Psicodélico

sábado, 24 de setembro de 2011

Djavan sobre maconha : "É muito bom. Fumo eventualmente !"



Foto: Isabela Kassow

Djavan está lançando CD e DVD ao vivo “Ária”

Os grandes figurões da MPB, acostumados a falar com a imprensa há décadas, em geral tentam restringir suas declarações aos produtos que estão lançando. Não é o caso de Djavan, que coloca no mercado neste mês o CD e DVD ao vivo do elogiado álbum “Ária”, com o qual rodou o País durante um ano.

Em conversa com o iG, em um restaurante ao lado do Pão de Açúcar, cartão postal do Rio, o cantor e compositor não fugiu dos assuntos propostos pela reportagem e expôs seu modo de pensar sem o patrulhamento politicamente correto que, muitas vezes, esconde o verdadeiro olhar do artista. Sobre o uso da maconha, declarou: “É muito bom. Fumo eventualmente, não tenho o hábito de comprar e fumar sempre”, soltando uma gargalhada em seguida.

Aos 62 anos, Djavan também negou boatos, surgidos nas redes sociais, de que esteja com Mal de Parkinson. Esticou as mãos para o repórter: “Treme alguma coisa aqui?”.

Foto: Isabela Kassow

Sobre o Parkinson, ele estica os braços: “Treme alguma coisa aqui?”

iG: Lançar um DVD após um CD bem-sucedido se tornou praticamente obrigatório, não?
DJAVAN
: Não acho que seja, sinceramente. A não ser que seja algo legal para se registrar. O DVD, hoje, com o advento do celular com câmeras, perdeu um pouco sua função. Faça um show agora e em instantes já está na internet, mesmo que a qualidade seja qualquer nota. O DVD se tornou um documento histórico, porque comercialmente não é mais tão atrativo, assim como o próprio CD.

iG: Por que gravou o show em Belo Horizonte?
DJAVAN
: O Palácio das Artes, na capital mineira, tem uma acústica favorável, além de o povo ser musical. Era para ser em um local pouco usual. É difícil achar um lugar assim no Rio ou em São Paulo. O Rio perdeu muito com o fim do Canecão.

iG: Vai fazer shows para divulgar o DVD?
DJAVAN:
Não, agora vou começar a produzir o disco da Martn’alia e, em novembro, entro em estúdio para começar a fazer meu CD de inéditas. Desde 2007 não compunha.

iG: Como é esta fase de criações?
DJAVAN:
Gostaria de ter um texto bacana para falar sobre isso. Todo mundo espera que se tenha um ritual. Mas inspiração é sofrimento, muito trabalho. Só componho quando preciso. Sento e faço doze canções. Com trinta anos de carreira, tenho muito mais autocrítica e preciso ter a ilusão de que não estou me repetindo.

iG: Isso quer dizer que é inevitável não se repetir?
DJAVAN:
Não sei se é inevitável, mas é difícil. Consigo alimentar esta ilusão de que não me repito dentro de mim (risos). A pressão é um instrumento maravilhoso para tudo. A composição é isso, procurar o que você não perdeu, tirar leite da pedra. É preciso que você tenha um clima, uma introspecção, sem telefone, envolvido só com aquilo, tendo que cumprir um prazo.

Foto: Isabela Kassow Ampliar

Ele dá alguns acordes no violão enquanto é fotografado para o iG

iG: Bebe para se inspirar?
DJAVAN:
Não bebo para compor nem para nada. Tomo no máximo um vinho no jantar.

iG: Aliás, você já foi pego na fiscalização da Lei Seca…
DJAVAN:
Perdi a carteira duas vezes por ter tomado apenas uma taça de vinho. Não fiz o teste do bafômetro porque a capitã, em uma das ocasiões, me alertou: “Não faz! Se bebeu uma taça, não sabe como é seu organismo. Pode acusar álcool e você vai se dar mal”. Me colocou um medo enorme e não fiz. Perdi a carteira. O carro foi apreendido porque estava sem vistoria do Detran.

iG: Você é contra este rigor na fiscalização?
DJAVAN:
Não sou contra. Mas, por exemplo, adoro vinho. Com a Lei Seca, agora saio para jantar e só bebo água. É chato. Por outro lado, você paga por estas pessoas que enchem a cara e saem com carro. Gostaria que não colocassem todos no mesmo saco. Mas este evento tem que existir, é preciso inibir nego que dirige embriagado.

iG: O fato de ser famoso o ajuda, em certos momentos, a sair de enrascadas como esta?
DJAVAN
: Ao contrário. Isso é pior, porque querem pegar famoso para servir de exemplo. Houve uma época que guarda me parava no trânsito para pedir autógrafo. Situação assim já não existe mais. Não quero privilégios. Nascer com voz já é um privilégio. Não entrar em fila? Detesto que cedam a vez para mim. Acontece muito isso. As pessoas querem ser gentis. Mas não precisa tanto.

