuana tem sido usada em cultos religiosos desde antes da história conhecida. 
De acordo com William A. Embolden em seu livro "Uso Ritualístico da Cannabis Sativa L, p. 235":

"Tradições Shamanistas de grande antiguidade na Ásia e no Leste Próximo tem como um de seus elementos mais importantes a tentativa de encontrar Deus sem um vale de lágrimas; De que a cannabis representou um papel nisso, pelo menos em algumas áreas, é que é nascida na filologia acerca do uso ritualístico da planta. Enquanto que tradições religiosas ocidentais geralmente enfatizavam pecado, penitência, e mortificação da carne, certos cultos religiosos antigos não-Ocidentais parecem ter empregado a Cannabis como um euforizante, que permitia ao participante um alegre caminho até o Ultimo; e portanto tais apelações como "guia do céu".

De acordo com o "Licitas e Ilicitas Drogas" pela consumer union, página 397-398:

"Ashurbanipal viveu em torno de 650 a.C., mas as descrições cuneformes da marijuana em sua livraria "são geralmente estimadas como óbvias copias de textos muito mais antigos." Diz o Dr. Robert P. Walton, um médico Americano e uma autoridade em marijuana, "Está evidencia serve para projetar a origem do hashishe lá para o início da história."
 
EVIDENCIAS INDICANDO A ORIGEM SEMÍTICA DA CANNABIS

O nome cannabis é geralmente acreditado ser uma palavra de origem Cita. Sula Benet em "Cannabis e Cultura" argumenta que ela tem uma origem muito mais antiga nas linguagem Semiticas como o Hebreu, aparecendo várias vezes no Antigo Testamento. Ele estata que em Exôdo 30:23 Deus manda Moisés fazer um óleo sagrado para unção com Mirra, Cinamono, Cana Odorifera (Kaneh Bosm) e Cássia. Ele continua dizendo que a palavra Kaneh Bosm é também usada no Hebreu tradicional como Kannabos ou Kannabus e que a raíz "Kan" nessa construção significa "reed"(cana) ou "hemp"(maconha), enquanto "bosm" significa "aromatico". Ele estata que nas antigas traduções Gregas do Velho Testamento, "kan" foi representada como "reed"(cana), levando a tal errônea tradução Inglesa como "sweet calamus" (cana odorífera) (Exôdo 30:23), "sweet cane" (doce cana) (Isaías 43:24; Jeremias 6:20) e "calamus" (cana) (Ezequiel 27:19; Canção das Canções 4:14)

Benet argumenta pela evidencia linguística de que a cannabis era conhecida no tempo do Velho Testamente pelo menos por suas propriedades aromáticas e que a palavra para isso passou da linguagem Semítica para os Citas, i.e o Ashkenas do Velho Testamento. Sara Benetowa do Instituto de Ciências Antropológicas em Warsaw é citada no Livro da Grama dizendo: "A surpreendente semelhança entre a Semitica 'kanbos' e a Cita 'cannabis' me leva a supor que a palavra Cita veio de origem Semitica. Essas discussões etimológicas acontecem paralelamente de argumentos tirados da história.
Os Citas Iranianos eram provavelmente relacionados com os Medes, que eram vizinhos dos Semitas e poderiam ter facilmente assimilado a palavra para hemp. Os Semitas poderiam também ter espalhado a palavra durante sua migração pela Ásia Menor.

Levando-se em conta o elemento matriarcal da cultura Semitica, somos levados a acreditar que a Ásia Menor era o ponto original de expansão para ambas: a sociedade baseada no circulo matriarcal e o uso massivo de hashish 
Os Anciões Israelitas eram pessoas Semiticas. Abraão, o Pai da nação de Israel, veio de Ur, uma cidade da Babilônia localizada na Mesopotamia. Os Israelitas migraram por toda a Asia Menor e poderiam facilmente ter espalhado o uso religioso da marijuana.
 
O SIMBOLISMO DO FOGO NO MUNDO ANCIÃO

A palavra "fogo" é mencionada centenas de vezes na versão Rei James da Bíblia. O Sacríficio do Senhor é feito pelo fogo (Exôdo 29:18, 25; Levíticos 2:10-11; Levíticos 6:13; Números 28:6; Deuteronomio 4:33; Josué 13:14; I Samuel 2:28; II Crônicas 2:4; Isaias 24:15; Mateus 3:11; Lucas 1:9; Apocalipse 8:4-5).

