Psicodélico

domingo, 11 de dezembro de 2011

Comparando: Alcool (BEBIDAS) vs Cannabis (MACONHA). Quem é mais nocivo à Sociedade?


Igreja entra na Justiça para garantir direito de usar maconha em cultos


Igreja entra na Justiça para garantir direito de usar maconha em cultos

A Igreja do Universo, com sede no Canadá, entrou em uma disputa judicial para ter o direito a utilizar maconha com fins religiosos. Representada pela figura de Christopher Bennett, Sacerdote da igreja, a disputa começou em 2009, quando Bennett enviou uma carta ao ministro da saúde solicitando que a erva fosse incluída como item de prática religiosa na lei que regulamenta o uso de substâncias controladas. Recentemente, o Juiz Michel Shore divulgou decisão contrária às solicitações feitas por Bennett, afirmando que não foi provado que a maconha tenha “qualquer ligação com a religião”. Bennett afirma que em seus estudos, chegou à conclusão que a cannabis sativa (nome científico da erva) seja uma forma de consciência coletiva, uma manifestação divina. Ele publicou três livros sobre o assunto e garante usar maconha em rituais religiosos há mais de vinte anos. Curiosamente, o juiz Michel Shore também tem livros publicados sobre religião e espiritualidade.
Hoje com 49 anos, o defensor da erva afirma que passou a frequentar a Igreja do Universo em 1990, quando em uma de suas sessões recebeu uma revelação da própria maconha de que na verdade, a cannabis não era uma droga, mas sim, a árvore da vida mencionada no Apocalipse.
Em seu argumento, Bennett relacionou diversos casos de religiões que, ao longo do tempo, utilizaram a maconha em seus rituais, como forma de alcançar um nível superior de espiritualidade. O juiz Shore, reconheceu que apesar dos fatos históricos listados, Bennett não conseguiu provar a relevância da maconha para uma religião, e entendeu que a legislação do Canadá não poderia privilegiar os adeptos de uma seita. No Canadá, a maconha é permitida para fins medicinais, com uso controlado por meio de prescrições médicas, e em relação a isso, o juiz entendeu que nesses casos, a erva é utilizada para proteger a segurança e a saúde pública.
Inconformado com a decisão, Bennett afirmou que tratava-se “claramente de uma discriminação religiosa”. O sacerdote da Igreja do Universo é dono de uma loja que comercializa ervas místicas e também colabora com um site que divulga conteúdo ligado à maconha. No processo, segundo o Gospel Prime, Bennett inseriu uma pesquisa feita no Google, e afirmou que os termos “Jesus” e “maconha” aparecem em diversos conteúdos ligados à religião.
As doutrinas da Igreja do Universo defendem que a maconha é citada na Bíblia em diversas passagens, e que por uma tradução errada, teria sido omitida nos escritos.
Uma dessas passagens bíblicas que a igreja contesta, é a de Êxodo 30:23, onde é mencionado uma quantidade de cálamo para a unção dos sacerdotes. Nesse ponto, as doutrinas defendidas por Bennett indicam que o termo cálamo é resultado da tradução errada de “Kaneh-Bosum”, e que o correto seria “cânhamo”, um outro nome dado à maconha. Baseados nisso, afirmam que Jesus e seus discípulos usaram maconha para ungir e curar enfermos.
Christopher Bennett e a Igreja do Universo irão recorrer da sentença, para garantir que seus rituais continuem sendo praticados de forma intensa e completa.

Weed Wars




Pela primeira vez na história uma TV irá mostrar de perto o controverso negócio da Cannabis Medicinal no seriado WEED WARS, que irá ao ar no dia 01/12 no discovery channel.

A série semanal tem um olhar de perto e pessoal com o negócio controverso da cannabis medicinal como premieres WEED WARS em um simulcast
Weed Wars
segue Harborside Oakland Health Center, um dos dispensário maiores de cannabis medicinal atendendo a mais de 94 mil pacientes. O homem por trás da Harborside é fundador e diretor-executivo Steve DeAngelo, cuja missão é fornecer o melhor produto possível para sua base de clientes diversificada de pacientes ao usar o seu negócio para educar o resto do país sobre a regulamentação completa e tributação de cannabis medicinal.
WEED
WARS documentos sem medo do assunto quente da cannabis medicinal Durante as filmagens em Harborside, a série capta o drama da vida real e altos riscos do negócio, controlo governamental e auditorias ameaçam encerrar as operações -. Você não pode ficar mais 'real' do que isso ", disse Nancy Daniels, vice-presidente executivo de produção e desenvolvimento para Discovery Channel.