iG: Há boatos nas redes sociais de que você teria Mal de Parkinson. Você está doente?
DJAVAN
: Com o quê? Parkinson (ele estica os braços para frente)? Treme alguma coisa aqui?

iG: Você não está tremendo. Mas já sabia desse rumor?
DJAVAN:
Ouvi sim. Também ouvi que a música “Flor de Lis” era dedicada a uma esposa que eu tive e morreu no parto. Olha que imaginação trágica que as pessoas têm! Tem nego que vive disso, de plantar coisas na internet, inventar o que quiser. Se é verdade ou não, é o menos importante. Há boatos de todo tipo. Há solicitações até de casamento. Ajuda financeira, mãe com câncer, casa que caiu… As pessoas apelam para o que pode. É do ser humano!

iG: Como está de saúde?
DJAVAN:
Minha saúde está ótima. Este tipo de comentário não me assusta. Minha vida é melhor hoje. Perdi a ansiedade comum aos jovens. Vislumbro melhor as soluções que devo tomar. Tenho três filhos do primeiro casamento e dois do segundo: Sofia, de 9, Inácio, de 4. Faço coisas que antes não conseguia. Vou a festinhas de colégio, que é um saco, reunião de pais. Faz parte do papel de pai.

Foto: Isabela Kassow

Sobre maconha: “É muito bom, já fumei várias vezes. Fumo eventualmente”

iG: Este ano é marcado pelas passeatas favoráveis à maconha, incluindo um filme que reacendeu o debate. Você é a favor da legalização da maconha?
DJAVAN:
Não adianta buscar parâmetros na Holanda, em outros países. Cada nação tem sua realidade. Não basta mudar uma nova legislação, mas é questão de educação. Comprar maconha e fumar em qualquer lugar é questão de liberdade. Seria bom que acontecesse, mas é preciso que haja restruturação em toda a sociedade.

iG: Você fuma, gosta de maconha?
DJAVAN:
Total (dá uma gargalhada)! É muito bom. Nunca tive envolvimento com drogas, nunca cheirei cocaína. Mas, agora, a maconha sim, já fumei várias vezes. Fumo eventualmente. Mas não tenho o hábito de comprar e fumar sempre.

iG: O que pensa sobre a associação da maconha com a violência urbana?
DJAVAN:
A violência que decorre da maconha não é pelo consumo, mas pela venda. O poder que o tráfico tem vem da venda, é este poder que gera a violência. O consumo também tem que ter responsabilidades. A sociedade precisa estar respaldada com leis condizentes com a liberdade proposta por esta ideia de legalidade.

iG: Não estamos então preparados para a legalização nos moldes atuais?
DJAVAN:
Antes da legalização, tem que fortalecer a educação, tem que mudar as leis, para que a sociedade esteja preparada para isso. Não saberia te dizer se basta liberar, se isso resolve a violência.

iG: A seu ver, quando a droga deixou de ter a conotação poética dos anos 70 e passou a ser problema médico?
DJAVAN:
Quando a droga, no caso especifico da maconha, passou a representar um poder inominável, a coisa começou a mudar. Antes era mais romântica. Maconha sempre foi vendida e despertou algum lucro. Mas surgiram os cartéis, criaram uma indústria superequipada, afeita a produzir e lucrar cada vez mais. Hoje é uma estrutura industrial, como outra qualquer. Aí a coisa tomou o rumo da violência e confusão em todas as sociedades do mundo.

iG: Já experimentou outras drogas?
DJAVAN:
Não, nada. Só álcool. Como te falei, vinho é o que bebo. Nem cerveja, detesto. Não tomo refrigerante, uísque, nada.

iG: Você já deve ter ouvido falar que não aparenta ter 62 anos. Qual seria o segredo da longevidade não aparente?
DJAVAN:
Tem quem passe por uma flor linda e nem olhe… Eu me mantenho próximo da vida saudável, ligado à natureza. Convivo com água pura, bichos, o verde. Tenho uma casa em Araras (região serrana do Rio). Não como carne vermelha há treze anos. Evito frango, não bebo café…. Só como orgânicos. Tenho um orquidário com mais de 60 espécies, um jardim com trinta mil metros quadrados só com flores. Desperdiço o mínimo de água possível, não desmato. Isso tudo é um prazer.

Imaginação e Terence Mckenna – PARTE I


Fonte : Hempadão

por Fernando Beserra

Terence Mckenna é mundialmente conhecido dentro dos estudos dos psiquedélicos, assim como seu irmão Dennis Mckenna. Formulou a hipótese de que a evolução humana esteve intimamente relacionada ao consumo dos “cogumelos mágicos”, de modo mais especifico, das espécies do gênero psilocibe(especialmente o psilocibe cubensis). Opsilocybe cubensis é um cogumelo pandêmico, ou seja, ocorre em todas as regiões tropicais, pelo menos onde existe o gado de tipo zebu (bos indicus). Estes cogumelos contêm como princípio ativo a psilocibina, mas também a psilocina. São considerados “alucinógenos indólicos” por possuírem um grupo pentextil associado a um anel benzeno; dentre as quatro famílias de compostos indóis, os psilocybe cubensispodem ser enquadrados na categoria “alucinógenos triptamínicos”, embora para os leitores do Portas da Percepção seja evidente o equivoco de chamar estes fungos de “alucinógenos”, sendo mais adequados os termos psiquedélicos, enteógenos ou mesmo enteodélicos.