Abraão, o pai da nação Israelita veio de Ur a qual era uma cidade da Suméria Anciã no Sul da Babilônia. Para os babilônicos, o fogo era essencial para sacrificar e todas as oblações eram conduzidas até os deuses pelo deus do fogo Girru-Nusku, cuja presença como um intermediário entre deus e o homem era indispensavél. Girru-Nusku, como o mensageiro dos deuses, penetra a essencia das oferendas feitas a eles na fumaça do fogo do sacrifícios.

Na Babilônia: "Os gloriósos deuses cheiram o incenso, comida nobre do céu; puro vinho que mão alguma jamais tocou eles apreciam." (L. Jeremias, in Encyclopedia Biblica, i.v. 4119, quoting Rawlinson, Cuneif. Inscrip. IV, 19 (59 

O mais importante dos deuses anciões da India foi Agni, o deus do fogo, o qual como o deus Babilônico Girru-Nusku agiu como um mensageiro entre o homem e os deuses. O fogo (Agni) sobre o altar era considerado como um mensageiro, o invocador deles.

"...Ainda que, o sábio, foste sabiamente entre aquelas duas criações como um amigável mensageiro entre dois vilarejos"

De acordo com a Enciclopédia Britânica, a seção sobre "misticismo":

"O Vedas (escritos sagrados Hindus) são hinos ao fogo místico e ao senso interno de sacrifício, queimando eternamente no "altar Mental". Por esta razão a abundancia de imagens solares e de fogo: passáros de fogo, o fogo do Sol, e as ilhas de fogo. O sistema de simbolos das religiões e misticismos do mundo são profundas iluminações do mistério humano-divino. Seja a caverna do coração ou o lotus do coração, 'a morada daquilo que é a Essência do Universo, "o terceiro olho", ou o "olho da sabedoria" - todos os simbolos se referem a sabedoria entrando na alma ambiciosa no caminho para o auto-entendimento progressivo. 'Eu vi o Senhor com os Olhos do Coração. Eu disse, "Quem és tú?" e ele respondeu, "Tú"'."
Os místicos Indianos Anciãos dizem, "...que no extase da bhang (marijuana) a faísca do Eterno no homem transforma em luz toda a escuridão da matéria ou ilusão e o próprio é perdido na alma de fogo central. Projetando o homem para fora de sí próprio e acima de preocupações individuais, bhang faz dele UM com a divina força da natureza e o mistério 'Eu sou aquele' cresce pleno. (Tirado do The Indian Hemp Drugs Commission Report que foi escrito na virada do vigésimo século). 

O conceito de espiritual ou luz interior foi encontrado durante o mundo ancião. Assim como nós iremos ver que Luz Espiritual era diretamente relacionada à queimação de incensos. De acordo com Lucie Lamy em "Mistérios Egipcios", página 24: "A palavra Faraônica para luz é AKH. Essa palavra, geralmente traduzida como "tranfigurado", designou a luz transcedental assim como todos os aspectos da luz psíquica; e o no texto funebre ela denota o estado de sublimação máxima.

"A palavra AKH, primeiro de tudo, é escrita com um hieroglifo mostrando uma ave com crista, ibis comata. Esse pássaro - o qual também tinha o nome de AKH - viveu na parte sul do lado Arábico do Mar Vermelho (perto de Al Qunfidhah) e migrou para a Abissinia (Etiópia) durante o inverno. Ambos lugares se situam perto de regiões de onde o incenso sagrado veio, e eram chamadas de "Terra Divina". A crista do pássaro, junto com sua plumagem verde-escura borrifada com cintilantes particulas metálicas justifica os significados de "brilhar", "ser magnífico", "irradiar"; da raíz AKH na escrita hieroglífica. "AKH de fato expressa todas as noções de luz, ambas literalmente e figurativamente, da Luz que vem das Trevas para a luz transcedental da transfiguração. É também usada pra designar o 'terceiro olho', o Ureaeus, relacionado na antiga tradição para o corpo PINEAL e para o espírito."

No próximo capítulo nós veremos que a nuvem sagrada de incenso era instrumental na transfiguração de Cristo. Note que a Etiópia era referida como a "Terra Divina" e que era a fonte para o incenso sagrado. Os anciãos também se referiram a Etiópia como "A Terra de Deus".

