Psicodélico: Pureza do LSD

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Pureza do LSD

PUREZA DO LSD - ESMERO, PRIMOR ESTÁ PRÓXIMO DA DIVINDADE
Por Bruce Eisner, High Times, 1977.
No final da década de 40, psicólogos iniciaram experiências com o LSD, como uma droga "psicotomimética " - que causa em quem a toma, um estado temporário e semelhante à psicose. No entanto, algumas pessoas que eram objeto do experimento e finalmente alguns místicos modernos como Aldous Huxley, Allen Ginsberg e Allan Watts, descobriram no LSD um atalho para o êxtase e para a dissolução, ausência do ego do Nirvana. O LSD foi reconhecido como um interruptor que acende a luz clara do vazio, do vácuo.
No entanto, a viagem de ácido nos dias de hoje, está muito mais parecida com uma transmissão de TV ao vivo e em cores frenéticas, do primeiro assento de uma montanha russa ou uma cena de "O Exorcista".O declínio da qualidade psicodélica ao longo dos anos, a qual se parece com a degeneração do Cristianismo e do Comunismo Russo, tem sido uma conseqüência da ganância e do oportunismo por parte dos fabricantes e dos distribuidores. Eles propõem gratificações sensoriais imediatas para substituir os ideais espirituais originais. Mas a história da química underground é também da ingenuidade e da coragem, embora influenciada pela precipitação, pressa e amadorismo. Esta é a estória de como o LSD-25, a molécula mais potente e espiritual conhecida pela Humanidade se tornou uma "street drug".
Originalmente todo LSD era fabricado pela Sandoz Pharmaceutical company, que tinha desenvolvido a substância química e esperava vende-la comercialmente. A droga vinha em ampolas de vidro, cheias com um líquido azul, ou pequenos tabletes em frascos com rótulos farmacêuticos especificando a concentração.Com o uso underground do LSD veio a fabricação undergound. O primeiro laboratório underground que se tem notícia foi iniciado por Bernard Roseman em 1962. Roseman, que vive hoje segregado no Oregon, foi depois preso supostamente tentando contrabandear 62.000 doses de LSD. No seu 'LSD and the Age of the Mind', ele tem este crédito, do primeiro LSD fabricado de baixa qualidade farmacêutica:
"Eu já tinha investido um ano neste - vai e vem - e todo o dinheiro que eu pude guardar para este projeto e estava a ponto de admitir a derrota. Nesta época, eu estava naturalmente lendo tudo que podia sobre os alcalóides do ergot. Eu achei por acaso alguns artigos que no começo pareceram totalmente sem conexão com o LSD, mas eles eram lógicos e valiam a pena tentar, porque por comparação o processo era extraordinariamente simples em relação à monumental preparação de Hofmann. Eu obtive uma nova matéria prima e trabalhei até o ponto que achei estar correto, onde eu tinha monohidrato do ácido d-Liségico, completamente inútil por si só mas o pré-requisito para fazer LSD-25, por qualquer método. O resto dos materiais que encomendei chegou, e eu estava pronto para continuar. Depois de fracassos repetidos, eu não podia aceitar a possibilidade deste processo de poucos dias funcionar. Todavia eu fui em frente, ainda que bastante pessimista, pois que meu fracasso aparentemente evidente não me aborreceria tanto. Eu trabalhei com extremo cuidado, recristalizando as poucas gramas que tinha obtido; eu estava filtrando os cristais através de vácuo e usando éter. Quando todo o éter evaporou, a substância começou a absorver umidade da atmosfera e foi ficando preta diante dos meus olhos. Todo meu trabalho estava perdido. E fiquei ali chocado, incapaz de me mover por um momento. Minhas mãos instintivamente pegaram uma garrafa de álcool e derramei em cima do material preto desintegrado esperando salvar alguma coisa. A noite toda me revirei agitado tendo sonhos horríveis e desconexos. No começo do amanhecer, pulei da cama, peguei o frasco da geladeira, enchi uma colher de chá até a borda e tomei. Voltei para a cama e liguei o Parsifal de Wagner, minutos se passaram e nada pareceu acontecer.Eu tinha me preparado psicologicamente para o insucesso, então simplesmente fechei meus olhos, deitei para trás e fiquei ouvindo os sons maravilhosos de Wagner. Na minha concentração, demorei a perceber que a música estava ficando mais alta lentamente e em vez de só meus ouvidos ouvirem, todos os meus sentidos pareceram abarcar o som, e, em vez de ouvir a música, eu era a música! Cores belas e suaves emergiam e explodiam quando o clímax do acorde era concluído. Uma compreensão imediata das intenções do compositor me foram reveladas; eu estava sendo levado a uma excursão paradisíaca em um mundo de puro som e emoção. Tudo de uma vez, eu saltei com júbilo, eu estava na grandeza do LSD - meu próprio LSD, que eu havia feito, eu estava numa alegria delirante e orgulhoso do meu sucesso."