Mckenna é, sem dúvidas, um dos grandes críticos a cultura ocidental e, dentro do universo do estudo dos psiquedélicos, chegou a ser considerado um percussor de Timothy Leary, pela sua força contracutural e crítica feroz. O próprio Leary chegou a introduzi-lo como um dos cinco ou seis homens mais importantes do planeta. O biólogo é um dos grandes críticos ao termo “Enteógeno”, criado por Jonathan Ott, Robert Gordon Wasson, etc., pois considerou o termo carregado de teologismo, já que, em seu significado etimológico, enteógeno quer dizer: “geração do divino interior”.

Terence foi responsável, dentre outros, por ampla discussão sobre a importância cultural do uso de psiquedélicos, discussões sobre óvnis, e, finalmente, a importância evolucionária destas substâncias. Antes de Terence, Gordon Wasson já causava arrepios na consciência coletiva ao postular, a partir de minuciosos estudos etnobotânicos, os enteógenos como ferramentas essenciais da criação da religião ou da atitude religiosa. Nas suas palavras:

“Enquanto o homem emergia de seu passado bruto, há milhares de anos, houve um estágio na evolução de sua consciência em que a descoberta do cogumelo (ou teria sido uma planta superior?) com propriedades miraculosas representou para ele uma revelação, um verdadeiro detonador de sua alma, despertando sentimentos de espanto e reverência, de gentileza e amor, até o nível mais elevado de que a humanidade é capaz; todos esses sentimentos e virtudes que desde então a humanidade vê como o maior atributo de sua espécie. [...] Algumas pessoas ficam chocadas ao pensar que a chave até mesmo até mesmo para a religião possa ser reduzida a uma simples droga. Por outro lado, a droga é tão misteriosa quanto sempre foi: “como o vento que chega, não sabemos quando nem por quê”. De uma simples droga surge o inefável, surge o êxtase. Não é a única situação da história humana da onde do inferior nasceu o superior”.

Terence Mckenna abandonou o referencial psicológico e mesmo científico em prol do xamanismo, o que, de certo modo, acabou valendo-lhe críticas pela falta de rigor com o qual expunha seus argumentos. Jonathan Ott, o mago científico, em Pharmacotheon, faz varias críticas a erros e confusões de Mckenna, entendendo alguns de seus livros como confusos.

Esta é nossa primeira introdução a este importante e controverso filósofo, biólogo, ambientalista, escritor, etc. Fiquem agora com o vídeo sobre Mckenna falando sobre imaginação e, na próxima semana, nossa discussão sobre o vídeo. Até a próxima!

EXPERIÊNCIA COM MDMA - MDMA, a droga do amor


Fonte :
http://coletivodar.org

Por Texugo

O MDMA foi uma das primeiras drogas das quais eu tive notícia no final de minha adolescência, para além da maconha, tabaco e álcool. Foi através de um relato de um tal casamento que o primo de um amigo próximo meu tinha feito apenas com amigos próximos na chácara de sua família. Claro, se tratando de pessoas bem alternativas, não diferente foi a celebração de seu amor. Na verdade, tanto o relato quanto a minha memória dele podem ser falhos, mas a imagem que ficou para mim foi muito bonita e me intrigou muito: em dado momento da festa com os amigos, já sem os parentes “caretas”, todos se reuniram em volta da piscina. Foi então passada de mão em mão uma grande jarra onde havia uma bela quantidade de MDMA, trazido por um DJ, amigo do casal, que viajava constantemente para a Europa (de onde tinha vindo tão grande quantidade da substância). Depois do ritual, a festa então começou e sabe-se lá onde terminou. Ao ouvir as descrições dos efeitos “libidinais” da droga, ao mesmo tempo em que me interessava muito, me gerava um certo receio de tomá-la sozinho, me pareceu uma empreitada arriscada ficar extremamente sensível mas sem nenhum objeto para descarregar toda aquela energia.

Muitos anos se passaram e mais do que a vontade de tomar esta droga, o que ficou na verdade mais forte foi a imagem de um casamento alternativo, uma celebração do amor pautado em outros valores. Recentemente, com novas amizades, novos contextos, entrei em contato com pessoas que tinham alguma experiência com a droga, e foi então que eu juntei MDMA com o Ecstasy, aprendi que eram a mesma coisa (ou pelo menos a mesma substância em teoria). Eu já havia tomado bala algumas vezes, mas sempre em contexto de balada ou próximos a isso. Já havia sentido a energia, a vontade de dançar, a felicidade ao encontrar os outros que a bala pode proporcionar. No entanto, queria também experimentar essa substância em outro contexto, e recentemente tive a oportunidade de fazer isso, com o MDMA puro em forma de pó de cristal.

