Psicodélico

domingo, 28 de março de 2010

HISTÓRIA DA CANNABIS

A Cannabis Sativa é uma das mais antigas plantas psico-ativas conhecida pelo homem,sua adaptação a quase todos os climas do globo terrestre e diferentes solos, foi a força motriz de sua proliferação na sociedade. Seja como recreação, medicamento ou matéria prima de diversos artigos industriais. A erva já caminha com a humanidade há alguns milênios. Confira os principais eventos históricos da maconha, ou pelo menos do que se tem registro.

• 8000 A.C.

K(a)N(a)B(a), assim chamada pelos antigos sumérios, deu origem a palavra Cannabis.

• 6000 A.C.

Suas sementes forneciam grande parte das necessidades nutricionais na china.

• 4000 A. C

Tecidos feitos com a erva foram usados na China. Foram encontradas fibras de maconha neste período e também no Século I na Turquia.

• 2727 A. C.

Primeiro registro da maconha sendo utilizada pela medicina como fármaco. Em diversas partes do mundo a humanidade tem utilizado a maconha para curar os mais diversos problemas de saúde.

• 1500 A. C.

A maconha é cultivada na China para alimentação e vestuário. Suas fibras eram utilizadas para se tecer os mais finos panos.

• 1200 – 800 A.C.

A planta da maconha é citada no Atharva Veda, livro sobre medicina sagrada para os hindus, como uma das 5 ervas mais sagradas da Índia. Era usada na medicina e em rituais de oferenda para Shiva.

• 700-600 A. C.

O Zend-Avesta, livro sagrado para a religião persa , composto por diversos volumes, se refere à maconha como um bom narcótico.

• 700-300 A. C.

Tribos bárbaras deixam folhas da erva em tumbas como uma oferenda aos mortos.

• 500 A. C.

As tendas dos bárbaros eram decoradas com folhas de Cananabis.

• 500 A. C.

A erva é introduzida no norte da Europa pelos bárbaros. Uma grande quantidade de folhas e sementes da planta datada desta época foi encontrada próximo a Berlim na Alemanha.

• 500 – 100 A. C.

A maconha se espalha pela Europa.

• 430 A. C.

O filósofo grego Heródoto registra o uso da maconha como recreativo e ritualístico .

• 100 – 0 A. C.

As propriedades psicotrópicas da maconha são mencionadas no livro sobre ervas do inperador chinês Pen Ts´ao Ching.

• 70

Dioscorides menciona o uso da maconha como medicamento romano.

• 170

O romano Galeão declara os efeitos psicológicos do uso de semente de maconha.

• 500-600

O Talmud judeu menciona a sensação de euforia ao utilizar maconha.

• 900 – 1000

Estudiosos debatem os prós e contras de se comer maconha. Seu uso é difundido pelas arábias.

• 1090-1256

Na Pérsia, o velho da montanha convocava comitivas de homens para se tornarem assasssinos. Esta lenda se desenvolveu , associando os assassinos ao uso de haxixe. Esta lenda foi descrita em diversos contos que relatavam os inebriantes efeitos da Cannabis e dos usos do haxixe.

• 1200

A Cannabis é introduzia no Egito durante a dinastia de Ayyuib na ocasião em que o país foi influenciado por místicos devotos da erva oriundos da Síria.

• 1155-1221

A lenda persa do mestre sufi, o Shiek Haidar´s ok Khorasan´s declara como descoberta pessoal a Cannabis e sua subseqüente difusão pelo Iraque, Egito e Síra. Muitas narrativas da época declara que o uso da maconha é inebriante.

• 1200

A monografia mais antiga sobre o haxixe foi escrita. Seus escritos, infelizmente, perdidos.

• 1200

Os árabes levam plantas da erva para à costa de Moçambique na África.

• 1231

O haxixe é introdizido no Iraque pelo calife Mustansir.

• 1271-1295

Durante os relatos da viagem de Marco Polo ao oriente ele relata a história dos assassinos do velho da montanha e do uso de haxixe feito pos estes. Foia primeira vez que um relato sobre a Cannabis teve repercussão na Europa.

• 1378

O otomano Emir Soudoun Svheikouuni foi o primeiro soberano a se manifestar contra o uso do haxixe para aliemntação.

