Psicodélico

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Entrevista: Alicia Castilla - Ativista Pró Cannabis



Hoje batemos um papo com a nova colunista do ML, escritora e ativista pró- Cannabis, Alicia Castilla. A argentina passou 95 dias detida por produzir matéria-prima para fabricar substância ilícita, causando uma verdadeira comoção entre os uruguaios. Boa leitura!

Em sua opinião, porque atualmente a Cannabis continua sendo uma planta proibida e demonizada?

Acho que está ficando menos proibida e menos demonizada. O fato do STF ter permitido a Marcha, a quantidade de convocatórias que há este ano, são sinais de que estamos caminhando em direção a descriminalização. A atitude do FHC ajudou muito.

Para você, quais os principais motivos para a legalização da maconha?

Acho que deveria descriminalizar e normatizar, mas não legalizar porque a legalização poderia provocar uma escalada consumista e o baseado poderia ser vendido a preços inacessíveis.

O que passou pela tua cabeça no momento em que te prenderam unicamente por cultivar uma planta para teu próprio consumo?

Muita coisa; na realidade nem sequer seriam para consumo. Eu vinha publicando anualmente o Almanaque Biodinamico sem publicidade. Durante o ano de 2010 alguns bancos de sementes se interessaram na possibilidade de anunciar no almanaque. Sabendo que a luz e o clima do Uruguai são bem diferentes dos da Holanda onde as sementes tinham sido produzidas decidi testá-las. Por motivos de ordem domestica só consegui pôr-las a germinar no fim de dezembro. Quando a policia veio me visitar no fim de janeiro as plantas tinham menos de 40 dias. Nem sequer tinham sexado; pensei que mostrando a juíza meus livros, o almanaque, minha trajetória poderiam me processar, mas eu aguardaria o processo em liberdade.
Quando soube que seria transferida a um dos piores cárceres do planeta e durante a viagem até o presídio tive algo assim como um “flash”. Achei que estava pirando já que tive algo assim como “visões” de gente na rua. Duas semanas depois, ainda na prisão de Canelones vi pela TV as manifestações frente a STF do Uruguai, as pessoas fumando e pedindo minha liberação e as manifestações na Argentina e compreendi que era isso o que tinha visto.

Qual a principal motivação, quando escreve livros como a Cultura Cannabis? Aproveitando a deixa, existe algum outro projeto deste tipo no momento?

A motivação foi escrever um livro que preenchesse o vazio. A ideia me ocorreu a meados de 1997 devido ao fato de eu levar, na época quase trinta anos fumando e não encontrar informação idônea respeito da Cannabis. Sempre que procurava encontrava as velhas falácias: ”a porta de entrada...”, “a destruição dos neurônios”.
No pessoal nunca senti que a maconha me levasse a procurar outras substancias e enquanto aos neurônios...rsrsrsrsrsr
Também me preocupava o fato de constatar o terrível dano que causa a falta de informação. Um exemplo: trata-se de um caso que aconteceu em Salvador embora existam muitos outros semelhantes: uma família de classe media, pai e mãe profissionais liberais descobrem na época das provas de fim do ano um baseado escondido no tênis da filha adolescente. Conseqüência: trancaram a filha durante todas as férias em casa sem poder falar com os amigos, nem ter nenhum tipo de vida social. Isto aconteceu em 1996 quando os adolescentes não tinham acesso a internet e não existiam as redes sociais. Fiquei consternada com o caso já que não cabiam dúvidas de que o efeito do castigo era muitíssimo mais devastador para a moça do que qualquer droga. Tudo isto foi me levando à ideia de que a sociedade precisava de informação livre de preconceitos, de apologias e de subjetividades. Assim nasceu Cultura Cannabis.
Na atualidade, o projeto é de converter meus trabalhos, livros e almanaque em e-books e vende-los via web

Às vezes, quando falamos em Maconha Medician, muitas pessoas pensam apenas no ato de fumar. Existe alguma melhor forma de mostrar os valores medicinais da Cannabis- principalmente aos leigos- sem ser necessariamente a forma fumada, que atualmente é tão demonizada em vários países?

A melhor forma de mostrar as propriedades medicinais ou de aproveitá-las e sem duvida o vaporizador. Existem outras, mas não em nosso querido Terceiro Mundo e sim no Primeiro, como sprays elaborados por laboratórios farmacêuticos e que são utilizados para borrifar nas mucosas.