À primeira vista, WEED
WARS é uma história familiar: uma empresa start-up com clientes exigentes ea possibilidade sempre iminente de que poderia ir todos de barriga para cima ... Mas isso não é exatamente um negócio típico. Quando os eleitores da Califórnia aprovou a Lei de Uso Compassivo em 1996, a cannabis medicinal foi legalizado no estado acendendo uma tempestade nacional e proporcionando uma abertura para um novo tipo de empreendedor.
Além de DeAngelo e sua equipe, WEED
WARS segue o caminho da própria planta da germinação das sementes até à colheita. Atender os produtores e "agricultores paciente" cuja função é fornecer a "medicina" - os botões - que serão, eventualmente, comprados e usados ​​por milhares de clientes, muitos dos quais sentem que suas vidas foram mudadas para sempre pela planta.
WEED
WARS abre com Harborside enfrentando uma factura fiscal íngremes da cidade de Oakland. Irmão de Steve Andrew, Gerente Geral da Harborside, é despachado para se reunir com o conselho da cidade. Voltar na clínica, Terryn, que trabalha no balcão da frente, têm que lidar com sua mãe, que é menor do que emocionado com a escolha de seu filho de emprego. E em um sinal dos tempos, os espectadores são apresentados a hipoteca banqueiro virou paciente agricultor Jon, que deixou o mundo dos números primos sub para os pastos mais verdes da medicina holística.

Cultivo Proibido Maconha X-Rated 1º episódio

Primeiro programa sobre Maconha no Brasil :


Pesquisa aponta que Maconha pode ser usada juntamente com morfina para aliviar a dor



Não é novidade nenhuma para usuários de Maconha propriedades medicinais da Cannabis. No entanto, ainda no século XXI a desinformação sobre o assunto o torna ainda mais polêmico. No entanto, ainda sim existem muitos pesquisadores que acreditam no poder desta planta. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, situada em São Francisco, aponta que a maconha consumida por meio de inalação é um tratamento seguro e eficaz contra dores crônicas, podendo ser utilizado juntamente com narcóticos como a morfina e a oxicodona, sem que o individuo sofra algum efeito colateral.

O estudo foi publicado na edição deste mês de dezembro da revista de Farmacologia clínica e Terapêutica e o foco foi justamente a utilização da maconha combinada com os tipos de narcóticos supracitados. Segundo informa os pesquisadores, dos 21 homens e mulheres que participaram do estudo, disseram ter havido uma diminuição da dor, em torno de 25 por cento, após vaporizarem maconha várias vezes ao dia, durante o período de 5 dias.

Evidentemente, este ainda é o primeiro estudo sobre o tema, o que implica que se aprofunde mais em pesquisas deste tipo. Contudo, se estes resultados forem confirmados em futuras pesquisas, talvez essa seja uma agradável solução para os vários pacientes que sofrem de dores crônicas associadas a AIDS, câncer e outras doenças.

Segundo o Dr. Donald Abrams, um dos idealizadores da pesquisa e chefe da divisão de hematologia-oncologia do hospital de São Francisco, caso haja um financiamento, a intenção é aprofundar os estudos.
"Se conseguirmos financiamento, devemos fazer um estudo sobre para tentar aliviar a dor por completo, e não só uma parte dela” . disse Abrams.

Pai desesperado busca na Maconha alivio para as convulsões de seu filho, causados pela Sindrome de Dravet


A Maconha medicinal nos Estados Unidos vem sido atacada por agentes do governo federal insaciavelmente, numa tentativa do presidente Barack Obama conseguir de volta novamente o seu prestígio político no país. A confusão, desinformação e a busca econômica são tantos, que as vezes o lado mais nobre da causa é esquecido, que é o alívio de dor para pacientes que tem doenças graves.

O episódio que vai ao ar hoje a noite, no Discovery (Apenas nos EUA), do documentário “Weed Wars”, mostra a comovente história de um pai que busca desesperadamente arrumar uma solução para amenizar as convulsões causadas pelos ataques epiléticos, advindos da chamada Sindrome de Dravet.

Segundo o pai do garoto, Jayden foi diagnosticado com a doença desde sua a infância. Quando o menino tinha 4 meses de vida teve uma convulsão que teve a duração de 1 hora. Desesperado, devido a ineficácia dos remédios tradicionais, o pai de Jayden foi até a Califórnia, onde a maconha medicinal é regulamentada.
"Ouvi dizer que existem outras crianças com epilepsia que experimentaram a maconha medicinal, e eles estão fazendo muito melhor. É por isso que eu quero tentar."