Os Anciãos Egípcios acreditavam que eles haviam recebido suas divindades da Etiópia e sempre se mantiveram para a anciã e honorada tradição de sua origem sulista. A Etiópia é tão importante para a história antiga que é mencionada como se situando no Jardim do Édem (genesis 2:12). 

O antigo historiador Grego Diodorus Siculus escreveu: "Os Etíopes concederam a sí mesmos a serem de maior antiguidade do que qualquer outra nação; e é provavel que, nascidos sob o caminho do Sol, seu calor talvez tenha desenvolvido eles antes do que qualquer outro homem. Eles se supõem os inventores da adoração, das festas, das solenes assembléias, do sacrifício, e toda prática religiosa."
 
   

sábado, 21 de abril de 2012

Razões para defender uma política de usuários de drogas sem exclusão


Manifesto

O debate sobre o tema das drogas vem ocupando todos os espaços sociais, não permitindo a nenhum cidadão mostrar-se indiferente ou alheio. Da mesa do jantar às rodas de conversa no trabalho, das escolas aos becos, do zum-zum no transporte coletivo aos gabinetes políticos, da polícia à igreja, da imprensa às praças públicas e às casas legislativas, um mesmo tema: a droga.

As conversas giram sempre em torno da receita para o “que não tem receita, nem nunca terá!” Não é mera poesia, é do humano não caber em receitas. Mas, neste caso, a receita para o que escapa à norma foi dada. A prescrição médica, psicológica, jurídica, social e política sentencia: fora de nós, fora da civilização, rumo aos confins do humano. Sem compaixão com a dor e, sobretudo, sem respeito à cidadania do outro, mas também à nossa, este veredicto arbitra sobre a questão de modo único, total e violento. O que ele revela sobre nossa sociedade?

O modo como o debate é feito – barulhento, autoritário, monotemático – faz pensar que muito se fala para que não se veja, no espelho da pergunta, o retrato de outras mazelas e injustiças, ainda não superadas: a falta de escola, a fome, a ausência de trabalho, de cultura, de lazer e de moradia para todos, para ficar nas mais recorrentes formas de violação de direitos, convivem lado a lado com novos problemas e são indicadores de fragilidades sociais que retratam a perpetuação da má distribuição da riqueza coletivamente produzida. A inserção das pessoas que vivem a ausência de direitos nas redes do tráfico tem como resultado esse cruel mercado de trabalho para jovens, crianças e adultos pobres.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vem a público declarar a legisladores, gestores, juízes, promotores, especialistas e à sociedade sua posição: não há saída para o sofrimento humano – seja este consequência da submissão do homem a um objeto químico ou não – fora da cidadania. Não há possibilidade, senão no laço solidário e ético com o outro, para a invenção da humanidade de cada um. Como ator histórico e ativo em lutas pela defesa da cidadania dos loucos, das crianças e adolescentes, entre outros sujeitos marginalizados, o CFP tem trabalhado pela construção de políticas públicas efetivas que teçam a rede de suporte necessária à superação de diferentes fragilidades e vulnerabilidades sociais. Nosso compromisso ético-político é com a construção de uma sociedade efetivamente justa e democrática. Sociedade capaz de ofertar a seus membros as condições para o exercício de uma vida digna e com horizontes. Tal sociedade produz mais escolas que cadeias, mais praças que espaços de segregação e exclusão, mais cidadãos que restos sociais.

Muitos oferecem à sociedade tentadoras e ilusórias propostas de solução para algo que não surgiu hoje. O laço entre o homem e a droga não é novo, nem são novas as propostas de solução Drogas: pelo tratamento sem segregação que projetam na exclusão o remédio. Requentando um modelo antigo e autoritário, o da segregação, a sociedade e o Estado brasileiros desrespeitam sua melhor e mais bela conquista: a aspiração à cidadania como solo de direito para todo homem e toda mulher deste país. Por defender a democracia duramente conquistada, recusamos que se desrespeite a voz e a decisão da sociedade, em nome dos clamores de alguns. Por isso, conclamamos os gestores públicos federais da saúde e de todas as políticas públicas a respeitar as decisões da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, não impondo à rede de saúde a filiação às comunidades terapêuticas, instituições que, muitas das vezes, em nome do bem do outro, violam direitos, maltratam e violentam o corpo e as vidas daqueles de quem querem cuidar.