Especificamente o Brasil tem a característica de ser um país muito religioso. Até que ponto esta religiosidade exacerbada influencia em debates – não só no Brasil, mas no mundo – que são extremamente necessários como a legalização da maconha, aborto, entre outros?

A religiosidade não é patrimônio da sociedade brasileira. Em maior ou menor medida todas as sociedades tem um percentual de pessoas que acreditam, outras que duvidam e outras que não acreditam na existência de Deus. Acho que a batalha aqui é a de chegar ao consenso de que as crenças de uma parte da sociedade não podem determinar ou influenciar os atos e as decisões das outras partes. Por exemplo, no caso do aborto, talvez o mais polêmico de todos: sabemos que são realizados milhares de abortos clandestinos; quem pode pagar aborta com maior índice de segurança e quem não, arrisca a vida e que muitas mulheres morrem nessas circunstancias. Ninguém deixa de abortar porque a lei o proíbe. Caso o aborto seja legal, como já acontece em alguns países, quem acredita que é pecado não abortará e que decida fazê-lo deve ter condições de segurança para não pôr a vida em risco.

Pela a sua experiência de ativista, você crê que atualmente as pessoas estão mais receptivas à informação quando o tema é a Maconha?

Pela vivência de observar a realidade percebo que muita coisa está mudando; as crises têm esse lado positivo: trazem muitas re-considerações.

Vários países no mundo já adotaram uma política de redução de danos e menos repressão quanto à Cannabis. Para a senhora, existe uma melhor forma a ser seguida para a descriminalização ou até a legalização da maconha?

Na verdade não creio que exista “redução de danos” no caso da maconha porque ela não faz dano. Tem alguns casos específicos, como por exemplo, na esquizofrenia, na bipolaridade, entre outros, onde o consumo de Maconha é totalmente desaconselhado, mas não se trata de redução de danos e sim profilaxia.

Recentemente você estreou uma coluna no Blog Maconha da Lata sobre culinária. Conte um pouco mais sobre esta paixão envolvendo gastronomia e maconha.

Eu não chamaria de “paixão” já que prefiro fumar a Cannabis do que ingeri - lá.
Há muitos casos nos que fumar é impossível, por exemplo, motivos de saúde. Recentemente um rapaz conhecido sofreu um acidente horrível e quebrou duas vértebras lombares o que o deixou sem mobilidade da cintura para abaixo. Internado em um hospital onde foi submetido a diversas cirurgias sofrendo dores intensas foi tratado por varias semanas com morfina o que lhe acarretou todos os efeitos colaterais dos opiáceos. Como cultivador e consumidor de Cannabis pediu aos médicos que o deixassem fumar, contudo, não teve sucesso. Entre os amigos preparamos algumas das receitas que estamos publicando na Maconha da Lata.

Resultado: as dores aliviaram, o humor melhorou e driblamos a proibição!!

FONTE: http://maconhadalata.blogspot.com

Conheça o Museu da Maconha que foi reaberto no Canadá


O chamado “Herb Museum” ou literalmente o “museu da erva” foi reaberto em Vancouver e já pode ser visitado pelos turistas na sede da “Cannabis Culture”, coletivo que prega a legalização da Maconha e de todas as vertentes da Cannabis.

O Museu da Erva é mantido e zelado pelo ativista pró-maconha, David Malmo-Levine, sendo que o turista que se adentrar ao museu, vai poder conferir um acervo com mais de 1.500 artefatos, incluindo 700 frascos de medicamento, tendo uma grande noção da evolução do homem e sua relação com as chamadas substâncias entorpecentes.

O museu ainda conta com obras, como a de Ken Foster, Alta Bob, Sayers Alan, Locks Dottie, Rose Rhiannon, Allard Megan, Walkus John, Dave Douglas, e muitos mais. O Museu da Maconha  é a casa de quatro quartos de artefatos de drogas da história, transcritas através da literatura e da arte. Há também uma pequena galeria de arte, onde você pode comprar alguns artefatos, tais como cartões postais,  bugigangas e jóias (e logo, afrodisíacas barras de chocolate infundidos)

Os dois primeiros quartos do museu  são gratuitos e incluem exposições sobre "as drogas invisíveis", café, chá, cacau e tabaco, bem como a galeria de arte. Os outros dois quartos são $ 5,00 por uma hora, mas a taxa inclui a utilização de um vulcão vapourizer, tubos, e / ou um cachimbo. Estes quartos têm as exposições sobre a cannabis, o ópio, coca, afrodisíacos, alucinógenos, não-psicoativas medicamentos fitoterápicos e sintéticos.