• 1526

Babur Nana, o fundador do império Mouro, aprende sobre o uso do haxixe no Afeganistão.

• 1549

Escravos angolanos trazem brotos de Cannabis para as plantações de cana-de-açúcar no nordeste do Brasil. Os senhores permitiam que eles plantassem Canabis entre as canas e que fumassem ela durante a colheita.

• 1550

O poema épico Benk u Bode, escrito por Mohameed Ebn Soleimam Foruli, de Bagdá, desenvolve uma alegoria dialética a respeito da batalha entre o vinho e o haxixe.

• 1600

O uso de haxixe, álcool e ópio se dissemina pela população de Costantinopla.

• 1606-1632

Os franceses e britânicos cultivam a erva de cannavis nas colônias de Port Royal, Virgínia e Plymouth.

• 1690

O haxixe se torna a principal moeda de troca entre a Ásia central e o sul da Ásia.

• 1798

Napoleão dercobre o habitual uso de haxixe pelos egípcios. Ele proíbe seu uso, mas os soldados retornam a França com a tradição de seu uso.

• 1800

A produção de haxixe se expande pela Rússia e China.

• 1809

Antoine Sylvestre, um estudioso árabe , associa a eimológia das palavras haxixe e assassino.

• 1840

Na América, a preparação medicinal da cannabis é permitida. O haxixe se encontra a venda em farmácias persas.

• 1841

É inaugurado o clube do haxixe em Paris, França.

• 1843

O haxixe aparece na Grécia.

• 1870-1880

Primeiro relato do fumo de haxixe na Grécia. O cultivo da erva é difundido pela região.

• 1890

O governo grego poribe o uso e cultivo do haxixe. O haxixe se torna ilegal na Turquia.

• 1893- 1894

É criado, na Índia, um comitê de drogas feitas de maconha.

• 1893-1894

80 toneladas de haxixe são legalmente importandas da Ásia Central para aÍndia.

• 1906

É regularizado, na Ásia, o comércio de produtos que contenhma álcool, ópio, cocaína, Cannabis, entre outros.

• 1910

No Oriente Médio, o fumo de haxixe é extremamente popular.

• 1915-1927

A maconha se torna proibida nos estados americanos de Califórnia, Texas. Louisiania e Nova Iorque.

• 1920

Metaxus, ditador grego, proíbe o uso de haxixe.

• 1920

Haxixe é proibido no Egito, Grécia, Turquia e Ásia Central.

• 1926

A produção libanesa de haxixe é proibida.

• 1928

O uso recreativo da cannabis é proibido na Inglaterra.

• 1920-1930

Uma maconha de alta qualidade é produzida na Turquia na região de fronteira com a Grécia.

• 1930

A China exporta cerca de 90 toneladas de haxixe legalmente para a Índia.

• 1930

Os impostos sobre haxixe continuam sendo cobrados legalmente na índia e Ásia Central.

• 1934-1935

O governo chinês acaba com os cultivos de Cannabis, assim como seu tráfico. O haxixe produzido legalmente e ilegalmente se torna totalmente ilegal em toda a China.

• 1936

Uma porpaganda produzida pelo governo norte-americano tem como objetivo evitar que jovens se utilizem de maconha

• 1937

A maconha se torna ilegal em todos os estados na América do Norte

Samuel R. Caldwell, um pequeno fazendeiro, é a primeira vitima da proibição da maconha. Foi sentenciado a cadeia no dia 2 de outubro de 1937.

• 1938

O estoque de haxixe na China quase se esgota.

• 1940

A tradição grega de fumar haxixe cai por terra.

• 1941

O governo indiano considera cultivar haxixe na região da Kashemira, já que a produção chinesa sessou.

• 1941-1942

A região do Nepal se torna fornecedora de haxixe para a Índia durante a Segunda Guerra Mundial.

• 1945

O consumo de haxixe continua legalizado na Índia.

• 1945-1955

O uso de haxixe floresce na Grécia novamente.

• 1950

O comércio de haxixe entre Índia e China continua proibido.

• 1962

Marrocos produz sua primera leva de haxixe.

• 1963

A polícia turca apreeende 2,5 toneladas de haxixe.