Eu iria viajar para a praia durante uma semana com uma parceira e propus a “viagem dentro da viagem” a ela. Ela, que tinha alguma experiência com maconha mas não com drogas mais intensas, ficou hesitante a princípio por um pouco de medo dos efeitos desconhecidos. Passei para ela um site com informações sobre a substância (site que inclusive recomendo a todos os interessados na experiência) http://avisospsicodelicos.blogspot.com/2009/11/mdma-34-metilenodioximetanfetamina.html . O efeito não foi muito o esperado, pois assim como quem lê a bula de um remédio qualquer, os raros e possíveis efeitos negativos assustam muito mais as pessoas que não se encantam tanto com os mistérios dos alteradores de consciência. Ela não ficou muito confiante, mas após algumas conversas com pessoas próximas que já haviam experimentado, ela topou.

Era um dia de semana e a temperatura era amena. A manhã tinha passado toda nublada e tomamos o MDMA aproximadamente 1 hora depois do almoço, por volta das 15h20. Despejei o pó em dois copos d’água e tomamos (o gosto é extremamente amargo!! recomendo que usem outra bebida que não água, eu pessoalmente tive um pouco de dificuldade em dar os últimos goles). A praia em que estávamos é enorme, tem vários quilômetros de extensão e areia dura, excelente para andar de bicicleta. Pegamos as bikes então e fomos dar um passeio com uma máquina fotográfica. Existe um rio que segue paralelo à praia, detrás de um trecho de mata, por aproximadamente 1 km antes de desembocar no mar. Nós nos instalamos num lugar da margem deste riozinho onde a areia une rio e mar, que distam uns 70 metros. Era um abrigo dos estímulos intensos da praia: o vento e o barulho das ondas diminuía bastante, e também praticamente sumia a visão infinitesimal do encontro da água com o céu. O rio é calmo e na outra margem há apenas mata. Não havia sinal de civilização no alcance dos olhos (a não ser um ou outro pedacinho de lixo, já acostumado ao olhos do visitante das praias paulistas), apenas água, areia, mata e céu, tudo refletido pelo rio de águas lisas. Os ouvidos eram presenteados vez em quando com sons de pássaros que se escondiam na mata ou voavam por perto. Era um cenário realmente lindo, lugar melhor para ficar tranquilo com alguém de quem se gosta, impossível. Imaginei que, como a droga estava em forma de pó diluido, o efeito bateria rapidamente, mas já se passava uns 40 minutos e nada. Estávamos deitados numa canga, conversando tranquilamente.

Eu, como costumo fazer nestes momentos, estava atento ao ambiente e à minha própria mente em busca de sinais de alterações, mas não encontrava nada. As ideias de que possivelmente não bateria o MDMA chegaram a passar pela cabeça, mas eu ainda achava que algo aconteceria. Estávamos jogando conversa fora, foi quando começamos a falar de maneira cômica da relação entre comida e sexo. Em dado momento eu fiz um comentário esdruxulo sobre voracidade e sexo, ao se comer uma macarronada a bolonhesa na buceta de uma mulher. Quando eu fui dar risada do que eu mesmo tinha dito que subitamente as ondas magnéticas do ambiente foram abaladas, me fazendo hesitar um pouco no ato de rir. Foi rápido, como um míssil que atingiu meu cérebro, tudo havia mudado e eu estava apenas tentando entender o como lidar com essa nova situação. Comentei com ela sobre o ocorrido (eu mesmo já havia percebido como minha voz tinha ficado meio mole e a risada fácil) e passei a inspecionar os meus sentidos. A visão estava um pouco dificultada, a luz parecia um pouco demasiada (o céu nublado e a areia branca realmente contribuíram muito para isso) e era difícil ter uma imagem estática do ambiente. Quis logo levantar para sentir mais com o corpo o que estava se passando. O equilíbrio estava também um pouco dificultado, como se eu estivesse lentamente bêbado e necessitasse de um pouco de atenção na hora de levantar-me e executar passos mais elaborados. O corpo estava leve como uma pluma e ao erguer os braços, eu os sentia levantando até os céus, como se eles pudessem ir mais acima do que o que o corpo permitisse. Andei um pouco por perto sentindo todas essas coisas e relatando um pouco para minha parceira, que estava achando engraçado e me acompanhava um pouco de perto. Comecei a sentir também uma vontade de tê-la bem perto de mim e nos abraçamos forte, meus afetos por ela estavam intensos e isso se expressava também por um prazer imenso em abraçá-la.