LSD é um cristal translúcido; este era uma bagunça escura. Assim o primeiro LSD underground era também o primeiro lote impuro, e sua distribuição deve, em alguma parte, ter incorrido na primeira reação desfavorável do consumidor.
Por volta de 1965, o uso tinha aumentado rapidamente. A maioria do ácido nesta época vinha em cubos de açúcar pingados com o líquido da Sandoz ou algum tipo de LSD underground. Qual a porcentagem do material que era da Sandoz está para determinações futuras.
Augustus Stanley Owsley III, incapaz de obter algum LSD farmacêutico, começou a produzir o seu próprio - primeiro em Los Angeles em 1965, depois na região de Point Richmond em 1966.
Tim Scully, químico, amigo de Owsley, admitiu para mim que o lote de 65 era impuro, mas afirmou que Owsley e ele aperfeiçoaram um processo de purificação em 1966. Muitos que usaram ambos, da Sandoz e de Owsley - o último vinha em tabletes de cor púrpura (Purple Haze) e cor branca (White Lighting) de 270 microgramas -- disseram que o ácido de Owsley era menos místico e tinha mais efeitos estimulantes que o produto da Sandoz.
Timothy Leary, que percebeu que as impurezas eram uma ameaça para a propagação da revolução psicodélica, pronunciou palavras proféticas de advertência no Senado, durante o comitê interrogatório em 1966, em diálogo com Ted Kennedy:
Senador Kennedy do Massachusetts : "O que é que há na qualidade que te deixa alarmado?"
Dr. Leary : "Nos não queremos amadores ou venda no mercado negro ou distribuição de LSD."
Senador Kennedy: "Por que não?"
Dr. Leary : "Ou os barbitúricos ou bebidas alcoólicas. Quando você compra uma garrafa de bebida"
Senador Kennedy : "Isto não é uma resposta. Quanto ao LSD, por que você não o quer ?"
Dr. Leary : "Estar de posse?"
Senador Kennedy: "Por que você não quer a fabricação e a distribuição indiscriminada? Isto é porque é perigoso?"
Dr. Leary : "Porque você não sabe o que está comprando."
Apesar da advertência de Leary, o LSD se tornou ilegal em 16 de Outubro, 1966.O ácido de Owsley foi o primeiro a ser comercializado em grande escala. Haviam outros laboratórios menores de LSD antes de Owsley, e também uma quantidade de laboratórios que ofereceram LSD na mesma época que Owsley. Alguns estavam fazendo LSD de uma forma mais pura; a maioria fazia de uma forma muito pior. Depois que Owsley foi preso em 1967 no seu local de ação em Orinda, Califórnia, seu protegido Scully armou um laboratório com Nicholas Sand, outro alquimista envolvido há tempos na cena psicodélica.
Eles fabricaram uma quantidade de ALD-52 - um primo do LSD que eles chamaram de Sunshine, que vinha num tablete grande alaranjado, com 270 microgramas ou mais.