• 1965

Primeiro relato da produção de haxixe no Afeganistão.

• 1965

O Governo marroquino destrói todas as plantações de Cannabis em sua cadeia de montanhas.

• 1967

O primeiro óleo a base de haxixe é produzido na Califórnia.

• 1969

O haxixe afegão se populariza

• 1970-1973

Imensos campos de Cannabis são cultivados pelo Afeganistão. Muitos anos depois, a produção desse cultivo estaria disponível à venda.

• 1972

O governo do presidente norte-americano Richard Nixon estuda que o uso medicinal da maconha seja legalizado, mas o pedido é negado. Pesquisas médicas sobre o assunto dão continuidade.

• 1973

Uma maconha libanesa de alta qualidade é exportada pela Europa.

• 1973

A produção da varoação afegã da maconha é introduzida na América do Norte.

• 1973

O Nepal bane as lojas de canabis, bem como sua exportação.

• 1973

O governo afegão torna a produção e venda de haxixe ilegal

• 1975

As nações unidadas criam um comitê para estudar o uso medicinal da maconha.

• 1978

Algumas plantações de Cannabis ainda são encontradas pelo Nepal, apesar da proibição.

• 1980

O Marrocos é um dos poucos países há ainda produzir e exportar maconha.

• 1980

Haxixe é produzido na fronteira do Paquistão com o Afeganistão durante a guerra entre soviéticos e afegãos.

• 1980

A qualidade do haxixe libanes decai.

• 1983-1984

Algumas levas de haxixe turco de alta qualidade aparecem no mercado.

• 1985

Uma pequena produção de haxixe é feita ilegalmente na China.

• 1986

Os estoques de haxixe afegãos se esgotam completamente na Holanda e América.

• 1987

O governo marroquino novamente destrói cultivos de Cannabis em seu território.

• 1988

O uso medicinal de maconha é legalizado pelas Nações Unidas.

• 1993

A maconha é erradicada totalmente do Marrocos.

• 1994

A produção de haxixe ainda é feita na fronteira do Paquistão.

• 1995

Amsterdam cria os coffe-shops para uso e apreciação de maconha.

• 2001

O secretário de Estado da Inglaterra, David Blunkett, propõe que a maconha não seja mais classificada como droga ilegal mas seu pedido é negado.

• 2003

O Canadá torna-se o primeiro país no mundo a utilizar marijuana de forma medicinal.

• 2004

A Inglaterra libera o uso da maconha.

•2005

Coffee shops holandeses,onde há venda e consumo legal de derivadas da cannabis, são fechados.

•2008

Califórnia aprova a venda de maconha para pacientes que consomem a droga para fins medicinais..A Inglaterra volta atrás e proíbe a maconha, devido ao cenário de descontrole que se instalou no país.

•2009

Dallas abre o primeiro restaurante que serve maconha em seus pratos.

sábado, 27 de março de 2010

Supremo Tribunal Federal é instado a se manifestar sobre legalização da Cannabis

Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos apresenta considerações na qualidade de Amicus curiae, em processo que tramita no STF sobre Cannabis

Notícia enviada por Mauro Chaiben (mauro@mauriciocorrea.adv.br)

Tramitam no Supremo Tribunal Federal duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República – ADPF 187 e ADI 4274 –, as quais trazem à baila antiga celeuma jurídica no que diz respeito ao crime de apologia versus liberdade de expressão, envolvendo grupos que militam a favor de mudanças nas políticas públicas acerca do uso da maconha.

Em março deste ano, a Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – ABESUP protocolou na Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental suas considerações na qualidade de amicus curiae (amigo da corte). Pedido idêntico será protocolado na outra ação, tão-logo o relator admita o ingresso da associação no feito.

Além do cerne da questão propriamente dito, as razões apresentadas pela associação sugerem ao Supremo Tribunal Federal avançar em temas ainda pouco debatidos pela sociedade em geral, como a possibilidade do cultivo caseiro, do uso medicinal, terapêutico e religioso e, ainda a utilização da Cannabis como insumo na produção de bens de consumo.

Espera-se que a Corte Suprema avalie todas as questões suscitadas, interpretando os princípios fundamentais consagrados na Constituição brasileira, sem que isso enseje invasão das competências dos Poderes Legislativo e Executivo.