O museu abriga uma extensa biblioteca de ervas e armário de arquivo para as necessidades de cada pesquisador. Sem dúvida alguma é um excelente programa para quem está de viagem ou pretende ir à cidade de Vancouver, no Canadá.
 
 

Empresa da Califórnia cria máquinas de vender maconha


Apesar do impasse entre governo federal e os estados dos EUA em que são liberados a maconha medicinal, os pacientes que fazem uso terapêutico com a Cannabis ganharam um novo acessório, que se trata de uma máquina de vendas de maconha, estilo estas que estamos acostumados a ver com refrigerante.
Batizada de “Autospense”, a máquina foi fabricada pela empresa californiana Dispense Labs, uma divisão do Grupo Dispensary.

O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão de crédito ou de débito. Mas só podem ter acesso ao “medicamento” pessoas cadastradas para utilizar a Maconha em tratamento médico. Basta ter um cartão de paciente e um número PIN para ter acesso ao produto.

No menu da máquina, o paciente pode escolher a variedade e a quantidade da maconha, afirmou DeRobbio, detentor da ideia e CEO da Dispense Labs, à ABC News.Depois de inserir o cartão de registro, o consumidor entra em uma sala monitorada por câmera.

De acordo com DeRobbio, a Autospense é uma máquina segura para distribuir e obter maconha medicinal. Ele aponta que além de câmeras dentro e fora da sala onde a máquina está instalada, há alarmes ao redor do local.

A máquina é permitida atualmente apenas em farmácias da Califórnia, nos Estados Unidos, e foi criada, segundo DeRobbio, para atenuar os problemas acerca da maconha medicinal, que incluem roubo e o mercado negro.

A maconha medicinal é liberada na Califórnia desde 1996.

A proibição da maconha afeta em cheio o cidadão de bem



A luta pela legalização da maconha cada vez mais ganha força no mundo. Para os simples cidadãos que não fumam Cannabis, seria melhor que o mercado desta planta se tornasse legal e o dinheiro todo e exclusivamente que hoje vai para o mercado negro, fosse revertido em bens para a sociedade em geral, ao qual chamamos de bens públicos.

O ponto que se deve debater hoje, principalmente quando debatemos os assunto com os proibicionistas é: dissipar a noção de que a legalização da Maconha é igual ao apoio e incitação ao uso de drogas. Na verdade, a questão não é nada disso. Ninguém em sã consciência quer que os nossos jovens ou mesmo os adultos e velhos se tornem  consumidores de substância entorpecente, a questão é que a repressão e toda esta guerra se mostra muito mais prejudicial para a sociedade, transformando principalmente bairros pobres e normalmente com maioria negra, um verdadeiro alvo para cometer genocídios.

A criminalização do usuário é muito pior, pois afasta o mesmo de qualquer tipo de tratamento. Diga-se de passagem, que eu não creio em hipótese alguma que a legalização da maconha vá aumentar o números de usuários. Ao contrário disso, creio que os usuários vão sim criar mais coragem de se mostrarem, assim como acontece atualmente com o público LGBT. Não creio que há um aumento deste público, mas que sim, as pessoas que fazem parte deste movimento, aprenderam a mostrar a cara e lutar por todos os seus direitos, o que é totalmente compreensível e válido, uma vez que tanto os valores discriminatórios criados contra gays e também os maconheiros, são totalmente infundados, mostrando todo o preconceito que está incrustado em nossa sociedade. Nestes debates, costuma-se ver de tudo, menos a danada da Ciência.

Em épocas, como a atual, em que a informação corre e chega ao seus destinatários com muito mais facilidade, a sociedade sim precisava se informar melhor, sobre o quão a repressão das drogas é fracassada. Num primeiro momento, porque ela não afasta e nem consegue diminuir os usuários de entorpecentes, muito menos a oferta deste entorpecente. Segundo, porque normalmente quem lucra com isso são corruptos e pessoas ligadas ao mercado negro; terceiro, porque a indústria de armas lucra rios de dinheiro com a proibição e alavanca economia de países como os EUA; e por último, porque mostra mais uma vez toda a nossa intolerância enquanto seres humanos, prendendo jovens e pessoas de bem, que poderiam servir muito mais à nação com sua força trabalho, do que preso, por fumar ou cultivar um vegetal.