Na primavera de 1969, Ron Stark, então um químico com uma fábrica européia de LSD e agora fugitivo, começou supostamente a suprir a Brotherhood of Eternal Love com ácido underground. Como a Brotherhood, nesta época, estava também distribuindo ALD-52 e ambas as drogas eram colocadas em pílulas idênticas (exceto poucos tabletes azuis no início do ALD-52). Muitas pessoas não imaginavam que haviam mais de um tipo de Sunshine. Muitas versões falsificadas logo apareceram no mercado, sendo a maioria impura, de acordo com Scully.
Sand e Scully suspenderam a fabricação do ácido, mas Stark continuou para produzir mais de 10 quilogramas (mais de 35 milhões de doses na forma de cristal) que se tornou o famoso Orange Sunshine - sendo que os últimos apareceram em tabletes grandes em verde e vermelho chamados de "Christmas Acid".
Com o boom do Sunshine, aumentaram os registros de efeitos colaterais. Em acréscimo aos relatos de reação estimulante e sintomas similares ao envenenamento por estricnina, parecia haver alguma coisa faltando nas dimensões espirituais deste novo ácido underground. Michael Hollinshead, que deu a Leary o gosto do seu primeiro ácido em 1960, escreveu mais tarde no "The Man Who Turned on the World":
"Há agora - 1968 - pouco ácido bom por aí - e o que havia - o assim-chamado "street acid" vinha da Califórnia. Havia alguma coisa errada com a síntese; ele não era puro. E você nunca tinha certeza do que estava realmente usando, então eu só tomei naquelas raras ocasiões quando alguém me dava "Sandoz" ou ácido "cristal" ...Minha avaliação não tem nada a ver com a idéia de que uma droga totalmente sintética produz uma experiência totalmente sintética - a reação intelectual - mas foi baseada em experiência direta, de primeira mão (ao redor de 30 viagens com o "street acid" no total. E em cada sessão eu sentia que havia alguma coisa faltando - era muito elétrico, muito "speedy" e perturbava muito a mente. A claridade inicial do Insight que obtive com o ácido da Sandoz, foi substituído por confusão, debilidade, palavras e mundos através de um desmembramento absoluto, ou até caos completo, ainda que eu deva acrescentar, ligado freqüentemente com um sentimento que só posso descrever como uma sublime presunção, uma super abundância de energia emotiva mas isto não significa mais que uma chama apaixonada, muito menos o sol criador-vida."
Em Woodstock, Hugh Romney, (aka "Waxy Gravy") da fazenda Hog Farm, anunciou para o público: "Não há coisa como ácido ruim, mas apenas ácido feito errado". Em 1969, o LSD começou a aparecer em micropontos, e em 1971 em folhas de gelatina de vários tamanhos, apelidado de "windowpane" (vidraça). A concentração das doses individuais decaiu rapidamente, assim como a pureza da média da maioria das "street doses".
Numa carta para o City Magazine, em julho de 1975, Timothy Leary escreveu: "Depois de 1966, minhas conferências e artigos eram principalmente interessados com a relatividade da teoria geral da psicologia e da política, e fazia uma pequena menção do ácido lisérgico, que na verdade, tem sido levado completamente para fora do cenário pelo "speed" de Owsley, anfetamina alaranjada, e o comércio mais aceito economicamente, e socialmente da cocaína e heroína."No documentário: "Timothy Leary at Folson Prison", feito para televisão mas que nunca foi ao ar, ele reforça: "Eu particularmente não recomendo que você tome LSD. Primeiramente, 99% do que eles dizem sobre ele não é verdade". Ken Kesey também teve oportunidade para refletir sobre o cenário do ácido no seu recente livro 'Garage Sales': "Eu não posso de fato recomendar ácido, porque ele vem se tornando num produto quase que sem sentido. Quero dizer - o primeiro ácido que tomei era Sandoz, dado pelo governo federal numa série de experimentos (E agora, Tio? Não me dê esta porcaria de campanha de droga anti-americana: você me deixou ligado!) e eram maravilhosos. Talvez com exceção do trabalho de Owsley, todos os lotes ilícitos que experimentei daí em diante têm sido interessantes, esclarecedores, agonizantes, bizarros, etc., mas nunca como a coisa pura."