A proposta mantém incólume a Lei 11343/2006 – sobre o uso e tráfico de drogas – e, ao mesmo tempo, apresenta uma solução ponderada, de modo que o STF poderá, se preferir, tão-somente interpretar os valores constitucionais envolvidos e, após essa definição, eventuais interessados nos temas poderão buscar a devida regulamentação via SENAD/CONAD, seguindo caminho idêntico ao traçado pela ayahuasca.

MTV Debate : Daime: droga ou religião? (23/03 - Na íntegra)

http://mtv.uol.com.br/debate/naintegra/2303-daime-droga-ou-religiao

Vale a pena dá uma olhada, as opiniões do Carlos Maltz são bem sinceras !

[LIVRO] Drogas e Cultura - Novas Perspectivas.


O livro contra com texto de apresentação assinado em parceria com Gilberto Gil. A organização foi feita pelo professor Henrique Carneiro e tem participação, dentre outros, do doutor em antropologia social, Edward MacRae.
Drogas e Cultura: Novas Perspectivas.

Editora: EDUFBA
Apoio: MinC e Fapesp
ISBN: 978-85-232-0504-1
Formato: 17 X 24 cm, ilustrado – 440 p.
Preço: R$ 40,00
ORELHA DO LIVRO :

Luiz Eduardo Soares (Professor da UERJ e da Universidade Cândido Mendes; Secretário de Valorização da Vida e Prevenção da Violência do Município de Nova Iguaçu).

Drogas são um tema paradoxal e enigmático. Importantíssimo, onipresente no dia a dia, capaz de sensibilizar, mobilizar, provocar controvérsias, alterar o rumo de disputas eleitorais, disseminar dissensos, inquietar autoridades, perturbar famílias, desestabilizar a ordem pública; ainda assim, quase ausente da pauta política e da agenda acadêmica –se excetuarmos esforços isolados de pioneiros e desbravadores. Nenhum repertório das grandes questões nacionais e globais estará completo sem a inclusão das drogas; entretanto, por mais extraordinário e surpreendente que seja, permanecem raríssimas as incursões intelectuais e políticas mais ousadas, que as tratem com profundidade e consistência, para além dos preconceitos. Paira esta curiosa e lamentável maldição sobre o tema, envolvendo-o em silêncio, cúmplice da irracionalidade que domina seu tratamento oficial mais freqüente.
Por isso, louve-se a iniciativa de Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore, Edward MacRae e Henrique Carneiro, pesquisadores do NEIP (www.neip.info), que organizaram este volume, e a participação qualificada de seus autores, graças aos quais um dos debates essenciais de nosso tempo sairá do armário, do ostracismo, da negligência. Trata-se de uma contribuição de muitos méritos, que se tornará referência tanto para os estudos acadêmicos, quanto para a reflexão pública, que mobiliza audiências mais amplas.
Os ensaios aqui reunidos nos ensinam que as drogas, as dinâmicas de sua produção e os circuitos de sua circulação semântica, conceitual-científica, econômica, social, religiosa, política, estética, psicológica, ideológica e simbólica constituem fenômenos complexos, multidimensionais, que exigem abordagens transdisciplinares. Em uma palavra, as drogas não existem; são invenções datadas, cujos significados variam conforme os contextos culturais, seus repertórios específicos, seus vocabulários particulares. Drogas são ministradas por médicos ou xamãs; são objeto de fruição individual ou coletiva; servem para excluir, excomungar, reprimir, prender ou violentar os que as consomem ou os que não as consomem, conforme o caso; são sacralizadas em rituais místicos; são institucionalizadas em celebrações familiares e sociais; são objeto de consumo; têm valor comercial; são alvo de legislações; saberes; terapias. Elas são criadas por dispositivos prático-discursivos, historicamente constituídos, os quais acionam regras morais, categorias de acusação, exercícios de poder, estratégias econômicas, padrões de fruição, linguagens que organizam a consciência e a sensibilidade, orientações valorativas e experiências de sociabilidade.
Abrindo-se a esta quase ilimitada pluralidade de apropriações, as drogas carregam consigo um potencial extraordinariamente rico para quem se disponha a pensar as sociedades. Talvez por essa razão represente risco, perigo, ameaça e incerteza. Fonte de prazer e de morte, as drogas nos interpelam e, pela mediação do presente livro, exigem que as incluamos no centro de nossa agenda política e intelectual.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Ketamina está se tornando a droga favorita das classes altas inglesas

O jornal The Independent declarou esta semana que a "Ketamina tirou o lugar da cocaína como nova droga predileta", após novos dados publicados pela instituição de caridade britânica DrugScope revelarem que os preços estão caindo drasticamente, enquanto o número de usuários aumenta.