Foi então que lembrei que tínhamos uma máquina fotográfica. Lembrando o clima paradisíaco em que estávamos, sozinhos num lugar imenso, logo tive uma ideia e confessei isso a minha parceira: e se eu tirasse umas fotos dela pelada? Animada pelo clima, pelo ambiente e pelas nossas piras, ela topou de imediato (vale lembrar também que se tratava de uma máquina fotográfica com filme analógico, acho que isso faz uma bela diferença nos mais diversos aspectos da confiança, sobre os quais deixo ao leitor a reflexão). Fui correndo sacar a máquina da maletinha e prepara-la para tirar as fotos, quando ouço uma risada um pouco estranha dela. Olho para o lado e lá está ela em cima da canga, com a parte de baixo do biquíni abaixada até os joelhos. Foi começar a tirar a parte de baixo do biquíni que o MDMA se revelou para ela. Nos abraçamos mais algumas vezes e andamos um pouco juntos para que ela se acostumasse também com o novo prisma pelo qual ela estava olhando as coisas. Tiramos então algumas fotos e foi então minha vez de servir de modelo. O filme acabou e a última coisa que passou pela mente foi recolocar as roupas. Nos abraçávamos constantemente, era um misto muito intenso entre um prazer físico e um prazer afetivo, e a cada vez que nos separávamos para explorar o lugar onde estávamos, alguns poucos minutos depois corríamos ao encontro dos corpos para nos unirmos novamente. Eu via nela também os sinais dos mesmos efeitos que eu sentia, o prazer indizível de se abraçar e sua estranha sinestesia afetiva. Saímos correndo pela praia, peladões, brincando as vezes um pouco como crianças, dando as mãos e girando, apostando corridas, explorando coisas que à distância pareciam estranhas e inventando explicações engraçadas para as coisas que víamos.

Passamos então uma hora andando pelas vizinhanças de nosso refúgio, abraçados, conversando sobre nossas vidas, sobre momentos do nosso passado, sobre nós, existia uma vontade de se abrir intensamente e falar sobre coisas que normalmente nosso senso-crítico costuma vetar. Havia passado então 2 horas que o efeito tinha começado, o que eu apontaria como o “plateu” do efeito. Nestas duas horas, por mais que estivéssemos pelados e sozinhos, nos poucos momentos em que a ideia de fazer sexo apareceu, ela não interessava muito. Claramente o que estávamos fazendo era muito mais divertido do que passar um tempo quietos fazendo movimentos repetitivos. O momento era de fato sexy, mas a quebra de intensidades causada pela atividade sexual simplesmente não parecia ter lugar no que estava se passando.

O sol chegou a aparecer algumas vezes durante esse período, mas já estava se ponto, e com o frio que começava a fazer, colocamos nossas roupas e nos sentamos na canga. Esse foi o momento em que o efeito já não estava mais no auge, começava uma caída leve (pelo menos para mim, que já sou um pouco experimentado no uso de psicoativos. Ela disse que os efeitos se prolongaram por horas ainda, por mais que já também não fossem tão agudos). Sentados, conversávamos ainda. Eu cheguei a ter uma leve depressãozinha pós-euforia, não queria que o efeito terminasse, e o clima do escurecer também deu uma ajuda para eu me sentir um pouco pra baixo no momento em que nos acalmamos da brincadeira. Isso passou bem rápido, quando decidimos voltar para casa. Pegamos nossas bikes e tranquilamente pedalamos de volta para os estados cotidianos da consciência.

Pesquisa de Modelagem Molecular dos alcalóides da Iboga pode trazer tratamentos do mal de Alzheimer

É só clicar na imagem para ver :


Tabernanthe Iboga


Iboga é a raiz em pó da planta tabernanthe iboga, que cresce nas florestas tropicais da África Central, especialmente no Gabão e no Congo. Contém doze alcalóides indólicos, sendo a ibogaína o mais importante. A ibogaína é um forte estimulante psicoactivo, o qual produz efeitos alucinogénios quando tomado em doses elevadas. As visões de iboga são multissensoriais, afectando todos os cinco sentidos. A algumas pessoas também permite encontros com o Divino. Entre a população nativa, a casca da raiz da iboga é mastigada durante as caçadas para permitir uma imobilidade e um estado de alerta durante dias, ou para possibilitar o contacto com antepassados durante os rituais de iniciação.