Muitos outros trippers do início, incluindo Alan Harrington (autor de Psycopaths), Dr. Stanley Krippne (criador do Laboratório do Sonho no Hospital Mainodes, no Brooklyn) e Adam Smith (autor de 'Powers of Mind' somando-se ao seu bestseller: 'Wall Street'), também observaram o declínio do uso de psicodélicos e associaram isto com a crise da pureza.Uma experiência com LSD é um complexo interativo de cinco fatores influentes: set, setting, guide (companheiro de viagem), pureza e nível de dosagem.
Set se refere à característica psicológica do tripper: (antiga herança hereditária e condicionamentos na infância) e recente (expectativas em relação à experiência e como a pessoa se sente naquela manhã).
Setting se refere ao ambiente da viagem - indoors ou outdoors, "numa casa suburbana sem formalidades", "numa sala de Hospital com formalidades" ou "numa praia ensolarada com ventos".
Set, setting e guide formam a estrutura da viagem. Mas antes que estas influências possam passar a fazer parte do jogo, precisa ocorrer a alteração da consciência. Consequentemente a natureza da substancia química usada, sua pureza, e seu grau de dosagem é quase que fundamental na determinação do curso que a sessão terá.
Na sua forma pura, LSD (dietilamida do ácido d-lisérgico) é inodoro, incolor tanto quando com gosto de tártaro (se for na forma de tartarato) ou sem gosto, se for a substância cristalizada. A principal companhia farmacêutica que fabrica LSD puro, para propósitos de pesquisa é o Spofa United Pharmaceutical Works em Praga, Checoslováquia, no entanto tem sido fabricado por muitos outros. Além da Sandoz Pharmaceutical Company na Suíça, havia a Eli Lilly & Company com a patente do processo Garbrecht (o processo mais eficiente para fabricação do LSD) e a Farmitillia em Milão, Itália, que aperfeiçoou o cultivo do em larga escala do ergot, um fungo que nasce no centeio, dentre outros substratos e serve como fonte do monohidrato do ácido d-lisérgico, o principal precursor do LSD. Além destas há um certo número de firmas farmacêuticas americanas que produzem pequenas quantidades de LSD para fins de pesquisa.
Atualmente, o ácido underground vem em várias formas, em tabletes de tamanho e cores variados, em cápsulas - mais populares entre 1966 - 1968 - folhas de gelatina (windowpane), uma injustiça lamentável aos vegetarianos que não comem subprodutos bovinos, de onde a gelatina deriva-se, películas de plástico, papel mata-borrão (blotters), frascos com líquido e muitas outras formas - quase tudo onde um líquido pode ser pingado tem sido usado. Uma vez que o LSD é um cristal e a dose é tão pequena que mal se pode ver, ele é normalmente dissolvido num solvente como o álcool etílico e então pingado em algum fixador, estabilizado com alguma substância inerte. Somente se o fixador estiver estabilizado, é que não ocorrerão alterações no efeito bioquímico alterador da mente.
A explicação mais comum a respeito das impurezas, parece ser adulterações com alguma outra substância psicotrópica como o speed (anfetamina) ou estricnina. Contudo, como os programas de testes e informação de drogas têm repetido com veemência, há raramente anfetamina ou estricnina em "street acid". O aditivo mais comum é o PCP (fenciclidina, ou Serylan, um tranqüilizante para animais que causa reações de delírio alucinógeno), que também está presente quando o street acid é rotulado erroneamente como sendo "mescalina" ou "psilocibina". Mescalina sintética e psilocibina (normalmente psilocina) desapareceram das ruas um pouco depois do LSD puro (por volta de 1969) e a única forma genuína desta drogas encontrada nas ruas, é o material orgânico dos cogumelos ou os botões de peiote. (ATENÇÃO: a combinação Ácido+PCP é algumas vezes usadas em cogumelos comprados de lojas, então precaução é prudente.)