"K está se tornando muito popular", declarou Martin Barnes, principal executivo da DrugScope. "É uma droga que muitas pessoas estão falando", acrescentou.

A história apareceu no The Independent duas semanas após o Daily Mail marcar o Special K "a nova droga de escolha entre alta sociedade" num artigo explicando "por que os ricos estão trocando a cocaína pela mortífera droga ketamina".

"Antes reservada apenas aos clubbers mais hardcor, o consumo deste produto químico triplicou ao longo da década passada e este ano se tornou imensamente popular entre as classes altas da Grã-Bretanha," a correspondente disfarçada do Mail Topham Laura revelou.

"Embora doses leves causem euforia e aumentem a energia, maiores quantidades deformam a realidade com alucinações e delírios. Às vezes os usuários se encontram em um 'buraco-K" (K-hole) - um estado semi-consciente em que se encontram completamente a parte do mundo externo, praticamente paralisados e incapazes de falar.

"Mas, inacreditavelmente, estes resultados perturbadores são exatamente o que os usuários querem", ela acrescentou.

O viciado auto confesso David Eggins falou abertamente de suas próprias experiências para o Guardian, em abril do ano passado, descrevendo os terríveis problemas urinários e cãibras abdominais depois de ingerir grandes quantidades.

"Eu já estive em um estado cósmico, me comunicado com forças universais que são os nossos verdadeiros deuses, que me disseram que a morte deve ser encarada como o próximo nível de tudo. Tudo besteira, evidentemente, mas eu nunca tive esse tipo de coisa com a cocaína", confessou ele, descrevendo suas experiências inicialmente eufóricas.

"A maioria das pessoas que experimentam não vão desenvolver quaisquer problemas maiores, mas uma minoria de utilizadores fica muito doente", disse ele, "Um amigo meu perdeu tanto controle sobre a sua bexiga que ele teve que colocar um catéter quando tinha 21 anos, e lá se vão muito mais casos como este. Ele também não sabia que era um viciado", acrescentou.Depois do artigo do mês passado, David admitiu ainda estar utilizando ketamina "a cada quinze dias" e que tem sido "uma constante por mais de um ano", disse ele, em uma triste admissão do impacto que a ketamina continua a ter em sua vida.

"Sei que as pessoas me odeiam por isso, mas é a única hora em que eu vejo algo de bom na minha vida", ele explicou, "Me faz pensar que tudo vai ficar bem, que eu não arruinei minha vida completamente e que eu não estou destinado a ficar sozinho ", disse ele.