Com coerência e respeito, a Reforma Psiquiátrica e o Sistema Único de Saúde ensinam ao país que a saúde não é objeto mercantil, não se vende nem se compra. É direito e garantia constitucional e deve ser instrumento de libertação, não de segregação. O coletivo que faz a Reforma Psiquiátrica no país já assumiu a responsabilidade que lhe cabe nesta questão: o cuidado em liberdade com os usuários de álcool e outras drogas. Com as tecnologias de cuidado inventadas pelo processo de desconstrução do manicômio, propõe a criação de uma rede diversificada e territorializada de serviços que ofertem cuidados desde o momento mais grave, das urgências clínicas e psiquiátricas, com criação de leitos em hospital geral para os quadros de intoxicação e de abstinência grave, a implantação de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), das Casas de Acolhimento Transitório (CAT), de equipes de Consultórios de Rua, de equipes de saúde mental na atenção básica, entre outros. Além dos recursos sanitários e de atenção psicossocial, o coletivo da Reforma Psiquiátrica reafirmou a necessidade da criação de políticas e serviços de proteção e suporte social como medida para enfrentar fragilidades decorrentes das ameaças à vida, da ruptura de laços e da falta de apoio sociofamiliar.

Sem temer o homem e sua droga, não nos afastamos do outro pelo “veneno” que lhe proporciona prazer e dor. Tememos, sim, a ditadura da segregação como modo de tratar, a prática da higienização social, que sequestra homens e anula direitos; tememos e repudiamos a guerra às drogas, que mata muito mais que o inimigo que elegeu: as drogas; tememos e não desejamos que o encarceramento dos jovens seja a única solução proposta para os que se envolvem com o tráfico e não queremos assistir à perpetuação da desigualdade social como futuro único para tantos e responsável pelos milhões de vidas miseráveis e escravas da precariedade e da falta de oportunidades.

Queremos ver o Brasil fazer valer os desejos que deram origem ao Estatuto da Criança e do Adolescente, à lei de Reforma Psiquiátrica, com a assunção de crianças, adolescentes e loucos ao campo da cidadania; ao Sistema Único de Saúde que inaugura a escrita da saúde como direito de todos e dever do Estado e a propõe como suporte de cuidado e construção da cidadania. Queremos um país democrático e, por isso, justo, digno e lugar de exercício da responsabilidade de todos e de cada um, no qual o lugar das diferenças seja dentro, e não em seus confins e exílios.

Para aderir ao manifesto, visite http://www.peticaopu...br/?pi=CFP2011A


13 Razões para defender uma política de usuários de drogas sem exclusão
 
1. Defendemos o Sistema Único de Saúde (SUS) – um dos maiores patrimônios nacionais, construído coletivamente para cuidar da saúde da população brasileira. Defendemos a aprovação da Emenda Constitucional nº 29 e a possibilidade de garantir e ampliar financiamento para consolidar suas ações, inclusive para a política de crack, álcool e outras drogas, assegurando seu caráter eminentemente público, em oposição a todas as formas de privatização da saúde.

2. Defender os princípios e diretrizes do SUS, principalmente o princípio da PARTICIPAÇÃO, que garante o direito do usuário de ser esclarecido sobre a sua saúde, de intervir em seu próprio tratamento e de ser considerado em suas necessidades, em função de sua subjetividade, crenças, valores, contexto e preferências.

3. Defender a continuidade e o avanço do processo de Reforma Psiquiátrica Antimanicomial em curso no Brasil – regulamentada na Lei nº 10.216/2001, que criou os serviços de atenção psicossocial de caráter substitutivo ao modelo asilar – para o cuidado de pessoas com sofrimento mental e problemas no uso de álcool e outras drogas.

4. Considerar que o Estado é laico e democrático e, por isso, não deverá, a pretexto de tratamento, impor crença religiosa a nenhum de seus cidadãos, mesmo quando estes fizerem uso problemático de álcool ou outras drogas. Da mesma forma, compete ao Estado respeitar e promover a cidadania destes usuários, recusando todas as propostas que violem seus direitos, como a internação compulsória e restrição da liberdade como método de tratamento.

