Psicodélico

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estado do Kansas se mobiliza para tentar descriminalizar o uso de maconha



O governo federal dos EUA vive um constante ataque aos dispensários de maconha medicinal, numa estratégia ridícula do governo Barack Obama para ganhar um pouco da sua popularidade perdida. No entanto, o presidente parece não ver que com esta atitude, pessoas que precisam da maconha de uma forma terapêutica, acabam saindo prejudicadas.

Apesar da proibição, isso nunca foi um fato que impedisse alguém de conseguir maconha. Para Dani, de 21 anos, que sofre com problemas de depressão, ansiedade e dores no estômago, a maconha ajuda acalmar, a se concentrar em aspectos importantes da vida dela, enfim, para ela os benefícios da maconha são incalculáveis.

Dani reconhece que no estado do Kansas, poderia ser pega e ter problemas por se utilizar de maconha, contudo ela garante que tem encontrado uma maneira bem mais segura de conseguir o seu remédio, o qual ela não revela especificamente.

Questionada ainda sobre o fato da maconha ser proibida no Kansas, Dani afirma que o bem estar dela é o mais importante. Segundo ela, enquanto a maconha estiver fazendo bem para aliviar os seus sintomas, de maneira alguma ela vai deixar de fumar os seus baseadinhos.

Apesar da atual situação estadunidense não ser favorável à maconha, os ativistas do Kansas esperam que a proposta HB2330 - que permitiria grupos sem fins lucrativos licenciados para cultivar e distribuir até 6 gramas de maconha por mês para pessoas com prescrição de um médico, além de cartões emitidos pelo Departamento de Saúde de Kansas – seja aprovada e acabe de vez com esta agonia dos pacientes de maconha medicinal.

MALATESTA, um Anarquista Antiproibicionista !

EXTRAÍDO DO COLETIVO DAR

http://pt.wikipedia.org/wiki/Errico_Malatesta



O anti-proibicionismo não pertence a esta ou aquela ideologia. Compartilham seus preceitos liberais, comunistas, anarquista… nem sempre com as mesmas metas ou os mesmos propósitos. Um ultra-liberal podedia simplesmente argumentar que as drogas não devem ser proibidas pois o Estado não deve intervir no comércio entre os indivíduos. Já um comunista poderia dizer que se trata de uma lei imposta mundialmente pelos EUA, aumentando sua influência sobre os outros países. Um defensor dos direitos humanos pode insistir que é direito do homem a propriedade ao próprio corpo, que o Estado não tem direito de intervir nas escolhas pessoais de cada um no que concerne sua própria saúde.

Apresentamos aqui uma tradução de um artigo publicado em 1922 por Enrico Malatesta, um importante autor anarquista. Este artigo merece destaque não apenas pela impressionante antecipação dos fatos (estamos falando de nada mais do que 90 anos antes do fenômeno da toxicomania vivida atualmente), mas pela lucidez dos comentários e a atualidade de sua proposta.

Em tempos em que a pura estupidez é chamada de política pública contra as drogas, faz-se necessário mais que nunca resgatar as idéias que já vem sendo ignoradas já quase a um século. Enquanto a sociedade se recusar violentamente a ouví-las, seguiremos repetindo a estupidez, com cada vez mais violência.

Cocaína

Na França existem leis severas contra quem usa e quem vende cocaína. E, como é habitual, o flagelo se extende e se intensifica a pesar das leis e talvez por causa das leis. O mesmo que no resto da Europa e na América.
O doutor Courtois, da Academia de Mecidina francesa, que já no ano passado havia lançado um grito de alarme contra o perigo da cocaína, comprovado o fracasso da legislação penal, ele pede… novas e mais severas leis. É o velho erro dos legisladores, a pesar de que a experiência tenha sempre, invariavelmente, demonstrado que nunca a lei, por melhor que seja, serviu para suprimir um vício, ou para desencorajar um delito.
Quanto mais severas sejam as penas impostas aos consumidores e para os negociantes de cocaína, mais aumentará nos consumidores a atração pelo fruto proibido e a fascinação pelo perigo afrontado, e nos especuladores, a avidez do lucro, que já é enorme e aumentará com o aumentar das leis.
É inútil esperar algo das leis.
Nós propomos outro remédio.
Declarar livre o uso e o comérico da cocaína, e abrir os locais nos quais a cocaína seja vendida a preço de custo, ou ao menos baixo custo. E depois fazer um grande informe para explicar ao pública e informar a todos os danos da cocaína; ninguém faria propaganda contrária porque ninguém poderia ganhar com o sofrimento dos cocainómanos.
Certamente que com isso não desapareceria completamente o uso danoso da cocaína, porque persistiriam as causas sociais que causam a existência dos desgraçados e os empurram para o uso de estupefaciantes.
Mas de qualquer modo o mal diminuiria, porque ninguém poderia ganhar com a venda da droga, e ninguém poderia especular com a caça dos especuladores.
E por isso nossa proposta não será tomada em consideração, ou será tratada como quimárica e louca.
No entanto, as pessoas inteligente e desenteressada poderia dizer: “Depois de que as leis penais se mostraram imporentes, não seria bom, ao menos a título de experimento, tentar o método anarquista?”