Ketamine: The ultimate Psychedelic Journey

A VIAGEM: Ketamina é o mais intenso, bizarro, e agradável psicodélico que eu já tentei, e esta percepção é comum entre as pessoas que eu conheço que já usou isso. A onda da Ketamina chega em cerca de dois minutos após a injeção. Você deve estar deitado ou reclinado, neste momento, porquê, em uma dose psicodélica normal estarão inconscientes do seu corpo pouco depois disto.
Ketamina pode ser tomada em diferentes dosagens. Uma dose menor permitirá manter um certo sentido de identidade, memória e capacidade de perceber e interagir com seu meio físico. Acho que uma dose de 10 a 20 mg coloca-me em um não-psicodélico, estado alterado dissociativo. 50 mg faz pouco para mim psicodélicamente, colocando-me em algumas zonas semi-conscientes. 75 a 125 mg irá produzir a altamente desejável viagem da Ketamina. Para os efeitos de doses muito grande ver os escritos de John Lilly. Tenho tendência para a perda com uma dose muito grande. A experiência que vou descrever aqui é para uma dose psicodélica média de aproximadamente 100 mg tomadas intramuscular. Tenho ouvido relatos de pessoas que cheiram pequenas quantidades de Ketamina enquanto dançam em clubes. No entanto, a experiência produzida por esta não é sequer remotamente parecido com o que tenho descrito abaixo.
Como a onda está vindo aí há uma ruptura na continuidade da consciência. Logo após este ponto encontro-me rodando em um universo psicodélico. Não há nenhuma lembrança que estou atualmente elevado por uma droga e que vou descer. Freqüentemente não há lembrança de alguma vez ter sido eu, ter nascido, ter uma personalidade ou entidade, ou mesmo conhecidos o planeta terra. A experiência é um orgasmo do ser, no todo com o universo. Eu sinto que estou no hiperespaço, ligados simultaneamente a todas as coisas. Bilhões de imagens e percepções fluem simultaneamente através dos meus circuitos. Eu não estou preso em três dimensões. Na quarta dimensão do tempo não estou bloqueado no momento atual. Eu experimento o tempo para trás e para frente, também, o momento atual é o centro de intensidade. Em minha primeira experiência com a Ketamina, houve uma sensação não-verbal de que minha vida inteira até aquele ponto havia sido uma preparação, especialmente minhas outras experiências psicodélicas, e tomar Ketamina era como pressionar o botão “VAI”. Eu sentia como se tivesse havido uma grande e permanente mudança na “estrutura da realidade”, ou seja, o modo em que via o universo. Eu sentia como se os estados de espírito que tinham se quebrado através de picos psicadélicos anterior tinham-se tornado a base da realidade. E nesta nova realidade me senti melhor do que eu jamais poderia ter antecipado.

Minhas experiências psicodélicas passadas ensinou-me a libertação e o fluxo dentro deste tipo de mundo. Em uma experiência com a Ketamina não tenho necessidade de “fazer” qualquer coisa. Quando administrado, a experiência simplesmente acontece. Às vezes sinto-me como um único átomo ou ponto de consciência à deriva em agitação num vórtex de energias, como uma única célula dentro de um ser de proporções galácticas. A experiência é de proporções titanic na concentração de energia, intenção e consciência. Todo o tempo eu me sinto muito relaxado e em casa neste universo. Embora sem qualquer suporte da realidade, a identidade ou a estabilidade vão sendo dissolvidos à velocidade da luz, eu não sinto qualquer medo, como se o que seria uma experiência de temor em perder estas coisas não fosse uma parte de mim. Como as ondas de experiência passam por mim me sinto um pouco como um garoto em um Rollercoaster. Embora ele está prestes a ter uma experiência emocionante, indo na colina mais profunda de sua mente ele está confiante de que o Rollercoaster permanecerá em suas faixas.

Cerca de 30 minutos à uma hora depois a experiência chega à um ápice. Neste momento eu senti que a minha vontade determina ou não que eu existo, e se existe ou não o universo. E eu poderia alternar entre a existência e a não existência muitas vezes dentro de um segundo. Eu mesmo tive a impressão de que eu poderia fazer com que o universo (que é bastante fluido no momento) se cristalize em qualquer formato desejado, embora eu ainda não tive o impulso para realmente tentar isso.

Após isso vem o retorno à consciência regular, pouco me lembro da minha identidade anterior. Eu nunca senti esse momento tão decepcionante, como eu frequentemente me sinto quando vou descer do ecstasy. Quando percebo que estou voltanto me sinto mais novo como “Uau, eu estou indo para trás, me pergunto o que a vida é como vai ser depois desta experiência”. Embora exista um sentimento de que a viagem é quase sobre esta parte da experiência, ela é bastante interessante, parte da minha mente continua correndo círculos ao redor do cosmos, e a outra parte está fazendo a reintegração da minha identidade. Muitas vezes, o regresso da experiência da jornada com Ketamina, sinto como um renascimento alienígena. Após retornar para o corpo, visuais continuarão por um tempo com os olhos abertos. Estes podem ser bastante espectaculares e alucinatórios, e suportará mais semelhança com os visuais do DMT do que outros visuais psicodélicos.

45 minutos a uma hora após a injecção do Ketamina I’m back entanto continua a haver algumas estranhas sensações corporais. Tenho a impressão de luz (anti-gravidade), um pouco tonto, tenho má coordenação motora, náuseas. Por um par de horas depois da experiência eu acho melhor apenas relaxar, deitar na cama, ouvir música, etc, até que o período de recuperação seja aprovado.