Devido à natureza imprecisa das street-drugs no mercado, uma certa quantidade de programas de testes foram desenvolvidos nos anos 70. Estas organizações classificaram com freqüência, a maioria das amostras clandestinas de ácido, como "LSD". Por exemplo, o 'Straight Dope Newsletter', uma compilação de informações das organizações americanas de testes, noticiou que de 209 amostras entregues à várias organizações, durante o período de março à julho de 1973, 183 amostras eram "LSD".
PharChem de Palo Alto, Califórnia, o mais significativo dos grupos de testes das mais variadas drogas ilícitas, anunciou em 1973: "De 405 amostras, ditas como sendo LSD, 91.6% o eram realmente, 3.4% não tinha nenhuma droga, 3% era na verdade DOM, PCP e outros, e 2% tinha DOM, PCP e metanfetamina misturadas ao LSD".
Compare estas duas informações com um levantamento retirado do "LSD - A Total Study" (editado por D.V. Siva Sankar): "Marshman e Gibbons testaram 519 amostras de "street drugs", as quais o vendedor garantiu a composição. Das que eram ditas serem LSD, 44% continham LSD com duas ou mais substâncias contaminantes ou eram até, misturas de substâncias resultantes da falha na tentativa de sintetizar LSD."
Há alguma coisa errada, alguma coisa impura em relação aos ácidos de hoje. Uma teoria possível para a degeneração da produção do LSD é dada por Hollinshead no "The Man Who Turned On The World":
"Eu acho que o problema da produção química do ácido clandestino era a falta do ergot, sem o qual a síntese do d-LSD-25 é impossível. Até 1965, podia-se comprar suprimentos de ergot com pouca dificuldade de três ou quatro companhias químicas européias, mas as pressões de Washington colocaram um fim nisto, sem dúvida, na esperança de que com isso, terminar com o LSD clandestino. De certa forma as autoridades federais estavam corretas. O Underground parou de produzir d-LSD-25; mas em vez disto eles descobriram todo um grupo de substâncias parecidas ao d-LSD-25... Claro que a nova coisa "funcionou" no sentido de que, qualquer substância nova alteradora da mente, funciona produzindo efeitos subjetivos no corpo, mas não pareceu produzir em que a usou, nenhuma elevação particularmente notável, nem na cabeça ou no coração; Eram pelo menos - e provavelmente é - um aspecto impopular entre os "congnoscenti" que afirmam que alguns dos "street acid" são capazes de produzir efeitos subjetivos positivos de "caráter prolongado"; no entanto, eles admitiram prontamente que muito do que é vendido como "ácido puro " é na verdade metanfetamina (uma forma de anfetamina potente que foi desenvolvida inicialmente pelo Exército americano) ou compostos de ergotamina criada pela química molecular moderna".
Uma razão mais plausível para os efeitos diferentes do street acid e do LSD é que as impurezas do subproduto, contaminam o material em várias etapas durante a fabricação. O LSD pode ser feito do ácido lisérgico extraído tanto das semente de Morning Glory ou do ergot, ou composto feitos do ergot - incluindo o tártaro de ergotamina, que é uma droga farmacêutica usada no tratamento de enxaquecas. O LSD pode também ser totalmente sintetizado a partir de elementos químicos orgânicos. Qualquer que seja o processo usado, se levado adiante corretamente, a molécula resultante é LSD.
Antes do LSD se tornar ilegal, os materiais para sua manufatura podiam ser comprados de várias companhias químicas dos Estados Unidos e da Europa. A maior parte do ácido de Owsley foi fabricado a partir do monohidrato do ácido lisérgico obtido da Sandoz, antes do ácido lisérgico ser proibido. Mas depois de 1966, os precursores ideais para o preparo não eram obtidos facilmente.