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Ibogaína é o princípio ativo da raiz da iboga. Trata-se de um alcalóide indólico enteogênico capaz de antagonizar e anular a ação de uma série de alcalóides ou compostos orgânicos nitrogenados de intensabioatividade sobre o cérebro, como a cocaína, heroínae morfina, dentre outros.
Obtida de um arbusto da família Apocynaceae, de origem africana Tabernanthe iboga, nas regiões do Congo e do Gabão entre ospigmeus e alguns povos bantos, que possivelmente assimilaram essa prática pelo contato com esses misteriosos povos da floresta que são os pigmeus, se praticam rituais com preparados dessa planta denominado, entre as tribos Apindji e Mitsogho, como Buiti. Outros grupos e etnias do Gabão também o utilizam possivelmente a partir desse contato cultural.
De acordo com a antropóloga Labate. Há dois tipos de Buiti: o tradicional que surgiu no século 19 - e o sincrético, o mais difundido, que é produto da fusão do primeiro com elementos de outros cultos africanos e da influência da evangelização cristã no continente no início do século 20. Possivelmente sob influência das notícias de cura, transformações psicológicas associada à conversão religiosa e participações de estrangeiros, o mundo ocidental tem despertado interesse sobre essa planta e esse ritual.
Preparados com essa planta vem sendo utilizado, com sucesso, em sessões terapêuticas cujo objetivo é alcançar a cura completa da drogadição. Observe-se que não são os mesmos extratos utilizados nas distintas tribos, pois segundo a referida antropóloga são preparados mantidos em sigilo.
Quimicamente, a ibogaína é classificada como uma triptamina, análoga à melatonina, estruturalmente semelhante à harmalina. Um dos primeiros pesquisadores a estudar os potenciais efeitos da ibogaína psicoterápico foi o psiquiatra chileno Claudio Naranjo, na década de 1960s e segundo Freedlander, 2003 o uso da ibogaína para o tratamento da dependência de drogas tem sido baseada em relatos da International Coalition of Addict Self-Help (ICASH) e DASH (Dutch Addict Self-Help Group) de pesquisas realizadas com voluntários desde os anos 80.

Iboga: Estudos revelam que substância extraída desta planta
funciona contra o alcoolismo