Maconha e culinária ( Por Alicia Castilla)



Muitos não conhecem essa senhora argentina simpática, chamada Alicia Castilla, outros ficaram a conhecendo após a prisão da escritora e ativista na costa leste do Uruguai, quando foram encontrados em sua casa 29 plantas de Cannabis para o seu consumo. Castilla passou 95 dias detida por produzir matéria-prima para fabricar substância ilícita, causando uma verdadeira comoção entre os uruguaios.

Ela já publicou livros sobre a maconha na Argentina, no Uruguai e no Brasil, onde viveu por quase 30 anos e agora, como militante, vai nos ajudar semanalmente com suas colunas no Maconha da Lata. Nesta terça, em sua estreia, a “senhora Cannabis” como é conhecida, estreia o espaço "Maconha e Culinária" falando sobre a ingestão do THC para usuários de Maconha.
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Por Alícia Castilla

A Cannabis é fumada, vaporizada, ingerida e bebida, como substância recreativa e também como medicamento. Nunca é demais lembrar a velha máxima hipocrática: “toda substancia é veneno; a diferença está na dose”.

Quando fumamos o THC passa ao sangue através dos pulmões ele chega ao cérebro em questão de segundos.

Porém, em muitas das vezes, seus pacientes medicinais encontram um grave empecilho na hora de indica-la como medicamento: fumar irrita as mucosas e não faz bem a saúde. Por tanto, um caminho bastante interessante  seria ingeri-la.

Na ingesta o caminho do THC para chegar ao cérebro é bem mais lento: a Cannabis deve passar pelo processo da digestão e só quando chega ao fígado entra em contato com o sangue para iniciar o caminho até ao nosso cérebro, o que pode demorar às vezes, até algumas horas.

Aqui encontramos outro “porém”: o nosso corpo não consegue absorver o THC pela via digestiva a menos que se encontre dentro de uma molécula de gordura. É por isto que as receitas da culinária canábica sempre começam com a manteiga canábica ou com o azeite.

Como o assunto é saúde, sabemos que a manteiga tem contraindicações e enquanto ao azeite só serve para preparar alimentos salgados.

Foi dentro destas disjuntivas que procuramos uma gordura saudável que fosse um bom veiculo para a chegada da Cannabis ao cérebro pela via digestiva e assim encontramos o leite de coco que ainda por cima resulta em um excelente alimento e serve tanto para pratos salgados quanto para sobremesas.

Esta gordura vegetal pode ser comprada em garrafas e uma vez transformada em "leite mariano", proporciona uma enorme variedade de doces ou salgados, dando asas para criações culinárias, cujas receitas estaremos publicando na esperança de contribuir para o deleite de todos aqueles que gostam desta planta.

Leite Mariano

Ingredientes

½ litro de leite de coco
30 gramas de maconha ou seu equivalente em haxixe (*)
Aqueça o leite de coco em banho-maria, mexendo continuamente para evitar a ebulição. Adicione a Cannabis. Mantenha o banho-maria mexendo constantemente durante 10 minutos.

(*) A dose é muito importante já que pela via digestiva absorve-se quase quatro vezes mais que quando fumada. Também depende da qualidade da maconha o do haxixe empregado.
Esta preparação pode ser armazenada por semanas na geladeira. Quando usada para a preparação de pratos doces pode adicionar cravo e canela
Para dosagem, utilizando os mesmos critérios para a manteiga. Aqui está a primeira amostra:

Néctar Amrita

Ingredientes:

6 ovos
½ litro de leite Mariano
400g de açúcar
1 ½ xícara de água
Com água e açúcar preparamos de um xarope espesso.
Separadamente, batemos os ovos e o leite Mariano
Levamos o xarope ao fogo, mexendo até que comece a ferver novamente.
Acrescentamos os ovos e o leite Mariano mexendo lentamente em fogo muito baixo até engrossar.

Deixe esfriar e bom apetite.
 