A produção dos precursores necessários é um longo processo, e podem surgir várias situações onde ocorrem impurezas. Durante a preparação do principal precursor - monohidrato do ácido lisérgico - vários alcalóides do ergot e cicloalcamidas do ácido lisérgico, contaminarão o produto final se não forem removidos adiante através de procedimento cromatográfico adequado. E os contaminantes que vão aparecer dependerão de qual material de partida foi usado; ergot, tártaro de ergotamina ou semente de morning glory. E uma vez que estes precursores tenham sido sintetizados corretamente em LSD, vários isômeros e Lumi-LSD (LSD saturado com água), podem contaminar o produto final se não forem retirados com os métodos de cromatografia.
Portanto, a cromatografia, um método altamente refinado que os químicos orgânicos usam para isolar substâncias específicas, é o processo chave pelo qual as impurezas podem ou não ser removidas do cristal final de LSD. Aqui uma passagem do 'Psychedelic Chemistry', de Michael Valentine Smith:
"Há uma grande quantidade de crendices a respeito da purificação de psicodélicos. Na verdade, quaisquer impurezas que possam estar presentes como resultado de métodos de síntese, terão quase certamente nenhum efeito na viagem. Se há 200 mcg de impurezas presentes ...e poucos compostos produzirão efeitos significativos; se forem ingeridos de cem a mil vezes esta quantidade. Até a mescalina que tem efeito psicodélico um tanto específico, requer aproximadamente mil vezes esta quantidade."
A maioria dos livros no mercado que dão detalhes do processo do LSD, por exemplo, 'Psychedelic Guide For The Preparation For The Eucharist 'de Robert Brown, 'Basic Drug Manufaturing' e 'The Book Of The Acid' de Adam Gettlieb, assim como o livro de Michael Valentine Smith - falham em descrever a eficiência do método cromatográfico, como o ponto de fundição cromatográfico, necessário para a produção de LSD puro. Timothy Scully me disse que ele e Owsley acreditavam que o limite tolerável de impurezas era um décimo por ponto percentual (exigindo 99,9% de pureza) - longe da avaliação de 50% de Michael Valentine Smith! Antes que estudos cuidadosos sejam feitos, o cálculo real para a tolerância de impurezas continuará desconhecido. Como estas impurezas mudam o rumo ótimo de ação do LSD e as experiências que elas geram? Umas das teorias é que por ser o LSD como uma chave (sua última camada de elétrons tem uma forma específica) ele encaixa num número de pequenas fechaduras chamadas "sítios receptores". Elas estão localizadas em algum lugar no cérebro - ninguém tem certeza aonde, mas uma teoria sugere que elas devem estar no tronco cerebral. É sabido porém, que estes receptores interagem somente com configurações moleculares extremamente específicas.Os vários compostos do ergot, cicloalcamidas do LSD e Lumi-LSD se ligam às mesmas placas receptoras que o LSD. Mas estes compostos, evidentemente, não o fazem da mesma maneira agradável e limpa como o LSD. Muitos destes compostos tem efeito similares aos sintomas do envenenamento pelo ergot - o Fogo de Santo Antônio da idade média. Estes sintomas incluem: articulações inflamadas, dor de cabeça, náusea e ondas de frio e calor.Os isômeros do LSD são outros contaminantes possíveis e de fato estão presentes nos relatórios reportados pelos grupos de análises de drogas. Há quatro isômeros possíveis do LSD, mas somente a estrutura da dietil amida do ácido d-lisérgico é ativa. As outras estruturas rotativas - dietil amida do ácido l-lisérgico, dietil amida do ácido d e l iso-lisérgico (ao contrário de divulgação recente), são inativos. Não tem nenhuma função farmacêutica, exceto possivelmente, como catalisador de algum efeito latente do LSD, ou bloqueador da ação do LSD nos sítios receptores.Se um lote contaminado de dietil amina for usado no processo de produção ou se o químico decidir faze-lo de propósito, os homólogos do LSD deverão estar presentes no cristal final. Moléculas similares ao LSD em estrutura, permitem o encaixe nos mesmos sítios de ligação do LSD.Alguns destes homólogos têm efeitos intensos que variam de acordo com a ação