Foi então que o pai desesperado procurou a Harborside Centro de Saúde, um centro de wellness com sede na Califórnia, que oferece, entre outras coisas, a maconha medicinal. Lá, ele foi direcionado para uma câmara, no qual foi lhe dado uma substância contendo uma alta dose de canabinóides que servem para aliviar convulsões, mas completamente sem THC.

Porque a Maconha se tornou tão famosa?

A Cannabis é uma planta que vem causando muita polêmica. Apesar disso, suas propriedades medicinais já eram descritas na farmacopeia chinesa, há 2737 A.C , para tratamento de malária, dores reumáticas, entre outras doenças. Para se ter uma ideia, ainda no Velho Testamento faz referência a maconha, chamada até então de Kalamo, no momento em que Salomão canta e louva suas propriedades psicoativas.

Contudo a história da maconha que era pra ser linda e maravilhosa, devido as suas propriedades terapêuticas e suas fortes fibras para a indústria, começou a se tornar nebulosa quando ainda no século XII, o então chamado de Santo Ofício – uma espécie de tribunal, com caráter judicial que julgava as pessoas que haviam cometido o crime de heresia- acusava os usuários de Cannabis de bruxaria. Incluisve, acusando Joana D’arc de usar ervas para que ela pudesse “ouvir vozes”.

Já no século XII a maconha começa a ficar ainda mais conhecida e ganhar novos terrenos. No Egito, por exemplo, existia uma grande tolerância ao seu consumo, sendo que a droga atuava como um fator no marco social, para diferenciar os que eram ativos na vida social dos excluídos da sociedade, como descrito na famosa historia das “Mil e uma noites”. Além disso, a campanha Napoleônica no oriente contribuiu e muito para que a Maconha ficasse conhecida por toda a Europa.

Três séculos mais tarde, a Cannabis foi introduzida nas Américas, através dos espanhóis, que colonizaram boa parte das Américas, semeando as sementes das plantas no território que atualmente corresponde ao Chile, no final do século XVI. Contudo, existem teorias fortíssimas que a Cannabis já existia na América, antes mesmo que fizessem a sua descoberta. Segundo diz a teoria, o Rei Jaime I incentivou os colonizadores britânicos que residiam na América do Norte, a cultivar Cannabis para que assim eles pudesse ter bastante matéria prima para a produção de cordas e velas paras os navios da Força Armada Real. Este conceito de se utilizar as fibras de Cannabis para fazer os mais diferentes produtos foi ainda mais incentivado durante o período da segunda guerra mundial.

Já no século XIX, a maconha ganhou a graça dos escritores e intelectuais da Europa, que a utilizavam unicamente para os fins que chamamos de recreacionais, difundindo por todo o ocidente as propriedades alucinógenas da planta. Mesmo o “barato” nesta época sendo consumir maconha para fins de diversão, o médico particular da Rainha Vitória, que havia estudado a planta por mais de 30 anos, já a receitava para casos de enxaqueca, insónia senil, depressões, estados epilépticos, cólicas e ataques de asma. De fato, durante todo este século, centenas de estudos e artigos foram produzidos sobre das propriedades medicinais da maconha.

Porém, nos anos 20, com a quebra da bolsa de valores dos Estados Unidos e o mundo vivendo uma completa e temerosa recessão, a sociedade americana começou a relacionar os fracassos da economia com o uso de qualquer tipo de droga. Tanto, que nesta época, surge a “Lei Seca”, fazendo com que se aumentasse exorbitantemente os consumidores de Maconha, como um substitutivo pelo álcool. Com o passar desta década, acabou que o álcool foi novamente legalizado e a então Maconha, devido aos lobbys da indústria do nylon e as caóticas propagandas que demonizavam a erva, acabou sendo proibida. Foi nesta época que começou a desenvolver um conceito de guerra as drogas, o mesmo conceito estimulado anos mais tarde pelo governo de Nixon.

Com a chegada dos anos 60, a maconha se tornou um forte aliado na questão política. Isto porque o ato de fumar maconha naquela época era um sinal da adesão à contracultura, movimento que ficou mundialmente famoso. A situação começa de fato a ficar complicada nos anos 70. Com o endurecimento das leis contra a Maconha, a ate então demanda que era suprida por pequenos importadores, começa a crescer, justamente pelo fato da proibição, e é neste instante que os criminosos da época percebem uma lacuna criada pela proibição e começam a controlar o mercado da maconha, o que de fato acontece até os dias de hoje. A questão não é a maconha em si e sim o fato dela ser proibida. Sabemos que o que cria um mercado paralelo não é uma substância ou algum objeto e sim a criminalização do mesmo.