Um problema que eu encontrei com a ketamina é que a experiência é difícil de recuperar e reintegrar com rotina da realidade. A memória da experiência é ainda mais difícil. Dentro de horas depois de voltar, 99% da experiência é inacessível para a minha actual mente consciente. A experiência da ketamina é tão bizarra e transcendental que uma mente normal não pode sequer conceber a experimentar desta forma. Ela se sente como se alguma parte da proteção da mente encerra o acesso às dimensões experimentadas na Ketamina. Eu recentemente encontrei um método que tem se revelado eficaz na resolução deste problema. Trata-se de tomar Ketamina já elevado sobre a 2C-B. Este parece proporcionar uma “ponte” entre o ego ou identidade, e um estado que é menos ego e sem limitações…

… O principal truque para bater a marca com uma viagem de Ketamina está em tomar as doses corretas. Uma pequena quantidade não vai destruir sua auto-consciência, e vai deixar de te admitir para o reino da consciência pura. Demasiada trará uma inconsciência, dando a uma vaga impressão de ter viajado em algum lugar. Muitos tiveram viagens de sucesso, iniciando com 75 mg, E aumentando a dose de 15 mg em cada ocasião até a experiência desejada seja atingida.Outro fator importante na qualidade da Ketamina é a experiência do “set” ou personalidade. Dr. Igor Kungurtsev, um psiquiatra russo, estava envolvido em administrar um experimento tratando alcoolistas com Ketamina. Um artigo sobre o seu trabalho foi publicado no Outono 1991 no boletim da Fundação Albert Hofmann. Uma de suas conclusões foi “a correlação entre o tipo de personalidade e do tipo de experiências sob a influência de Ketamina. Pessoas que são muito controlados e têm dificuldades de deixar rolar, ou que tenham problemas com relacionamentos, têm, muitas vezes, experiências negativas com Ketamina. Para eles dissolver a autonomia do indivíduo é horrível. Para os outros doentes que estão mais relaxadas e com capacidade de entrega, que têm uma profunda capacidade de amar, a experiência é geralmente feliz, mesmo extático “.

Kungurtsev também constatou que a Ketamina produz experiências espirituais, bem como alterações a longo prazo na perspectiva espiritual da maioria dos que tentaram. “É interessante que muitas pessoas que nunca pensaram sobre espiritualidade ou o significado da vida relataram ter uma experiência que só podem ler em textos espirituais ou em ensinamentos orientais … Para muitos pacientes, é uma profunda percepção de que podem existir sem os seus corpos como pura consciência ou puro espírito. Muitos deles disseram que, como resultado da sua experiência, eles compreenderam o conceito cristão da separação da alma e do corpo, e que agora acreditam que alguma parte deles continuará a existir após a morte. Houve vários casos em que as pessoas relataram contato com Deus, mas isso geralmente não é uma figura antropomórfica. Descrevem um oceano de luz branca brilhante, que é preenchido com amor, felicidade, e energia. “

Fatores de Segurança: A Ketamina é muito diferente dos outros psicodélicos quando se trata de uma utilização segura. Desde a injeção, passando pelo grau de pureza do material, até uma utilização segura das agulhas é tudo primordial. Igualmente importante é que um corpo não deve realizar qualquer atividade perigosa quando estiver na Ketamina. A dose Psicodélica de Ketamina move rumo à um estado de inconsciência em que um cirurgião poderia operar sobre ele. A habilidade normal de reação que nos impede de acidentes e de morte estão suspensas enquanto na Ketamina. Quando eu tomo Ketamina estou sempre deitado, e não saio até o final da experiência. Mesmo por algumas horas depois eu não vou ao ar livre onde o potencialmente letal tráfego passa.

Um dos métodos mais seguros de usar Ketamina é ter um amigo ou “guia” presente quando você vai toma-la. Mesmo os que freqüentemente tomam Ketamina sozinhos, Devem tomar todas as precauções, tais como velas no meu quarto. Se eu bater acidentalmente durante uma vela e iniciar um incêndio, provavelmente eu não teria a presença de espírito necessária para extinguir o incêndio ou deslocar-me a segurança. (Pois mesmo sabendo disso, ele não tomou as precauçãos nescessárias e por conta disso não teve o estado de espírito necessário para salvar seu corpo do afogamento.)