e com a potência. Por exemplo, o mais forte dos homólogos, o ADL-52, tem 91% da potência do LSD e tem sido considerado como tendo um efeito levemente diferente sobre a mente (há alguma controvérsia sobre isto).De qualquer modo ; como Albert Hofmann afirma no 'Drugs Affecting The Central Nervous System':"o LSD tem eficácia maior e mais específica e deve portanto ser considerado o protótipo genuíno dos compostos 'psicotomiméticos'".Assim, todas as impurezas encontradas no LSD são como chaves imperfeitas. Tais substâncias, como os alcalóides do ergot, cicloalcamidas e outros derivados do ácido lisérgico, e os homólogos do LSD e o lumi-LSD são drogas que devem abrir a porta parcialmente, mas somente o LSD puro abre totalmente as portas da percepção.Além das impurezas da fabricação, elas podem surgir a partir da decomposição do LSD. Dr. Albert Hofmann aponta em seu auto 'The Chemistry of LSD': "A base pura assim como o tártaro da dietilamida do ácido d-lisérgico e todos os derivados do ácido lisérgico, são muito sensíveis à luz e à agentes oxidantes. Todas preparações devem ser armazenadas cuidadosamente, protegidas da luz e do oxigênio do ar, para prevenir que sejam destruídas em pouco tempo." Mesmo se, por alguma chance, fosse feito um lote underground puro, ele se perderia com o tempo, especialmente se colocados nas embalagem convencionais (blotter ou windowpane) que não protegem da luz ou do ar. O LSD farmacêutico é armazenado a vácuo em frascos, em gás de nitrogênio. Uma forma viável de LSD puro clandestino, deveria chegar ao consumidor num tablete revestido com uma substância protetora inerte, ou em frasco a vácuo, mas esta embalagem é cara, e certamente não reconciliável com o comércio lucrativo.
Por que é assim, que a maioria do LSD underground nos Estados Unidos é feita erroneamente? Há várias outras explicações possíveis. Um químico, por exemplo, me disse que isto era "porque todos os profissionais estão fora do campo de ação." Isto que dizer que a maioria dos químicos underground, seja por altruísmo ou ganância, são incompetentes para produzir uma a substância em um nível farmacêutico.Além disso, eles muitas vezes carecem de dinheiro para comprar o equipamento complicado para produzir com qualidade ou para testar adequadamente seu produto final.Paranóia também pode levar à produção imperfeita. Um químico muitas vezes não tem tempo para passar por todos os graus do processo, ou usarão atalhos para limitar uma possível exposição e serem pegos.Ajudaria, se os grupos de análises de 'street-drugs' aperfeiçoassem seus métodos. Muitos destes grupos não têm amostras das impurezas que podem estar em 'street-drugs', e são consequentemente incapazes de identificá-las. Além disto suas técnicas de testes não são exatamente adequadas na tarefa de determinar a natureza das amostras. A maioria confia numa cromatografia superficial, que pode mostrar somente a presença do LSD, mas não todas as impurezas ali presentes.
Em uma carta pessoal, Dr. Alexander T. Shulgin, professor de toxicologia da universidade de Berkeley, Califórnia, comentou, "na análise habitual do LSD (como a feita na PharmChem Foundation), faz-se a cromatografia de um extrato da droga sob suspeita, observa-se o resultado da separação sob luz UV e então borrifa-se a placa com algum foto-reagente como o dimetilaminobenzaldeído (PDAB). Se houver impurezas que fluorescem (como o ácido lisérgico ou o iso-lisérgico) e que se deslocam na separação cromatográfica, estes serão vistos. Se as impurezas apresentarem o átomo indol-2-hidrogênio intacto, ocorrem cores entre o azul e o roxo.Ambos os testes, exigem é claro, que haja quantidades suficientes para serem vistas. Mas se a impureza não fluoresce (como acontece com o Lumi-LSD e as foto-substâncias adicionadas) ou não reagir com o PADB (como aconteceria com duas impurezas substitutas, como 2-oxo-ergots), então as impurezas permaneceriam invisíveis. É completamente possível que uma amostra de LSD poderia estar contaminada grosseiramente com impurezas e, se não acusassem em nenhum destes testes, é provável que sua presença nunca tenha sido suspeitada.