Iboga (Tabernanthe iboga)
Em estudos preliminares com ratos, a substância alucinógena conhecida como Ibogaína (extraída de arbusto encontrado no oeste africano) confirmou suas propriedades anti-dependência do álcool. O mecanismo pelo qual a substância age no corpo foi identificado, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de drogas para combater o mal.
Durante a pesquisa, ratos e camundongos foram induzidos ao consumo de álcool em doses diárias até habituarem-se à bebida. Os testes com Ibogaína demonstraram uma queda efetiva no consumo da substância pelos roedores, diretamente relacionado ao aumento da produção de uma proteína pelo cérebro, o GDNF. A relação entre o GDNF e o controle da dependência permitirá o desenvolvimento de medicamentos para tratar o alcoolismo, sem os efeitos colaterais da Ibogaína.
Mesmo com suas propriedades terapêuticas reconhecidas, a Ibogaína não deve ser estudada como base para o desenvolvimento de remédios - sua alta toxicidade e características alucinógenas são os principais motivos para que o mecanismo pelo qual ela funciona seja utilizado pela indústria farmacêutica sobre diferentes formas.
Sobre esta planta, vale a pena ler um trecho do artigo de Beatriz Caiuby Labate (Antropóloga - Unicamp, Brasil):
As plantas psicoativas têm sido utilizadas há 50 mil anos pela humanidade, em diferentes culturas e épocas, sendo objeto de culto e reverência ou de demonização. A paixão que despertam revela-se, em primeiro lugar, pela própria maneira de nomeá-las. Alguns pesquisadores têm criticado o termo científico alucinógeno, por sugerir uma percepção falsa e ilusória da realidade. Uma opção adotada tem sido enteógeno, originário do grego antigo, com o significado de "Deus dentro" ou "o que leva o divino para dentro de si". Outra, mais ligada à contracultura, é psicodélico, "aquilo que revela o espírito ou alma". Alguns preferem utilizar termos nativos, como é o caso de plantas professoras, expressão característica do vegetalismo peruano, ou adotar denominações que sublinhem as dimensões neurofarmacológicas comuns às várias substâncias, como a proposta por Michael Winkelman, plantas psicointegradoras, aquelas que "integram os hemisférios direito e esquerdo do cérebro".
As diversas populações que fazem uso dessas substâncias consideram, em geral, que elas são habitadas por um espírito, uma "mãe", um "dono" - com o qual podemos nos comunicar e aprender. Elas seriam, portanto, um espírito-planta. Um traço comum aos variados contextos é a crença de que, por meio dessas substâncias, é possível estabelecer contato com o mundo espiritual, com os seres divinos, e transcender as fronteiras da morte.
Historicamente, o uso de tais psicoativos tem sido associado ao reforço da identidade étnica, à promoção da coesão social, à transmissão de valores culturais, à produção artística, à morte simbólica do ego, ao autoconhecimento, à resolução de conflitos sociais, à guerra, à feitiçaria, à caça, ao poder político e cósmico, à metamorfose em animais e à divinação, entre outros. Uma das dimensões centrais das plantas de poder é a sua conexão estreita com os sistemas de cura, seja através da figura do xamã, seja através das religiões institucionalizadas. A cura propiciaria uma conexão holística entre processos mentais, emocionais e espirituais - mesmo porque, em alguns dos contextos onde estas substâncias são consumidas, tais esferas são consideradas inseparáveis.
A ciência norte-americana dos anos 50 e 60 desenvolveu diversas pesquisas e experimentações sobre as virtudes médicas e terapêuticas dos psicoativos, sobretudo antes da proibição legal do LSD nos EUA, em 1966. Entretanto, o tema permanece ainda pouco estudado, além de fortemente estigmatizado. Os assim chamados estados alterados de consciência não são provocados apenas por substâncias químicas. Eles também podem ser produzidos por estímulos auditivos, jejuns nutricionais, isolamento social e deprivação sensorial, meditação, estados de sono, abstinência sexual, comportamento motor intensivo, opiáceos endógenos e estados mentais resultantes de alterações na neurofisiologia ou química corporal.
Tabernanthe iboga
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Trata-se de um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,50m de altura, pertencente ao gênero Tabernanthe, composto por várias espécies. A que mais tem interessado a medicina ocidental é a Tabernanthe iboga, encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Seu principal alcalóide é a ibogaína, extraída da casca da raiz. Algumas espécies animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos.
Em 1901, a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há notícia de que ela teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento de gripe, neurastenia, doenças infecciosas e relacionadas ao sono. Em 1962, Howard Lotsof, um jovem dependente de heroína, acabou descobrindo, por acaso, a iboga na África. Após uma viagem astral de 36 horas, relatou que perdeu o desejo de consumir heroína por completo. Em 1983, Lostsof relatou as propriedades antiaditivas da ibogaína e em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo.
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Atualmente, a iboga é utilizada por curandeiros tradicionais dos países da bacia do Congo e na religião do Buiti na Guiné Equatorial, Camarões e, sobretudo, no Gabão, onde membros importantes das hierarquias políticas do país são adeptos do culto. Aproveita-se principalmente a casca da raiz, mas também se atribuem propriedades medicinais às folhas, à casca do tronco e à raiz. No Gabão, a raiz e a casca da raiz são encontradas facilmente nas farmácias tradicionais e nos mercados das principais cidades. A iboga pode ser utilizada sozinha ou em combinação com outras plantas - uma parte desse conhecimento permanece secreto. Segundo depoimentos que colhi nos Camarões em 2001, ela é empregada no tratamento da depressão, da picada de cobra, da impotência masculina, da esterilidade feminina, da AIDS e também como estimulante e afrodisíaco. De acordo com as crenças locais, seria eficaz, ainda, sobre as doenças místicas, como é o caso da possessão.
(...) A literatura científica sobre o tema é controversa. Sabe-se que a ibogaína produz perda do equilíbrio corporal, tremores, aumento da temperatura corpórea, da pressão e da freqüência cardíaca. Estudos com ratos e primatas demonstraram que a ibogaína em quantidade de 100 mg/kg é neurotóxica (a dose utilizada no tratamento de Lotsof é normalmente de 25 mg/kg). Ela é diferente de outros medicamentos, na medida em que é a única substância conhecida que age diretamente sobre o suposto mecanismo da dependência no corpo humano. Entretanto, não se conhece ao certo seu grau de eficácia e não existe nenhum estudo científico que comprove que a ibogaína cure a dependência química; há apenas evidências anedóticas.
Os tratamentos com ibogaína não são autorizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça. Mesmo assim, têm sido adotados clandestinamente. No Panamá, a instituição liderada por Lotsof cobra 15 mil dólares; na Itália, o custo é de 2.500 dólares, e, nos EUA, o tratamento varia entre 500 e 2.500 dólares. Em Israel, a iboga está sendo pesquisada para uso no tratamento da síndrome de pós-guerra que afeta os soldados. De acordo com o médico italiano Antonio Bianchi, a ibogaína age sobre uma enorme quantidade de receptores neuronais. Sua característica fundamental é sua ação sobre a NMDA (N-metil-D-aspartate). Esses receptores estão presentes, sobretudo, em duas áreas: o hipocampo, que controla a memória e as recordações, e a sensibilidade proprioceptiva, parte responsável pela sensação que temos do nosso corpo físico. Se esses receptores forem bloqueados, a pessoa construirá uma imagem do "eu" que não está relacionada com o eu físico, ou seja, sentir-se-á fora do corpo. Este seria o mecanismo neurofisiológico da viagem astral, o ponto de encontro entre as concepções religiosas e as científicas. Nessas condições, o homem tende a construir aquilo que é definido como uma bird-eye image, assumindo uma projeção de si mesmo a partir de uma posição do auto - experiência também recorrente nos relatos da ayahuasca.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cannabis Cup Amsterdam 2011


Cannabis Cup Amsterdam 2011
A cidade de Amsterdam, na Holanda, durante uma semana, vira o principal destino daqueles que procuram acesso e informações sobre o mundo canábico.