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Sem medo a exagerar podemos afirmar que as “batidas”, no Brasil, são toda  uma tradição.
A ideia de disfarçar o “principio activo”, a cachaça, com frutas, azucar e gelo tem como objetivo facilitar a ingesta e assim conseguir um melhor resultado, maior “pegue”.

A seguir apresentamos receitas de batidas onde o principio activo é o THC.  Quando ingerimos batidas feitas com bebida alcoolica o quando fumamos o baseado sentimos quase imediatamente o efeito e sabemos quando debemos parar. Já com as batidas Cannabicas  precisamos ter  presente  que o efeito pode demorar até duas horas em ser percebido e que a dose a ser ingerida debe ser o equivalente a um baseado.

Batida de Coco e Beterraba1 beterraba 
2 copos de leite de vaca
1 copo de leite mariano
1 xícara de iogurte natural
Mel a gosto
Bata no liquidificador
Sirva imediatamente ou congelado.

Frape de coco 1
1 lata de leite condensado
2 copos de leite de vaca
1 copo de
leite mariano
Bata todos os ingredientes no liquidificador, sirva frio com gelo moído.

Frape de coco 23 colheres de sorvete de coco
1 lata de leite condensado
1 copo de
leite mariano
1 litro de leite de vaca

Misture no liquidificador, servir em copo alto. Pode enfeitar com coco ralado

Fontehttp://maconhadalata.blogspot.com.br/

As drogas através dos séculos - REVISTA GALILEU




Gênesis
O livro da Bíblia relata um episódio de bebedeira de Noé
10.000 a.C.
Existem evidências de que no início da agricultura já se cultivavam plantas como tabaco, café e maconha
7.000 a.C.
Folhas de um tipo de pimenta mascada por seus efeitos estimulantes são encontradas em sítios arqueológicos na Ásia
6.000 a.C.
Nativos da América do Sul iniciam o cultivo e uso de tabaco
5.400 - 5.000 a.C.
Um jarro de barro descoberto no norte do Irã, com resíduos de vinho, é considerada a mais antiga evidência da produção de bebida alcoólica
4.000 a.C.
Fibras de cânhamo encontradas na China datam dessa época. Foi nesse período também que o vinho e a cerveja começaram a ser produzidos no Egito



3.500 a.C.

Os sumérios são considerados o primeiro povo a usar ópio





3.000 a.C.

A folha de coca é mastigada na América do Sul e é tida como um presente dos deuses
3.000 a.C.Evidências do consumo de cânabis na Europa Oriental
2.100 a.C. 
Inscrições em tabuletas de argila mostram que médicos sumérios receitam a cerveja para a cura de diversos males
2.000 a.C. 
Resíduos de coca são encontrados nos cabelos de múmias andinas
1.000 a.C. 
Nativos da América Central erguem templos para deuses cogumelos
800 a.C. 
Inicia-se a destilação de bebida alcoólica na Índia



100 a.C.

O cânhamo cai em desuso na China e passa a ser usado apenas como matéria-prima para produção de papel
1450
O uso de folhas de coca pelos incas se dissemina


1492

O navegador Cristóvão Colombo descobre o uso de tabaco pelos índios durante viagens ao Caribe
Século 16
Durante a expansão marítima para o Oriente, os portugueses passam a fumar ópio

Século 16
Américo Vespúcio faz os primeiros relatos sobre o uso da coca. Os espanhóis passam a taxar as plantações na América
1519
Espanhóis levam plantas de tabaco para a Europa
Século 17
O gim é inventado na Holanda
Século 18
O cânhamo é usado no Ocidente como planta medicinal
1792
O médico francês Pierre Ordinaire receita absinto e torna-se o primeiro a promover as virtudes da bebida
Século 19
Já se especulava que fumar causa câncer, sobretudo na boca


Século 19
Surgem os charutos e cigarros. Até então, o tabaco era fumado principalmente em cachimbos e aspirado na forma de rapé




1805

O químico alemão Friedrich Sertürner separa a morfina do ópio
Década de 1840
Soldados franceses que combatiam na Algéria bebiam absinto para prevenir-se contra a malária e outras doenças. Foi o que desencadeou a popularização da bebida na França