5. Superar o isolamento em instituições totais, tais como hospitais psiquiátricos ou comunidades terapêuticas – que geram mais dor, sofrimento, violação dos direitos humanos –, por uma rede de serviços substitutivos como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Leitos em Hospitais Gerais, Casas de Acolhimento Transitório, Consultórios de Rua e outras invenções que se fizerem necessárias para garantir o cuidado em liberdade.

6. Reconhecer que as cenas públicas de uso de drogas, as chamadas cracolândias, que tanto incomodam a população em geral, são também efeitos da negligência pública e da hipocrisia social. A transformação desta situação impõe a criação de políticas públicas que incluam os usuários e a população local, através da implantação de projetos de moradia social, geração de renda, qualificação do espaço urbano, educação, lazer, esporte, cultura, etc.

7. O cuidado em liberdade, dentro do SUS, dos usuários de crack, álcool e outras drogas já é realidade em nosso país. São Bernardo do Campo (SP) e Recife (PE) são exemplos do êxito desta política, cujos investimentos exclusivamente voltados para a rede pública propiciaram a invenção de uma rede diversificada de serviços substitutivos, que asseguram cidadania. A sustentação radical desta política permite a ambos municípios prescindirem da inclusão de comunidades terapêuticas e de hospitais psiquiátricos como lócus de tratamento.

8. Quem usa drogas é vizinho, pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, amigo, amiga, parente de alguém, meu ou seu. Portanto, é preciso superar a ideia de que o usuário de drogas é perigoso, perdido, irrecuperável ou um monstro. Tais idéias provocam uma urgência de respostas mágicas, levam a sociedade a demandar medidas políticas sem a prévia reflexão necessária, justificando e legitimando a violência contra estes novos párias sociais.

9. A humanidade sempre usou drogas em cerimônias, festas, ritos, passagens e em contextos limitados. Nossa sociedade precisa se indagar sobre o significado do consumo que o mundo contemporâneo experimenta e tanto valoriza, buscando entender o uso abusivo de drogas nos dias de hoje e as respostas que tem dado ao mesmo.

10. As sociedades convivem com muitas drogas, lícitas ou ilícitas. As pessoas que usam drogas de forma prejudicial precisam de ajuda, apoio, respeito e de redes públicas de atenção que garantam sua cidadania e liberdade. Para tal, as ações de redução de danos, que responsabilizam o cidadão por suas escolhas e estabelecem laços de solidariedade, devem ser orientadoras do cuidado, sempre articuladas com as demais políticas públicas.

11. A leitura do fenômeno do uso abusivo de drogas, em particular, do consumo de crack, como uma epidemia, além de grave equívoco de interpretação dos dados epidemiológicos que não demonstram isto, provoca uma reação social que instaura o medo e autoriza a violência e a arbitrariedade, levando à justificação de medidas autoritárias, coercitivas e higienistas.

12. Comunidades terapêuticas não são dispositivos de saúde pública. São a versão moderna dos antigos manicômios, seja pela função social a elas endereçada, quanto pelas condições de uma suposta assistência ofertada. Elas reintroduzem o isolamento das instituições totais, propondo a internação e permanência involuntárias, centram suas ações na temática religiosa, frequentemente desrespeitando tanto a liberdade de crença quanto o direito de ir e vir dos cidadãos. Portanto, rompem com a estrutura de rede que vem sendo construída pelo SUS, não havendo qualquer justificativa técnica para seu financiamento público.

13. Os direitos humanos, os princípios da saúde pública e as deliberações das Conferências Nacionais de Saúde e de Saúde Mental devem orientar a aplicação e os investimentos públicos na criação das redes e serviços de atenção a usuários de crack, álcool e outras drogas. Qualquer política que proponha agregar outros serviços com orientação distinta da adotada pela Reforma Psiquiátrica e pelo SUS, estará tentando conciliar o inconciliável e deste modo, camuflando diferenças em nome de outros motivos ou interesses e produzindo um claro desrespeito à política e à sociedade.