A 24º High Times CANNABIS CUP é um dos principais eventos do mundo onde juízes se reúnem para escolher as melhores amostras de maconha e haxixe. Além do consumo e escolha dos melhores fumos, o evento tem uma ampla estrutura para promover também shows e grupos que abordem o assunto cannabis.

A Cannabis Cup acontecerá entre os dias 20 e 24 de novembro em Amsterdam, porém, ainda não existe um local definido. As inscrições acontecerão entre os dias 18 e 20 de novembro.

O evento vai muito além de simplesmente experimentar diferentes tipos de maconha e haxixe. Há toda uma estrutura por trás do evento para levantar e debater o assunto maconha. Através de stands são disponibilizadas informações sobre o mundo canábico, incluindo comércio, industria e diferentes produtos. A Cannabis Cup é um evento completo que reúne diversão, informação e conscientização.

Com seu conceito original, a Copa da Cannabis High Times é um dos eventos mais aguardados na Holanda. A capital acolhe turistas vindos de todas as partes do mundo. Este é essencialmente um evento de maconha que convida os visitantes de todos os setores da sociedade a participar.

O início da Copa Cannabis remete a 1987, quando Steven Hager organizou a primeira Copa da Cannabis High Times. Desde então continua a ser um evento popular, onde uma equipe de juízes experimenta amostras de maconha e vota em seus favoritos. Os prêmios vêm em diferentes categorias, que são as de melhor novo produto, o melhor stand, a melhor vitrine e melhor haxixe. Grande parte da maconha utilizada nesta competição vêm dos diferentes cafés que existem em torno de Amsterdam.

PROIBIÇÃO DO USO DE CANNABIS POR TURISTAS
Um fato que tem chamado atenção para a edição deste ano são os recentes movimentos do parlamento holandês para mudar as leis que regulamentam os Coffee Shops do país. As mudanças propostas pela ala mais conservadora da política holandesa, já aprovadas, pretendem restringir o consumo da maconha por parte de visitantes. Para eles, a presença de turistas influencia diretamente nos percentuais de criminalidade. Portanto, esta é a última Cannabis Cup na qual turistas poderão participar.
A meta é acabar com o chamado “Turismo da Maconha”. Segundo argumentos do governo holandês, a medida tem como objetivo reduzir pequenos crimes e o número de turistas interessados em usar drogas. A intenção é criar um sistema de membros associados dos coffee shops, que excluiria os turistas. A cidade de Amsterdã, que atrai a maioria dos estrangeiros, é contra a decisão. Os comerciantes donos dos cafés e hotéis da região argumentam que seria a morte de toda a cadeia de estabelecimentos que dependem dos dinheiro vindo de fora da cidade para sobreviver.

A medida vai começar a vigorar nas províncias sulistas de Limburg, Noord Brabant e Zeeland até o fim do ano e no resto do país, incluindo Amsterdam, no ano que vem. O governo espera que o fechamento dos coffee shops a estrangeiros reduza em pouco tempo o número de turistas para consumir maconha.

Mais informações podem ser encontradas na: High Times

Video oficial da High Times Cannabis Cup 2011

Fonte: Brasil Norml

Maconha contra ansiedade


CanabidiolPesquisa estuda efeitos do Canabidiol em ratos.
Uma substância da maconha pode ser utilizada para o tratamento da ansiedade. É o que indica uma pesquisa realizada na USP de Ribeirão Preto.

O Canabidiol, constituinte da maconha não responsável pelos malefícios da planta, aumenta a produção de novos neurônios no hipocampo, ou seja, a substância protege contra os danos promovidos pelo estresse.

"O nosso trabalho reforça o papel ansiolítico [tranquilizante] do Canabidiol e abre novas perspectivas em busca de tratamentos farmacológicos" explica a pesquisadora da USP de Ribeirão Preto responsável pelo trabalho, Alline Campos.

A equipe de 12 pessoas do laboratório coordenado pelo professor Francisco Silveira Guimarães realiza os experimentos em ratos. Os pesquisadores mimetizam alguns aspectos da ansiedade como ataque de pânico e o estresse pós traumático nesses animais. Segundo Alline, ainda não há como especificar as vantagens do Canabidiol sobre os anti depressivos utilizados.

Porém, de acordo com a pesquisadora, estudos iniciais em animais demonstraram que a substância não provoca os efeitos colaterais dos medicamentos convencionais. No entanto, ainda é cedo para saber se esse mesmo resultado será observado em humanos.

Já existem no mundo tratamento para outras doenças que são à base de canabinoides. Um exemplo é o medicamento Sativex, utilizado no tratamento de esclerose múltipla no Reino Unido e no Canadá.

A doutora Alline Campos reforça que o Canabidiol é apenas um constituinte da maconha. "Os usuários dependentes da maconha buscam a planta por causa da substância THC (tetraidrocanabinol). Quanto maior o teor de Canabidiol na maconha, menores os efeitos alucinógenos", ressalta.

fonte: Jornal da cidade