1845
O pesquisador francês Moreau de Tours publica o primeiro estudo descrevendo os efeitos das drogas alucinógenas sob a percepção humana
1850-55
A coca passa a ser usada como uma forma de anestesia em operações de garganta
1852
O botânico Richard Spruce identifica o cipó Banisteriopsis caapi como a matéria-prima de onde é extraída a ayahuasca
1859
O químico alemão Albert Niemann aperfeiçoa o isolamento da cocaína das folhas de coca



1859

O pintor impressionista Manet pinta "O Bebedor de Absinto"
1868
A primeira legislação antidrogas é elaborada na Inglaterra e torna ilegal a venda de ópio e outras drogas sem licença
1874
A heroína é inventada na Inglaterra. Nesse mesmo ano, a prática de fumar ópio é proibida em São Francisco, nos EUA, e é fundada a Sociedade para a Supressão do Comércio de Ópio na Inglaterra
1884
Freud usa cocaína pela primeira vez. No mesmo ano ele começa a tratar um amigo viciado em morfina com a droga e escreve seu primeiro artigo científico sobre a cocaína



1886

A receita patenteada pela Coca-Cola inclui folhas de coca





1887

A anfetamina é sintetizada na Alemanha





1896

A mescalina, princípio ativo do cacto peiote, é isolada em laboratório





1898

O laboratório farmacêutico Bayer inicia a produção comercial de heroína, usada contra a tosse




Final do século 19

Surge na Jamaica o movimento Rastafári, cujos adeptos fumam maconha como um ritual religioso que os aproxima do deus Jah
Início do século 20
Pesquisadores descobrem que a ergotamina (substância ativa do ácido lisérgico), por contrair os vasos sanguíneos, poderia ser usada para fins medicinais
1901
Picasso pinta "O Bebedor de Absinto" e "Mulher Bebendo Absinto"





1906

A cocaína é retirada da receita da Coca-Cola
1909
Fumar ópio torna-se crime nos Estados Unidos
1910
São relatados os primeiros casos de danos nasais por uso de cocaína
1912
O MDMA é sintetizado pelo laboratório farmacêutico Merck
1914
Cocaína e opiáceos são banidos nos EUA
1918
A Igreja Nativa Americana, fundada por comunidades indígenas dos EUA e Canadá para proteger o culto ao peiote, é oficialmente reconhecida como grupo religioso
1920
A cocaína é banida na Inglaterra
1920
O médico inglês Humphey Rolleston sugere a prescrição medicinal de ópio para diminuir o sofrimento de viciados, iniciando a idéia de redução de danos
1920
A "Lei Seca" é promulgada nos Estados Unidos, proibindo a fabricação, transporte, venda ou porte de qualquer bebida alcoólica. A clandestinidade fez proliferar os gângsters e a corrupção policial
1930
É fundada a religião "Santo Daime", por Raimundo Irineu Serra (Mestre Irineu). A base da religião é o consumo ritual de ayahuasca
1930
A proibição da maconha começa nos Estados Unidos e alcança praticamente todos os países do Ocidente
1938
O químico suíço Albert Hofmann sintetiza o LSD e acidentalmente descobre seus efeitos alucinógenos
1939-1945
A Segunda Guerra Mundial deu impulso ao hábito de fumar. Cigarros aliviavam a tensão de combatentes e civis
Década de 1940
Os primeiros pesquisadores que procuraram entender os efeitos do LSD sugeriram que a droga simulava, em pessoas saudáveis, os mesmos efeitos de um surto psicótico
1940
O governo japonês distribui anfetaminas para soldados e pilotos para deixá-los mais alertas durante a guerra
1947
A CIA inicia estudos com LSD como uma potencial arma pela inteligência americana. Cobaias humanas (civis e militares) são usadas sem ter conhecimento
Décadas de 1950-1960
Cientistas fazem as primeiras descobertas da relação entre fumo e câncer de pulmão
1954
O escritor inglês Aldous Huxley descreve os efeitos da mescalina no livro "As Portas da Percepção"
1956
Os Estados Unidos banem qualquer uso de heroína
Década de 1960
O LSD torna-se um dos símbolos da contracultura norte-americana
Década de 1960
Nos Estados Unidos, o uso de drogas como a cocaína, heroína, ópio e LSD se propaga entre os soldados que participaram da Guerra do Vietnã
1961
A Organização das Nações Unidas encoraja seus membros a tomar medidas contra os opiáceos e a cocaína
1962
O cientista Timothy Leary é apresentado ao LSD e torna-se o maior incentivador de seu uso indiscriminado
1962
A atriz Marilyn Monroe morre por overdose de tranqüilizantes