Enrico Malatesta, em Umanità Nova (1922).

Cannabis e as Religiões



Referências à cannabis e ao seu consu­mo são aspectos fundamentais de muitas das grandes religiões do mundo. Por exemplo:

XINTOÍSMO (Japão) — A cannabis era usada para consolidar as relações no matrimônio e dele afastar os maus espí­ritos, acreditando-se que gerava riso e felicidade no casamento.

HINDUÍSMO (índia) — Diz-se que o deus Shiva "trouxe a cannabis dos Himalaias para alegrar e iluminar os homens". Os sacerdotes sadhu percorrem a Índia e o mundo partilhando cachimbos "chil-lum" enchidos com cannabis, por vezes misturada com outras substâncias. NoBhagavad-gita, Krishna afirma: "Eu sou a erva curativa" (Cap. 9:16), enquanto o Canto Quinto do Bhagarat-purana des­creve o haxixe em termos explicitamente sexuais.

BUDISMO (Tibete, índia e China) — Os budistas usaram ritualmente cannabis do século V a.C. em diante; ritos iniciáti­cos e experiências místicas com erva eram (são) comuns em muitas seitas bu­distas chinesas. Alguns budistas e lamas tibetanos consideram que a cannabis é a sua planta mais sagrada. Muitas tra­dições, escritos e crenças budistas in­dicam que o próprio "Sidarta" (o Buda) alimentou-se exclusivamente de semen­tes de cânhamo durante os seis anos ante­riores ao anúncio das suas verdades (as Quatro Nobres Verdades, o Caminho Óctuplo), quando se tornou o Buda.

Quanto aos ZOROASTRIANOS, ou Magos (Pérsia, circa séculos VIII-VII a.C. até séculos III-IV), muitos exegetas e comentadores cristãos acreditam que os três "Reis Magos", ou Sábios, que assisti­ram ao nascimento de Cristo eram refe­rências cúlticas aos zoroastrianos. A religião zoroastriana baseava-se (pelo menos superficialmente) no conjunto da planta de cânhamo, que era o principal sacramento religioso da classe sacerdotal e o seu mais importante medicamento (p. e., obstetrícia, ritos de incenso, óleos de ungir e crismar), bem como a princi­pal fonte de óleos de iluminação e óleos combustíveis do seu mundo secular. Considera-se geralmente que a palavra "mágico" deriva dos zoroastrianos — os "Magos".

Os ESSÊNIOS (antigo Israel) usavam o cânhamo medicinalmente, assim como osTERAPUTEUS (Egipto), dos quais deriva o termo "terapêutico" Alguns acadêmicos acreditam que ambos eram dis­cípulos dos sacerdotes/mágicos zoroas­trianos, ou pertenciam com eles a uma irmandade.

Os ANTIGOS JUDEUS: Como parte das cerimônias sagradas judaicas realizadas sexta-feira à noite no Templo de Salomão, entre 6o a 80.000 homens pas­savam em redor queimadores de incenso cheios de kanabosom (cannabis), inalan­do o seu fumo, antes de regressarem a casa para a principal refeição da semana (seria por causa dos munchiesl)

Os SUFIS DO ISLÃO (Médio Oriente) são sacerdotes "místicos" muçulmanos que pelo menos durante os últimos 1000 anos divulgaram, usaram e elogiaram a cannabis enquanto meio de obter a reve­lação divina, a iluminação e a unidade com Alá. Muitos acadêmicos, muçulma­nos ou não, acreditam que o misticismo dos sacerdotes sufi era de fato o dos zo­roastrianos que, tendo sobrevivido às conquistas muçulmanas dos séculos VII e VIII, converteram-se subsequente­mente ao Islão (muda de religião e aban­dona o álcool ou serás decapitado).

Algumas seitas de CRISTÃOS COPTAS (Egipto/Etiópia) acreditam que a sagrada "erva verde dos campos" referida na Bíblia ("Farei crescer para eles uma planta renomada; deixarão de ser consumidos pela fome e nunca mais terão de suportar os insultos dos idólatras" (Ezequiel 34:29) é a cannabis, e que os incensos secretos, os incensos doces e os óleos de ungir refe­ridos na Bíblia são feitos de cannabis.

Os BANTUS (África) tinham Cultos da Dagga* secretos, sociedades que restringiam o uso da cannabis aos regentes masculinos. Os pigmeus, zulus e hoten-totes consideravam todos que a cannabis era um medicamento indispensável para cãibras, epilepsia e gota, e como sacra­mento religioso.

*Estes cultos "Dagga" acreditavam que a Sagrada Cannabis fora trazida à terra pelos Deuses, sendo oriunda do sistema "Estrela Dois Cães", a que cha­mamos Sirius A e B. "Dagga" significa literalmente "cannabis". É interessante constatar que a palavra indo-europeia que veio a designar a planta tanto pode ler-se como "canna", cana, e "bi", dois, como "canna", de canino, e "bis", significando dois (bi) — "Dois Cães".