De novo, seria de muita ajuda, se os grupos de análises começassem a procurar por impurezas dos sub-produtos e estabelecer critérios para a pureza química do psicodélico. Eles têm que parar de rotular suas amostras impuras como 'LSD', um hábito que sugere pureza e deste modo, cria bastante confusão na opinião pública e entre os escritores. Em vez disso eles devem distinguir claramente entre 'street-acid' e o LSD puro farmacêutico. E se não têm recursos para possuir os equipamentos necessários (espectômetro de massa e microscópio eletrônico), então deveriam deixar o público saber sobre suas capacidades reais. No que diz respeito ao assunto, nenhum dos kits de testes vendidos comercialmente é capaz de determinar pureza.
Muitos dos usuários que tomaram ácido no início e o abandonaram mais tarde, tentaram outros métodos de expansão da consciência uma vez que o LSD a disposição se tornara impuro. Eles pensaram que o LSD não funcionava mais, ou culparam suas cabeças, não percebendo que isto era devido à mudança na natureza da substância vigente. Assim o aumento no número de impurezas levou as pessoas a sufocarem as experiências místicas que tiveram, e se recolheram numa confortável conformidade 'cool'. Ou se voltaram para os gurus do Oriente e os Movimentos de Jesus.
Eu suponho que as impurezas causem às pessoas um "body-trip" (euforia) em vez da pura "mind-trip" do LSD (êxtase). As pessoas se voltam para outras drogas que causam euforia (maconha é uma delas), porque o 'street-acid' caiu nos domínios da transação desonesta e perdeu as qualidades espirituais do LSD. Só pelo fato do LSD não funcionar como antes, levou as pessoas a tentarem escapar da realidade 'toda-tão-estática' via cocaína, maconha, tranquilizantes, álcool e heroína.
Como as experiências mudaram, a ênfase entre os fabricantes e distribuidores de LSD mudou. No começo, a motivação principal era espiritual. Muito LSD foi dado de graça, e a venda era um passatempo amador. Como o LSD se tornou mais um na longa lista de drogas para o corpo, a cobiça poluiu a corrente espiritual.
A responsabilidade real por toda esta mentira recai, não sobre o undergound, nem sobre o público, vitimas da lavagem cerebral com cerveja e televisão, mas sobre o governo. Hoje, uma pequena elite de cientistas, sancionados pelo governo, controlam o LSD nos Estados Unidos. Apesar do bem que suas pesquisas limitadas fazem, a visão estreita e o uso exclusivo desta droga parece triste, comparado com o grande bem que estes psicodélicos proporcionariam se fossem mais amplamente usados. Muitas sugestões para seu uso racional incluem fazer do LSD uma droga usada sobre prescrição, criando centros de LSD ou fazendo do LSD um medicamento licenciado.
O movimento psicodélico, que tem sido eclipsado por dez anos, continuará dormente até as pessoas puderem obter LSD de pureza e concentração conhecida. Até lá se você é um "acidhead", há a possibilidade de você nunca ter tomado LSD.

3 comentários:

Tavinho Lopes disse...

Realmente são de informações assim que precisamos pra saber onde estamos nos metendo.
Tenho formação médica e adoro a fisiologia e a farmacologia, mas infelizmente tais informações só são conquistadas se a tiver bons contatos.
Fico feliz em achar esse blog.
Serei leitor de carteirinha e quem sabe um bom colaborador.
Obrigado pelas informações mais uma vez.

freefun0616 disse...

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