Video sobre redução de danos:

Revista traz dossiê sobre o fracasso da guerra às drogas

A combinação de criminalização das substâncias e combate militarizado ao tráfico não surtiram efeito

A estratégia de criminalização das drogas, aliada ao combate ostensivo do tráfico, perde cada dia mais espaço para iniciativas que proponham a a legalização de algumas substâncias, para diminuir a renda dos cartéis, e o foco no tratamentos de viciados. O motivo está nas estatísticas: entre 1998 e 2008, o consumo de drogas subiu 34,5%, o de cocaína, 27%, e o de maconha, 8,5%, assim como a violência, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas).
O número dois da revista Samuel, que já está nas bancas, traz em sua reportagem de capa um dossiê sobre esse enorme fracasso.




A guerra às drogas, idealizada há 40 anos como forma de controlar esse consumo, apresenta resultados frustrantes, como revelam as reportagens deste número da Samuel. São textos de oito diferentes publicações independentes, que mostram que a militarização do problema não reduziu o número de dependentes. Pior: alimentou o tráfico de armas e a violência, da cidade sitiada de Monterrey (México) à Cracolândia paulistana.

Na contramão da guerra, Portugal surge como exemplo de país que descriminalizou e, simultaneamente, fez baixar o consumo de drogas. Em 2010, 4.700 consumidores de drogas atendidos em programas de reinserção em Portugal estavam em busca de emprego. Desses, 43% foram integrados em ações de recolocação e metade deles conseguiu empregos no mercado de trabalho normal.

A revista Samuel traz ainda reportagens de política, cultura, meio ambiente e ciência. Entre elas, um perfil de Stieg Larsson, autor da trilogia Millenium, que foi um dos mais destacados jornalistas e militantes políticos da Suécia.

A publicação publica ainda uma reportagem histórica, na seção "Vale a Pena ler de Novo": em 1979, o jornalista Raimundo Pereira, do jornal Movimento, foi ao ABC paulista conhecer os companheiros de Lula nas greves que desafiavam a ditadura.

O que é Samuel

A revista Samuel é resultado de uma nova experiência jornalística. Reúne textos de diferentes publicações independentes, que se destacam pela apuração bem feita e pelo texto bem escrito: jornais, revistas, sites e blogs que mostram uma visão diferente do Brasil e do mundo. 
Fonte: OperaMund

MACONHA, REDES SOCIAIS E CRIME


Por André Barros, sobre o caso "SB BH" na Band

Num país onde, nos últimos 30 anos, um milhão de pessoas morreram por homicídio, a polícia está investigando um grupo de jovens que utiliza redes sociais para marcar encontros, com o intuito de fumar maconha. Embora não se tenha notícia de nenhum caso de homicídio nessas redes sociais, esta matéria teve uma repercussão inexplicável na mídia. O Brasil é um dos países do mundo onde mais jovens morrem em razão de arma de fogo, mais do que em países em guerra. Alguns podem dizer que isso não é argumento, porque fumar maconha é crime e a polícia tem o dever de combater. Sim, mas não há como perseguir todas as pessoas que os praticam e combater todos os crimes, por isso, a polícia seleciona os casos. Se decidir combater a multidão de usuários de maconha conectados nas redes sociais, a polícia não fará mais nada além disso, além do risco de acabar a própria internet, pois muito de sua criatividade está na maconha, planta cibernética.

O pior de tudo é que atos como este estão remando contra a maré, porque a descriminalização do uso de todas as drogas está avançando no mundo, e agora, principalmente, na América do Sul. No Brasil, além de reconhecer a constitucionalidade da Marcha da Maconha, o Supremo Tribunal Federal acabou de selecionar um Recurso Extraordinário pela repercussão geral de um caso sobre uma pessoa presa com uma grama de maconha na cadeia. O Ministro Gilmar Mendes, relator do RE, e o Supremo Tribunal Federal, tendem a caminhar com o florescimento das ideias e o combate a todo tipo de preconceito, julgando inconstitucional a criminalização dos usuários de qualquer substância proibida. Se o consumidor, no máximo, estaria prejudicando sua própria saúde, e jamais a saúde pública, como falsamente é colocado na lei, está ocorrendo, além da intimidade, uma violação à vida privada, à honra e à imagem das pessoas.

Nesses sites de relacionamento de consumidores de maconha não existe tráfico, não conheço nenhum que venda maconha. Na pior das hipóteses, poderiam forçar a situação, mesmo assim infringindo de forma abusiva a Lei 4898/64, nos parágrafos 2º e 3º do artigo 33 da Lei 11343/2006, que mesmo discordando tenho de informar:

“ § 2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. § 3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.”