Os RASTAFARIANOS (Jamaica e ou­tras regiões) são uma seita religiosa contemporânea que usa a "ganja" como o seu sacramento sagrado para comunicar com Deus (Jah).



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

[Download Filme] What Happened to Kerouac?

What Happened to Kerouac? é uma investigação animada e reveladora sobre a história pessoal e processo criativo de Jack Kerouac - O pai da Geração Beat, autor de "On The Road" e figura central da revolução contracultural dos anos cinquenta. Este retrato mostra-nos o que aconteceu quando a fama e notoriedade foram lançados sobre um homem essencialmente reticente cuja influência ainda é sentida em todo o mundo.
Direção: Lewis MacAdams (I), Richard Lerner (II)
País de Origem: EUA
Ano de lançamento: 1986
Duração: 96 minutos
Elenco:
Gregory Corso (Himself)
Edie Kerouac Parker (Herself)
William S. Burroughs (Himself)
Michael McClure (Himself)
John Clellon Holmes (Himself)
Lawrence Ferlinghetti (Himself)
Ann Charters (Herself)
Gary Snyder (Himself)
Neal Cassady (Himself - archive footage)
Carolyn Cassady (Herself)
Diane Di Prima (Herself)
Joyce Johnson (II) (Herself)
Jan Kerouac (Herself)
Herbert Huncke (Himself)
Fran Landesman (Herself)
William F. Buckley (Himself - archive footage)
Ed Sanders (I) (Himself - archive footage)
Allen Ginsberg (Himself - archive footage)
Robert Creeley (Himself)

Tamanho do arquivo: 629.58 MB

Filme :
http://www.megaupload.com/?d=MF2OG0HS

Legenda:
http://www.4shared.com/rar/kt0xSBcR/W_H_to_Ke.html

[DOWNLOAD] The hippie Revolt - A Revolução dos Hippies


Uma celebração psicodélica pela liberdade de expressão de juventude americana dos agitados anos 60. Ema plena Haight-Ashbuty, os próprios hippies deram depoimentos sobre seus medos de vida, seus gostos estéticos, filosóficos, políticos e o uso das drogas. Um registro histórico realizado pelos próprios hippies em suas comunidades.
Direção: Edgar Beatty
Duração: 75 minutos
Ano de Lançamento: 1967
País de Origem: EUA
Elenco: Muhammad Ali, General Hershey Bar, Carl Franzoni, Elliot Mintz, Vito Paulekas






Filme :
http://www.megaupload.com/?d=V64XMBH2

Legenda:
http://www.4shared.com/file/kAO771as/T_H_Revolt.html?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quebrando o Tabu | 2011 | NacionaL DVDrip [Avi]


SINOPSE

Há 40 anos os Estados Unidos levaram o mundo a declarar guerra às drogas, numa cruzada por um mundo livre de drogas. Porém, os danso causados só cresceram. Abusos, informações equivocadas, epidemias, violência e o fortalecimento de redes criminosas são os resultados da guerar perdida numa escala global. Num mosaico costurado por Fernando Henrique Cardoso, o documentário escuta vozes das realidades mais diversas do mundo em busca de soluções, princípios e conclusões.;















Tamanho: 692 MB
Idioma: Português
Formato: Avi
Qualidade: DVDrip
Gênero: Documentário
Duração: 80 min
Ano: 2011

DOWNLOAD

DOWNLOAD
DOWNLOAD
DOWNLOAD

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uruguai pode liberar plantio de maconha

Nosso país vizinho, o Uruguai, pode dar um importante passo em direção à uma política de drogas mais estruturada. O congresso uruguaio estuda liberar o plantio da maconha para consumo pessoal. Esta medida tem como objetivo pôr fim a uma contradição no país. Por lá não é crime consumir, mas comprar e vender cannabis, sim. Todos concordam que esta situação representa uma contradição e que algo, no sentido de acabar com tais problemas, deve ser pensado.

O debate sobre a mudança das regras que regulamentam a maconha e seu uso ganharam força no Uruguai após a ativista Alicia Castilla de 66 anos, Autora do livro Cultura Cannabis, ter sido presa no início do ano de 2011 por cultivar pés da planta em casa.

Secretário da presidência a favor do cultivo

As conversas para o cultivo de cannabis não são novidade no Uruguai. O secretário da Presidência do Uruguai, Diego Cánepa, durante a realização da conferência sobre “Políticas de Drogas na Região do Mundo”, organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros uruguaio em julho deste ano, se mostrou a favor do cultivo de maconha para uso pessoal.

Em entrevista, o secretário disse: “Eu concordo que devemos avançar para um processo de descriminalização da posse de maconha para consumo pessoal”, afirmou Cánepa, que também é presidente do Conselho Nacional de Drogas.