1965

O cantor de jazz Ray Charles é preso por porte de heroína e abandona a música por um ano
1965
O MDMA é redescoberto pelo bioquímico norte-americano Alexander Shulgin, que se dedicava ao estudo de drogas psicodélicas

1967
Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones, são detidos por fumarem maconha
1967
O LSD é proibido nos Estados Unidos


1967
Os Beatles lançam o disco "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", que inclui a música "Lucy in The Sky With Diamond, cujas iniciais formam a sigla LSD
1967
A música "Heroin", de Lou Reed, é gravada pela banda Velvet Underground em 1967
Década de 1970
O uso da cocaína torna-se popular
Década de 1970
Psicólogos passam a usar o MDMA em seus pacientes
Década de 1970
As anfetaminas tornam-se as drogas mais consumidas pelos jovens adeptos do movimento punk 



1970
Morre por overdose de heroína a cantora Janis Joplin
1971
Morre Jim Morrison, integrante do "The Doors", por overdose de heroína


1975

A Holanda libera a venda de maconha em estabelecimentos específicos, os coffee-shops
1978
O MDMA começa a ser usado amplamente como droga recreacional, e passa a ser conhecido como ecstasy

Década de 1980
Surge o crack, tipo de cocaína em pedra com alto poder de dependência, acessível às camadas mais pobres da população
1980
A Holanda dá início ao primeiro programa de distribuição de seringas e agulhas a viciados em heroína, para diminuir a incidência de hepatite no país
1980
Paul McCartney fica 10 dias preso no Japão por porte de maconha
1985
O ecstasy é proibido nos Estados Unidos e inserido na categoria dos psicotrópicos mais perigosos
1987
O ecstasy se torna parte integrante da cultura rave britânica após ser popularizado por clubbers em festas promovidas em Ibiza, na Espanha
1988
A cultura rave se alastra pela Europa
1989
O Brasil copia o programa de distribuição de agulhas da Holanda
1992
O então presidente norte-americano Bill Clinton admite ter fumado maconha em juventude, mas disse que nunca tragou
Século 21
Aumenta o que os especialistas chamam de "mania ocidental por pílulas", que é o consumo exagerado de medicamentos
2001
Os Estados Unidos financiam o combate ao tráfico e à produção de cocaína na Colômbia
2001
Portugal descriminaliza o consumo de qualquer droga
2001
O Canadá é o primeiro país a regulamentar o uso medicinal da maconha
2003
O governo do Canadá anuncia que vai vender maconha para doentes terminais. Pela primeira vez um país admite o plantio e comercialização da maconha
2005
O jornal britânico "Daily Mirror" publica imagens da modelo Kate Moss consumindo cocaína

Vocalista do U2 constrói casa de R$ 1,5 milhão na Vila Céu do Mapiá


Fonte : Portal do Purus

Vocalista do U2 constrói casa de R$ 1,5 milhão na Vila Céu do Mapiá O cantor, Bono Vox, vocalista da Banda U2, construiu uma casa avaliada em R$ 1,5 milhão no Céu do Mapiá, da divisa entre os municípios amazonenses de Boca do Acre e Pauini.

O cantor passou 45 dias morando no Mapiá, parte desta temporada ficou em sua mansão. A casa de Vox foi doada ao Santo Daime para a implantação do museu. Bono passou os 45 dias despercebido, em plena Floresta Nacional do Purus, porque era uma de suas exigências.

Segundo fontes seguras de pessoas que o acompanharam durante a aventura, Bono Vox aderiu, há algum tempo, ao ritual da Hayuaska que é expressa por meio de uma denominação religiosa, Santo Daime.


Fontes da Polícia Militar em Manaus admitiram que sabiam da estada do artista naquela região. O Céu do Mapiá fica localizado dentro da Floresta Nacional do Mapiá-Inauni, gerenciada pelo ICMbio. A vila é considerado um exemplo de povoamento que respeita o meio ambiente e maneja os recursos naturais.

O culto da Ayuaska é baseado na ingestão de um chá preparado com o cipó mariri e a planta chacrona. O chá produz miragens e conduz os seus adeptos a um processo intenso de reflexão.