Mesmo nos dois parágrafos destacados, os autores não poderiam ficar presos, assinariam um termo circunstanciado em que se comprometeriam a comparecer em Juízo e seriam liberados, apenas tomando um `chá de cadeira`, muitas vezes abusivo e desnecessário.

Portanto, esta matéria divulgada na mídia, com esta entonação, é preconceituosa, realizada por quem não tem o menor conhecimento da realidade jurídica, histórica, medicinal, religiosa e racista da maconha. Nossa luta é fazer florescer estas mentes sem luz, vamos todos com calma, nessa hora, porque o STF vai descriminalizar.

ANDRÉ BARROS – advogado da Marcha da Maconha

Curta André Barros https://www.facebook.com/advogadoandrebarros?ref=ts

Assista o vídeo da Band
http://maisband.band.com.br/Exibir/Jovens-marcam-encontros-pela-internet-para-usar-drogas/2c9f94b534a5f48c0134a8530d7f016c?channel=669
 

Gary Johnson aperta Obama por debate da legalização da maconha medicinal



Gary Johnson  é um candidato libertário que cumpriu dois mandatos como governador republicano do Estado do Novo México entre os anos de 1995 a 2003, lançando agora um verdadeiro desafio ao presidente Barack Obama, nas questões que desrespeito à chamada Maconha Medicinal.

Em seu blog, Gary convoca os seus leitores a ajuda-lo a debater o assunto das guerras às drogas com o presidente Obama e o candidato à presidência Romney. Além disso, Gary acusa Obama de mentir para os eleitores quanto a sua opinião sobre a Maconha Medicinal  ainda em 2008.

Gary Johnson aponta que na corrida pela Casa Branca, Obama afirmou claramente que não iria desperdiçar tempo e dinheiro em processar fornecedores de maconha medicinal em estados que já legalizaram a Maconha como medicamento. Gary  Johnson diz que pretende colocar a discussão sobre a legalização da maconha na "linha de frente" na campanha de 2012.

As táticas de repressão do governo federal vêm num momento em que metade do país é favorável a legalização da maconha, e não apenas para uso médico. Em outubro de 2011, uma pesquisa feita pelo Gallup aponta que 50 por cento dos americanos eram favoráveis ​​à legalização da maconha, e em uma outra pesquisa realizada em maio de 2011 pela Harris Interactive  aponta que 74% dos entrevistados apoiam a legalização da maconha medicinal.

Johnson ressalta que não só Obama não conseguiu cumprir sua promessa sobre a maconha medicinal, como também não foi capaz de responder aos cidadãos que falam sobre o assunto: "O presidente Obama também rejeitou a petição para legalizar a maconha, bem como de reclassificação da maconha, para que ela seja tirada do grupo 1, ao lado de Heroína, cocaína e crack.

Uso da Maconha e Sua Representação Social



Quando o campo é o do saber teórico não adianta ignorar os estudos que julgamos errados ou no mínimo tendenciosos. Hoje vamos analisar um trabalho que vislumbra o horizonte da pesquisa quantitativa para buscar traçar verdades sobre o contexto de uso da maconha no ambiente universitário. O problema essencial é que a metodologia influi demasiadamente na visão pejorativa que impressa inclusive no texto e teor das questões empregadas.
E se há críticas a fazer, que façamos, pois aqui se deve o princípio ativo do trabalho que comece a propor novas visões perante as embalsamadas concepções. O estudo de hoje é: Uso da Maconha e Suas Representações Sociais: Estudo Comparativo entre Universitários, assinado  por Maria da Penha, Ludgleydson Fernandes e Bernard Gontiès. 
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Eles provavelmente não esperavam, mas quando foram perguntar aos universitários dos últimos períodos das faculdades de tecnologia, direito e saúde, sobre qual seria o posicionamento deles diante de um usuário, a maioria diz ser favorável. A única exceção foi na jurídica, onde 68% disse ser desfavorável, o que não dá pra entender bem, já que o que não falta nos debates e palestras é uma galera forte da advocacia canábica. A galera da Tecnologia pelo menos 60% disse ser a favor enquanto na Saúde, 41% preferiu ficar neutro.