Uma das grandes preocupações quanto a utilização segura da Ketamina é o seu elevado potencial de dependência psicológica. Uma porcentagem bastante grande de pessoas que tentam Ketamina irá consumir sem parar até que a sua oferta esteja esgotada. Vi isso em amigos conhecidos há muitos anos que são utilizadores regulares psicadélicos e que nunca antes tinham problemas em controlar sua droga.

D.M. Turner: 1962-1997

DM Turner, um Psiconauta que tinha um futuro promissor na exploração da consciência, tendo chegado a níveis profundos de consciência e escrito dois livros que são essenciais para qualquer psiconauta. Fez de sua vida um projeto onde pesquisou e experimentou toda sorte de Psicodélicos e combinações entre eles, resultando em um Guia Psicodélico único. Estudou profundamente enteógenos como a Sálvia Divinorum, sobre qual escreveu seu segundo e último livro. Infelizmente pagou o preço cobrado aos pioneiros quando decidiu flertar com a Ketamina. Um psicodélico sintético que em troca de sua magia, cobra a sua liberdade e por vezes sua vida. DM Turner era uma pessoa esclarecida, mas foi vítima exatamente daquilo que pregava, a cautela com o corpo no uso da Ketamina. Ao ignorar sua própria recomendação injetou Ketamina em si dentro da banheira, foi uma péssima idéia.


A Ketamina no entanto é apenas um mundo sintético, entre todos os outros mundo naturais experimentados e pesquisados por ele. Mundos estes com efeitos benéficos e positivos para o indíviduo. Se DM Turner tivesse ficado apenas na natureza provavelmente ele estaria aqui hoje entre nós.

Não preciso dizer que o consumo e venda de Ketamina é ilegal e o exemplo do DM Turner é mais do que suficiente para desestimular seu consumo.

Os dois livros do DM Turner estão disponíveis on line em inglês, seguem os Links:
The Psychedelic Essence of Salvia Divinorum
The Essential Psychedelic Guide

D.M. Turner foi um explorador psicodélico e escritor, que escreveu dois livros sobre substâncias psicoativas. Seu livro mais proeminente, The Essential Psychedelic Guide foi o primeiro de seu tipo e é considerado uma referência seminal sobre os efeitos subjetivos de várias substâncias psicoativas e alucinógenos alteradores de mente. Embora não seja considerado um cientista “importante”, e ter tido menor fama, seu trabalho fez muito para trazer exposição para os psicodélicos mais obscuros e traze-los para o mainstream. Turner investigou profunda e pesadamente as diversas combinações de psicodélicos e seus Sinérgicos, e, por vezes terríveis efeitos.

Seu outro livro, Salvinorin é endereçado à esta singular substância, e enquanto ela não pode ser considerado um trabalho sério academicamente, continua sendo um dos poucos textos gerais sobre a Salvia divinorum, até à data.

Turner morreu no ano novo de 1996 após injetar uma quantidade desconhecida de ketamina em uma banheira. Acredita-se que ele se afogou enquanto incapacitado pelos efeitos da droga.

D.M. Turner é o pseudônimo de Joe Vivian, uma provável referência ao psicodélico dimethyltryptamine, mais comumente conhecido como DMT. Trata-se de boatos de que sua família não aprovava seus estudos e destruíram muitos dos volumes de Salvinorin após a sua morte.

Em algumas culturas, o xamã é uma figura homenageada e reverenciada. Infelizmente, este não é o caso da “moderna” sociedade ocidental, e os nossos xamãs são muitas vezes perseguidos, processados e, na melhor das hipóteses anônimos. Quando um parte deste mundo para o próximo, muitas vezes nem sequer fazem um blip no nosso radar cultural. Tal foi o caso no início de 1997, quando a comunidade western psicodélica envergonhada perdeu um dos seus mais corajosos, intrépido, e articulado membro, DM Turner. Os dois livros sobre sobre enteógenos de Turner, são hoje elementos essenciais para as bibliotecas dos modernos Psiconautas.