As perguntas que se sucedem são já prenuncio dos malefícios considerados e prejulgados. Não há a concepção de que a cannabis possa ser usada para promover alívio e, logo, consequente benefício familiar ou social para determinado caso ou indivíduo. Todas as áreas do conhecimento foramconsensuais ao dizer que, em suas opiniões, o uso de maconha se dá por fuga dos problemas.

É como disse, não há como escapar do escopo científico se não por ele mesmo. Porque se estiver num debate e alguém cita isso, é preciso argumentos válidos para debater e fundamentar a crítica. Será que a fumaça é para fugir dos problemas? Que explicação pequena.
E então, será que a vale a pena ler o trabalho e pensar se o universo de representação social dos usuários está ou não bem composto? E você, estudante universitário seja lá da área que for, já pensou em contribuir com o conhecimento dessa faculdade? Se a bíblia profetizou que os humilhados serão exaltados, é pelo caminho da ciência é que vamos exaltar as qualidades dessa erva. Reflita, produza, contribua.

Após Rasquera, outras cidades podem se interessar pelo cultivo de maconha para burlar a crise



A polêmica aprovação do aluguel de terrenos para o cultivo de Maconha na cidade de Rasquera como antídoto à crise financeira gera repercussões e difunde a ideia pelo país. De acordo com representantes da Associação Barcelonesa Canábica de Autoconsumo (ABCDA), grupo que desfrutará do privilégio no município, a fama do caso já fez com que outros se interessassem por convênios semelhantes como uma forma de burlar a crise que assola a Europa.

"Com a crise, estão todos endividados. Depois da notícia de Rasquera, outras cidades nos procuraram para que plantássemos maconha em parceria", explica Thais Santos, brasileira, sócia e colaboradora da ABCDA. O futuro cultivo aumentou a demanda pelo número de sócios, e cresce também a procura de pessoas que usam a erva com fins terapêuticos. "Foi incrível como cresceu o número de doentes que entraram em contato depois que a notícia sobre a possível plantação se espalhou", diz Vojislav Djordjevic, presidente da ABCDA.

O pequeno povoado da Catalunha tem cerca de 960 habitantes e uma dívida de 1,3 milhões de euros. A cidade já arrecadou 30 mil euros pelo contrato e receberá mais 50 mil ao mês para despesas com administração e segurança. Além disso, serão criados entre 40 e 50 novos postos de trabalho.

Quem compõe e o que é a ABCDA

A ABCDA foi fundada há dois anos. Pagando uma taxa de 20 e 40 euros ao mês, os sócios têm direito a 27 gramas de cannabis por semana. Ela facilita o autoconsumo da droga, o que é considerado atividade legal na Espanha sempre que não haja lucro. O clube tem cerca de cinco mil membros. A maioria consome ludicamente, e 30% fumam a erva com fins terapêuticos. "São pessoas com doenças terminais como o câncer que mesmo não podendo fumar, bebem o chá da maconha", explica Thais Santos.
Puxando um parêntese à realidade brasileira, enxergo como um caminho muito bom a ser seguido quando falamos na descriminalização da maconha. A criação de clubes de Cannabis é sim uma ótima forma de conseguir a maconha de uma forma legal, além do que o governo poderia fiscalizar as atividades do clube, sem esta repressão e guerra à plantinha.
Para se tornar sócio, é preciso passar por uma entrevista e preencher um grande relatório antes que os membros organizadores aprovem a solicitação. "Aqui é tudo muito sério. No ano passado, declaramos quase meio milhão de euros e pagamos os impostos", afirma Djordjevic.

Percalços e dúvidas

Não foi fácil o caminho até o fim definitivo. Em 1º de março, depois de semanas de discussões entre políticos e conselheiros, a prefeitura de Rasquera aprovou a ideia como parte do plano para acabar com as dívidas da cidade. A ABCDA já havia repassado parte do dinheiro para o povoado, cujos habitantes, no entanto, exigiram um plebiscito, empurrando o início do cultivo ficou para o mês de julho.
Já no final de março, a pressão para que o clube desistisse do projeto veio de outro lado. A polícia apreendeu toda a maconha e o dinheiro arrecadado com o objetivo de demonstrar que os membros não consumiam a erva, mas a comercializavam. O caso continua sendo investigado, mas o dinheiro já foi devolvido. O cultivo no povoado começa em julho e o produto poderá ser consumido a partir de novembro deste ano até 2014, quando finalizam os dois anos de contrato.